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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

O João está bem, obrigada

Setembro 21, 2013

Filipa




Passados praticamente um mês e meio após o nascimento de pequeno Jonhy, eis o ponto de situação pelo qual estáveis dispostos a dar o vosso próprio dedo mindinho. 

Perdi 400gr desde que saí da maternidade. E isto revolta-me muito porque me sinto enganada. Deviam deixar de mentir às pessoas, porque quando dizem que amamentar queima imeeeeeeensas calorias, que ajuda o útero a ir ao lugar e com isso lá se vai a barriga, e que ajuda imeeeeeenso um gajo a voltar à antiga forma, estão a mentir. É mentira, maluquinhas da amamentação, ouviram? Nunca mais me enganam, estou a avisar. Amamentar dá fome. Muita fome. Taaaaaaaaanta fome que nem que me alimentasse de molhos de bróculos perdia peso.
Nasci mesmo para isto de ser mãe. Parece que toda a minha vida troquei fraldas e dei banhos e a única sequela que o puto tem, é uma tesourada no dedo mindinho-se é que podemos chamar dedo àquele pedacinho de fofura-resultado do meu extremo jeito para cortar unhas a pessoas de 55cm. Enfim, ninguém é perfeito e eu sou só humana. 
Depois temos estas bochechas e estes lábios. Com o que é que uma pessoa se há-de ocupar quando não tem mais nada que fazer? A morder e a dar beijufas e a falar bebexês e a enchê-lo de cuspo e ele fecha os olhinhos e fica muito sossegadinho, naquela, e o pai a achar isto tudo muito estranho mas continua muito caladinho que as hormonas ainda cá cantam.
Já consigo usar a lente de contacto do olho esquerdo, vamos todos levantar-nos e bater palmas. A lente do lado direito não aceita o olho, maneiras que vejo em mono. Quando preciso ver mais ao longe, afino o zoom fechando o olho direito e pronto que isto de ser muito prática dá muito jeito.
Não quero nem ouvir falar em vida sexual. Poupem-me aos bitaites. A menos que tenhais levado 13 pontos num rasgo que alcançou a perna, não estais em posição de articular um foda-se que seja. Ainda está tudo tão fresco e frágil que tenho a certeza que alguma coisa se vai rasgar à mínima tentativa. Chamem-me o que quiserem mas ide lá ver se nos blogues em que as autoras foram mãe há pouco, se fala no assunto. Pois é.
No outro dia deixei-o com o pai porque tinha umas coisas para fazer e não correu mal de todo. O caminho de ida e volta foi feito com o telemóvel em alta voz a dar indicações e a tentar perceber, pelos barulhentos que faz, se o pai estava a fazer tudo certinho.
Só tenho de praticar mais um pouco a cena de o deixar no colo dos outros. Só um pouco mais, quase nada. Tipo ir ao Porto e vir. 
De resto, o costume: pequeno João parece uma pequena debulhadora, em dez minutos despacha as duas mamocas e dorme grande parte da noite. Não dorme a outra parte porque tenho de o acordar para comer e com tudo isto já me desabituei de dormir. Agora que já posso fazê-lo de barriga para baixo, não consigo e todas as outras posições me parecem desconfortáveis. Estou, portanto, pronta para quando o João deixar de ser um puto mesmo fixe e me começar a dar noites de merda. Até agora tem sido mesmo o mais fixe de todos e eu uma sortuda e estou cá desconfiada que ele chegou mais cedo só para me fazer feliz por mais tempo.


Assim de repente diria que esta semana começou da melhor maneira possível.

Setembro 16, 2013

Filipa

O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez! O Michael Bublé vem a Portugal outra vez!

O meu conhecido, pai da chavala do post abaixo, exerceu o seu direito à indignação chamando-me de parva porque afinal a miúda não tem 14 anos. Tem 16, o que parecendo que não, muda tudo. Sinto-me na obrigação de me retractar e eis que o faço publ

Setembro 10, 2013

Filipa

O meu conhecido, pai da chavala do post abaixo, exerceu o seu direito à
indignação chamando-me de parva porque afinal a miúda não tem 14 anos.
Tem 16, o que parecendo que não, muda tudo. Sinto-me na obrigação de me
retractar e eis que o faço publicamente num post esclarecedor sobre o
que realmente muda no meu discurso, após a tomada de conhecimento de
preciosa informação.

