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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

21
Mai17

Ainda daquilo das séries bem boas

Filipa

Uma nova temporada da série Twin Peaks está aí mesmo a rebentar. Passaram-se vinte e seis anos desde o último episódio, maneiras que estamos todos de memória fresquinha e pronta para açambarcar mais uma catrefada de episódios de uma série que ninguém percebe um caralho, mas que toda a gente vê porque é demasiado mainstream para se ficar de fora.

Venha ela!

 

16
Mai17

No peso errado

Carla, a empregada doméstica

Ás veses não mapetesse lembrar de nada. Apenas arrecordar-me de tudo.

O futuro já foi, o passado está por advir, resta o resto, arrecordemos as recordações e leccione-mos as lições e comamos os melões.

Sinto calor, mas a minha pele sente sente sente sente frio.

Alguém feche a janela.

Alguém feche a porta.

meta uns choriços porde baixo das portas.

Uma acoberta?

Um bocado da acoberta é tua mas há muito dela que é tua. Ou teu. Ou será que um bocado teu é que é da merda do cobertor? Ou um bocado de mim arrolada na acoberta que é da cheese longa? Ou teu que é meu que é nosso mas nunca deles?

Vinho tinto.

A mais.

Ou então é um pedasso da minha mente que não pesa os pesos que se entrega.

Dizes que afinal o vinho é branco, inscreves-me nos AA e dizes que nem o vinho nem a minha loucura teem teem teem teem teem explicação: o vinho nunca chega para o que quero, serve apenas para regar os pipis e as amoelas.

merda.

 

13
Mai17

Eu avisei, pensam que estou a brincar e depois dá nisto.

Filipa

Demorei um mês a ver as quatro temporadas disponíveis da série Prison Break. Parecendo que não, ainda são setenta e sete episódios, de mais ou menos cinquenta minutos cada, imagine-se o tempo e atenção que dispensei àquela maltinha toda.

Estava a ser A série e escusado será dizer que o meu carinho ia direitinho para o pior de todos, o T-Bag, que para além de me arrancar gargalhadas mesmo em situações limite, é isto tudo de sexyness

 

tbag.png

 

 

Apesar de na quarta temporada, achar que a série se estava a arrastar mais do que um caracol ranhoso e de saber mais ou menos o final -o meu gajo já tinha visto e não se conseguia conter nos spoilers- vi-a todinha e praticamente num rasgo.

Sou mesmo assim; gosto que a série tenha todas as temporadas disponíveis e ver tudo de rajada. Aborrece-me ter de estar à espera que um novo episódio seja lançado, tenho de ir rever o último para reavivar a memória, depois chateio-me porque já o vi e depois adormeço, na semana seguinte o mesmo, todo um drama com o qual não ainda consigo lidar.
Conforme escrevi aqui, há uma série de coisas que precisam de estar bem vincadas e a que aqui me trouxe hoje é o ponto terceiro: "tudo tem de me fazer sentido. Se há ali uma frase que me fica a bater, volto atrás os episódios que forem precisos até tirar dúvidas. Se as minhas suspeitas se confirmarem e se me sentir enganada, já não vejo mais nada. Se bobear, até fico ofendida. Não me enganem."

Ora, ver séries é como ler blogues -inclusive os blogocagalhões, que uma gaja está sempre na esperança de que um raio de noção caia no aglomerado daqueles não-neurónios todos e um dia, talvez enquanto o pessoal ainda cá andar todo e de preferência lúcido, aventem com uma merda qualquer que nos arranque do estado de letargia em que ficamos depois de fecharmos a página- não há nada que me escape. Pode parecer que ando aqui a apanhar bonés, muito entusiasmada com o que é mostrado, que a minha atenção ao detalhe está ao nível do miserável, que mamo toda a bucha, mas não. Sucede que é tudo escrutinadinho até ao mínimo pormenor, nem que tenha de voltar atrás as vezes que forem precisas, ver, rever e rerever até à exaustão, descubro sempre aquela merda que me ficou atrás da orelha.

 

No primeiro episódio da temporada um, eis a data de nascimento do protagonista da série:

 

Captura de ecrã 2017-05-13, às 09.07.37.png

 

 

Mais para a frente, já na temporada quatro:

 

Captura de ecrã 2017-05-13, às 08.52.35.png

 

 

Como se não bastasse o nascimento, a morte do artista também me chega envolta em contradições.

