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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

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Janeiro 19, 2013

Filipa

Eu era para vir aqui dizer o que acho acerca do que a policia fez aos miúdos daquela escola, aquilo de eles terem fechado os portões, em forma de protesto, sim, protesto, que os putos hoje em dia sabem-na toda, e a policia, numa atitude absolutamente viável no que à reposição da ordem diz respeito, decidiu acabar com a brincadeira com um bocadinho de gás pimenta, já que era a única medida ali à mão que os srs. Agentes tinham para acalmar os ânimos daqueles terroristas com os seus quê?, quinze, dezasseis anos bem aviados e se achavam que tinham algum direito de mostrarem a sua indignação em forma de manifestação, aposto que aprenderam a lição, vândalos, já iam mas era estudar que a vida não está para palhaçadas destas. Eu era para vir aqui falar sobre tudo isto, mas estou com muito medo de tornar a ferir susceptibilidades de merda.

(Bocejo)

Janeiro 01, 2013

Filipa

Na verdade este ano foi uma merda nunca dantes vista e só vislumbrada pelos nada afortunados, aqui representados em forma de Filipa. Era para ser o ano de todas as decisões mas acabei por decidir pouco. A vida encarregou-se disso e se há coisa que odeio é que coisas me sejam impostas. A decisão mais periclitante era arrumar de vez com aquele assunto desagradável com o qual vos brindei vezes sem conta, que era o meu desamor relativamente a um gajo casado, por deus, que horror!, como é que ela pode?, estais decerto pensando ao que eu respondo, conhecei um gajo assim, como este, e depois logo falamos. Consegui descolar-me deste relacionamento tão massacrante, apesar de fantástico. Não, já não estou bêbeda. Enquanto existiu um "nós", sempre foi deste modo, destruidor porém e não obstante, vital. Apareceu-me nos entretantos, do nada e quando menos me apetecia, uma criatura que me mostrou, mesmo sem abrir boca, o quão baixa estava a minha cotação na vida do outro. Mostrou-me também uns olhos azuis, um peitoral espadaúdo e umas pernas musculosas a cá estamos nós, casados no coração e brevemente no papel. Decidi a determinada altura (esta foi sem querer) afastar-me de quem não me valorizava na medida que eu achava que merecia. Corri, mas à cara podre, com mais de metade de quem eu pensava gostar e passei a respirar e dormir melhor. Decidi ter a melhor cadela do mundo e paguei por isso. Infelizmente o meu modo de vida não me permite recorrer à adopção e desde já me cago para as criticas. A minha Bulldog é linda e esteve por um fio para se chamar Manola. Trabalhei com entidades patronais que são verdadeiros lixos, capazes de tudo para se verem livres de quem lhes ia sair caro. Decidi enfrentar verdadeiros monstros da industria, e ganhei, apesar de ter perdido. Fui poucas vezes ver o mar e foi o ano menos musical de sempre. Acho que me cansei da melancolia que me andava a tirar o sorriso e a vincar a testa. Emigrei e os portugueses lá fora são ainda mais nojentos dos que os que estão cá, como se isso fosse possível. Odeio o tempo de Londres, a comida se Londres, a roupa de Londres, as pessoas de Londres, mas adoro a Libra, sobretudo quando a troco pelo euro. Viajei muito que eu cá não lido bem com as saudades. Ri pouco, agora que falo nisso. Ser adulto e responsável não é lá muito divertido. O meu gajo diz que estou velha. Escrevi pouco. Houve dias em que este blog deixou de fazer sentido porque este ano pareceu a página de um outro livro que não o da minha vida. Noutros voltou a fazer porque me usei dele para recordar coisas que já havia esquecido e voltou a apetecer-me ser a Filipa inconsequente de sempre. Deixei de fumar e engordei um molho. Penso muitas vezes em voltar a fumar. Não porque sinta a falta, que não sinto, mas a roupa está mais cara do que o tabaco e tenho saudades das minhas curvas. Não faço resoluções porque no fundo a única coisa que quero, é continuar a fazer balanços. Este ano foi como este post, chato comó raio.

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