Coisas que minervam III

Setembro 10, 2013

Filipa

Não sou boa amostra para estatísticas, sabem? Tão depressa me arrasto sobre um rasto de mel, como parto esta merda toda. Gostava de ser meia haste, até porque me farto de sofrer por não o ser, mas não consigo. Entro a matar, a abrir, anda tudo nas horas, não penso nos prós, nos prés, nos ante e nos após, quero mais é que isso se foda. Não sei dar o beneficio da dúvida e parto do pressuposto que toda a gente é culpada até prova em contrário. Eu é que sei, a sabona, e chego a provar, com provas e tudo (ahahaahahahahah também sou bué engraçada mas isso agora não vem ao caso) incoerências e disparates. Revolto de tal maneira as coisas que o pessoal é obrigado a dar-me razão, vencidos pelo meu poder de persuasão. Claro que quando calho a reparar que afinal estou errada, não me vergo, óbvio. Novelas, dramas e por vezes thrillers, são realizados em minha muito fértil imaginação e depois é que são elas para desfazer estes imbróglios todos e às vezes falta-me a paciência. Reparasteís que disse que me faltava a paciência para mim própria, pois reparasteís? Isto só prova que apesar de tudo sou uma pessoa humilde com clara noção das sua desqualidades. Sou, porém, uma pessoa com um apurado sentido de oportunidade, e regra geral aponto-as com alguma inteligência. Para além disto tudo e como se já não fosse pouco, já tive um cu que era um mimo. Conto tê-lo de novo, mas mais lá para a frente que agora não me dá muito jeito. E já tive amigo assim para o normais. Agora só tenho conhecidos e em conversa com um, fiquei a saber que a filha, chavala de 14 anos, já sai à noite. Conversa puxa conversa (que isto de falar com conhecidos é mesmo assim, a gente tem que puxar muuuuuito) e fiquei a saber que a adolescente (yeah, right) também foi a um concerto. Saiu numa Sexta para regressar no Domingo. 
E foi esta conversa que me deixou à beira dos sessenta anos e cheia de bicos de papagaio. Ou então é só a minha natural falta de paciência para coisas com fundamentos de merda. Não consigo ter paciência para os miúdos de agora que decidem crescer muito depressa. Ou para os pais que o permitem e acham que a extrema liberdade é o melhor porque proibir não adianta. Para a autonomia que os tempos modernos lhes dá. Da pseudo emancipação que a falta de tempo e o modernismo dos pais dão a estas crianças cujos calções deixam ver as bochechas do rabo, usam o perfume do Justin Bieber e pintam as unhas de encarnado. Miúdos que saem até mais tarde do que eu, que bebem mais do que eu e que fodem mais do que eu. Crianças que falam do poder sexual que exercem sobre o sexo oposto (Vi isto numa entrevista um dia destes e ia vomitando). Miúdos mal educados e com a sensibilidade de um molho de brócolos. Tudo isto me causa transtorno e eu não me posso transtornar que tenho que produzir leite e transtornos podem impedi-lo. 
Eu sou do tempo em que uma chapada no focinho servia muito bem para proibir e garanto-vos que funcionava. Sou do tempo que se respeitava o outros e se era bem educado. Do tempo em que beber, fumar e sair à noite era só depois de se crescer e tal não prejudicou em nada o meu desenvolvimento nem sou uma adulta com traumas por causa dessa "lacuna". Sou do tempo em que se ia para a escola para efectivamente aprender e não para desfilar as mamas e pernas. Sou do tempo em que se explicava com um cinto o que uma conversa não conseguia. Sou do tempo em que se adquiria um outro estatuto quando se andava à porrada com o fulano que nos tivesse apalpado o rabo. Do tempo em que para se passar a noite em casa de uma amiga, obedecia a um exasperante protocolo que incluía tanto alínea que na maioria das vezes desistíamos do pedido. Do tempo em que os pensos higiénicos coexistiam muito bem com as barbies e diários cor de rosas fechados a cadeado. Do tempo em que se gostava de ser criança e que ninguém tinha pressa de crescer porque ser adulto não tinha graça nenhuma.