 

No último episódio da quarta série:

 

Captura de ecrã 2017-05-13, às 08.57.47.png

 

 (além do ano, aqui também fizeram merda com o dia)

 

Aqui no primeiro episódio da quinta temporada:

 

Captura de ecrã 2017-05-13, às 09.15.07.png

 

 

 

E pronto.

Ainda não sei se me apetece ver a quinta temporada cujos quatro primeiros episódios já ali estão, o que eu sei é que é muito mais simples perceber o que fazer com as incongruências que se apanham nos blogues, inclusive nos cagalhon-blogues, do que com as que descobrimos nas coisas que nos são caras.

 

11
Mai17

No carro estacionado em cima do passeio, ninguém fala né??

Filipa

 

 

 

"A condutora aguarda agora sentença por condução perigosa"

 

 

Foram duas as vezes que esta condutora fez pisca para regressar à faixa de rodagem. Todo o condutor sabe que só se prevarica em caso de extrema necessidade, jamais em situações delicadas como seja o caso de entrar na estrada sem aviso. 

São merdas como esta que me fazem perder a fé na humanidade no geral e na justiça em particular.

 

02
Mai17

Não tenho tido muito tempo para estas coisas da bloga, mas até o meu pouco é o suficiente*

Filipa

Minhas leitoras mais lindas que tanto clamaram pela minha presença, eis-me, ainda que num tirinho, com boas novas.

Em primeiro lugar, não me esqueci do meu papel nesta hecatombe que é o mundo dos blogues, que é o de vos mostrar em que produtinhos milagrosos/ maquilhagem/ e tudo quanto faz uma gaja verdadeiramente feliz, haveis de gastar o vosso rico dinheirinho. Nesta senda, ando há um ror de tempo a sujeitar a minha pele delicada e de berço, a tudo o que é rotina de beleza bidiária com itens que estão ao alcance de qualquer borra-botas, por forma a que toda a clientela possa deslumbrar com a sua tez imaculada e per-fei-ta.

Me aguardem, por favor, que já sabem que gosto de falar das coisas com propriedade. 

Enquanto esse dia chega e não chega, decidi -e para juntar à colecção de movimentos já criados por mim- iniciar aqui e agora um novo movimento que por acaso já me andava a habitar as vontades para lá de um peidinho de tempo, o movimento:

 

 

"Por qué no te callas?"

 

Há muito que ler alguns blogues tem um efeito em mim de um Zolpidem mas em bom. Dez minutos deste penoso exercício e rapidamente afundo num sono profundo. Não é que não aprecie a facilidade com que o enfado me empurra para o sono dos justos, ou a rapidez com que o tédio me põe a bocejar, mas antes que estes bloggers, os chatos como a porra, nos arrastem para este lodo que é o fastio com que nos pautam as vidas, achei por bem lançar este significativo movimento, por forma a que este flagelo se extinga.

Eis a minha contribuição:

 

pntc1.jpg

 

Quem se junta?

 

 

 

 

 

*citação minha, não a copiei ao pipoco do Facebook.

 

 

11
Abr17

Hão-de cá vir pedir batatinhas, hão-de.

Filipa

Ando aqui há século e meio a fazer gajas felizes. Seja com uma base, seja com cremes, é escolher. Recebo emails com profundas e sinceras declarações de amor de leitoras que já não vivem sem as minhas maravilhosas dicas dermatológicas, apesar de não ser dermatologista. Faço concursos com cenas bué intelectuais por forma a satisfazer todo o tipo de freguesa: a muito e a pouco dada à cultura. Ofereço glosses da Chanel, coisa nunca dantes vista na medida em que não me foi oferecido por ninguém. Faço-vos rir, chorar, enfim, vão de uma ponta à outra na régua dos sentimentos num tirinho e equilibro a balança do amor pela Filipa/Ódio pela Filipa como ninguém. Desgasto-me em posts quilométricos sobre produtos que caibam em todo e qualquer orçamento e na descoberta de cosméticos novos e de qualidade (ainda vos hei-de falar sobre O creme de olhos) e em troca nem uma puta de uma alminha me diz que "Prison Break" é outra série do ca-ra-lhi-nho!

Não me merecem, é o que é.

Para consulta em caso de necessidade

Cenas da Carla

Anita

No sapo também os há

Coisas do existencial

Dos blogues