Esse conhecido não entende esta minha postura até porque sempre me conheceu rebelde. O que ele não sabe, porque nunca se preocupou em saber, é que esta rebeldia é coisa ponderada. É coisa com rede em baixo. É coisa com plano b. É postura com paraquedas às costas. É inconsequência consciente. Fui uma criança muito feliz, cheia de regras e consequência e devido a isso sou a adulta que hoje sou, um orgulho para os meus.

Tenho um filho, eu sei. Gajo, graças a todos os santos. Ainda faltam muitos anos para ter de me preocupar com estas coisas, mas é melhor começar já a dar uns toques que estas fulanas de agora comem-me o puto em três tempos.

Agora digam-me a ver se sou a única reformada com esta idade:
O facto de os miúdos estarem perfeitamente informados acerca de tudo quanto é considerado "risco", torna-os imunes aos mesmos? Só lhes acontece o que eles quiserem que lhes aconteça uma vez que estão muito informados e tal?

Cat story

Setembro 05, 2013

Filipa

Tenho uma gata, não sei se já vos disse, é provável que não, uma vez que a gaja é a única rafeira rafeira cá em casa e eu não quero passar a imagem de pessoa que adopta gatas rafeiras e abandonadas, que escolhem o quentinho do motor do carro dessa pessoa, para pernoitarem. Tantas noites até que vencem uma pessoa pela persistência e essa pessoa acaba por levá-la para casa. Tenho uma gata desraçada que é a única que não tem pedigree, é feia como o raio, má como as cobras, arisca, escorregadia, fria, traiçoeira, mas pronto, trouxe-a, temos de levar com o pastel, nada a fazer. Somos muitos cá em casa. Entre cães, gatos, filhos e maridos, somos cerca de sete. Perdão, seis, porque a gata, a Ella, já agora, desaparece e não há cá convívio para ninguém. Não sei se devido à sua condição, Ella nasceu para ser pobre e não há volta a dar. Ella dorme na casa de banho, no chão perto do cesto da roupa suja. Ella bebe água pela torneira do bidé. Ella não gosta da comida de marca xpto que compro no veterinário e que custam horrores. Não. Ella gosta de uma ração que encontrei no Lidl e que custa aproximadamente três euros. Ella não gosta do arranhador com alguns andares, prefere afiá-las no cesto de roupa suja, mesmo a saber que se a apanho, está feita. Ella só gosta de comida do Lidl, sol, de dormir e da música que sai do móbil pendurado no berço do João. Acho que desde que a trouxe para casa lhe fiz cerca de três festas que, olha que engraçada coincidência, calharam a acontecer aquando as suas visitas ao veterinário e aproveitei, como quem não quer a coisa, para lhe passar a mão no pelo. E já lá vão dez meses.
O sítio preferido para a Ella estar a fazer nada é no parapeito da janela da sala. Até ao dia em que o meu Guedes descobriu que aquele era um poiso muito fixe para se fazer coisa nenhuma. Ora, estava Guedes muito concentrado no seu ritual diário quase obsessivo que é o de lamber seu pêlo, à janela, enquanto se aquecia com os últimos raiozinhos de sol do dia, quando Ella sai desencabrestada da casa de banho por ter sentido, talvez, que algo de estranho estava a suceder em seu trono. Ah, estamos a falar de um sétimo andar, ok?
Nisto, já estou eu à porta da sala, mama de fora, João aos gritos que é rapaz muito calmo mas há limites e não lhe tirem a comida da frente que rapidamente se transforma em pequena vuvuzela. Ella no chão, mesmo debaixo da janela, a fazer cálculos mentais por forma a descobrir o melhor local para saltar para o parapeito.
Guedes lambia-se.
Eu, morta por começar aos gritos porque estava a adivinhar o cocó que estava para acontecer, mas sem poder com medo de assustar o gato.
Guedes lambia-se.
O meu cérebro procurava soluções enquanto os meus olhos pesquisavam o local à espera de encontrarem ou um machado, ou serra eléctrica, ou bisturi ou algo igualmente dissuador de modo a que a gata se sentisse ameaçada e desistisse do seu intento.
A Dior?, pensei eu, onde anda aquela caralha?, a espalha brasas aqui do sítio. Se a fulana aqui estivesse, pequeno Guedes decerto a ouvia e tranquilamente descia. Ou Ella estaria agarrada às orelhas de Dior. Ao longe ouço o ronco de Chanel que quando não está nisto, está a comer ombreiras e rodapés. Qualquer uma das alternativas era viável, menos a que estava a adivinhar. Mas Dior estava na rua, com seu enconado dono. Isto era entre mim e esta ingrata que devia andar comigo ao colo por lhe ter dado um lar doce e quente. Dou um passo e Ella olha. O azul dos seus olhos enche-se de um negro profundo, põe as orelhas para trás e sobe para o parapeito.
Pequeno Guedes lambe-se, pára e cheira o ar. Pausa. E continua a lamber-se. 
Pouso João no carrinho e vou a correr para a janela mesmo sem saber o que fazer quando lá chegasse.
Vejo Ella a mandar-se para cima de pequeno Guedes, abocanhando o seu farfalhudo pescoço com sua vingativa boca. Ele assusta-se e lança-se em voo....para o lado errado da janela.

Ella, no parapeito, lambe uma pata, pára por uns momentos, cheira o ar e retoma a tarefa.

E eu de joelhos na sala, a chorar, a soluçar tanto que as palavras ficavam presas na garganta. Morria ali, sufocada, naquele chão, a chorar pelo meu Guedes se o meu gajo não tivesse entretanto chegado.

Esqueci tudo o que se passou depois. 
"Acordo" já na rua, por baixo da minha janela, aos gritos a chamar pelo gato, o meu bebé cheiroso, o meu gajo com o João ao colo, e passadas duas horas nisto, com vizinhos e desconhecidos a ajudar, descubro um Guedes a lamber-se, no recato de um buraco cheio de merda, preocupadíssimo com a sujidade em seu pêlo.
A partir daí, mais pânico. Deixar João com avós, procurar um hospital veterinário com urgência 24h (com isto tudo era uma e pouco da manhã), não mexer muito no pobre bicho cuja única preocupação era tirar as ervas e ervinhas do seu pêlo e no meio de todo este nervoso corre corre, Ella, impávida e serena, observa os nossos movimentos no seu poiso de sestas preferido, o cesto das cebolas, e parece dizer, com toda a sua altivez característica "não percebo esta agitação toda! A culpa é dele, não olhem para mim! Eu disse-lhe sai da frente, Guedes!"

Chegamos quase ao raiar do dia, muitos euros depois e sem Guedes, que ficou internado em observação, com as patas em mau estado, com febre e com a hipótese de algo mais grave nas costelas/pulmões.

Desde então que não sou capaz de olhar sequer para a gata. O meu gajo levou-a para casa da mãe e não tenho a mínima vontade de a ir buscar.
Hoje fui buscar o meu Guedes e parece-me mais lindo e mais paneleiro que nunca e relembrando a história do Pitt bull que matou o bebé, animais com maus instintos, para mim, deviam ter todos o mesmo fim e garanto que não passa por estar ao parapeito da minha janela a fazer ronrom às borboletas nem perseguir moscas, depois de encher a barriguinha e cagar em areia com aroma de alfazema.
Estou melhor mas ainda me farto de chorar e ainda me dói o peito, quando olho para o Guedes e penso a sorte que ele teve, na sorte que eu tive, apesar de tudo.

Ainda não sei o que vou fazer com Ella, mas dificilmente volta a entrar nesta casa.

The end.

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