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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Escrever bonito.

Março 19, 2014

Filipa

O Polvo à Lagareiro era uma maravilha. Nunca lá o comi mas os olhos dele diziam que sim, que era. Cá para mim era mais pelo facto de estar na minha companhia mas pronto, concedo. Lá bom aspecto tinha. O Grelhas Bar reinventou o conceito de entrada quando o Pedro (saudade deste chavale que me atendia sempre com um sorriso nos lábios) me meteu olhos adentro e na mesa também, um queijo no forno cheio de ervas aromáticas. Diz que a cerveja, com aquela vista toda, tinha outro sabor. Eu não sei que não bebo, mas ele, ali, no Grelhas, tinha sabor a beijos cheios de qualquer coisa que nunca se percebeu muito bem o quê. No Grelhas havia mantinhas à disposição para as noites mais fresquinhas. Quando abria a esplanada e ainda não era bem Verão, mas também já não era bem Inverno diz que os clientes às vezes precisavam. No jantar não precisei. Tremia mas não tinha frio. Acho que por saber que tão cedo não ia repetir a dose. Ou então era dos nervos, também podia ser. No Grelhas existiram silêncios absolutamente groumet. Silêncios saborosos que duraram por dois jantares inteiros. Um a sós e outro com pessoas que entretanto saíram da minha vida, os tais amigos que entretanto me vão morrendo, paz à sua alma, ámen. Tostas mistas divinais a meio do horário de trabalho, batatas fritas e confissões, cafés inusitados, descombinados, ditos em cima do joelho, mas os melhores do mundo, na altura. Houve saudade do presente, tristeza do futuro, tive uma mini mighty festa de aniversário onde apareceu quem eu não espera ver. Houve mar, muito mar, azulão e areia cheinha de gente. Havaianas com roupa de trabalho, sal do mar nos pêlos dos braços a meio da semana, cheiro a maresia que em mais sítio nenhum encontrei igual. Havia música dos QOTSA, a mais tesuda de sempre, mesmo sem haver e havia Rock. Chateei-me com o Rock perto do Grelhas e ainda hoje não estamos em todo o nosso esplendor. O Trajecto de regresso sempre, sempre feito de orelha murcha.
A comida do Grelhas era boa, mas não é isso que retenho de lá. É a memória de uma das alturas mais felizes da minha vida.
E agora fechou.

E era só isto.

Mais desenvolvimentos

Março 14, 2014

Filipa

Meus caros, desta vez é que é. Desta vez é que se finam todos daqui para fora que isto hoje vai ser a doer e maior parte de vocês diz que ai não, palavrões! Que horror! Que falta de chá, está criatura, quando na realidade quem diz esta merda está claramente com falta mas é de caralhos.
Hoje chegou finalmente a factura da Meo. A primeira desde o nosso arrufo. A factura chegou ao meu email às quatro da matina e às nove estava eu à porta de uma das suas lojas, a guardar vez. Sim, guardar vez, o que é que foi? Deixai-vos ser cliente da PT e passareis a achar que o tempo que esperam num posto de saúde perto do que perdem numa loja PT, é peanuts.
Munida do meu dossier das reclamações, pedi para falar com o gerente e as putas das brasileiras perseguem-me e a que me calhou foi curta e grossa como a puta da cabeça dela, que tinha que tirar a senha e esperar. Toooooda a gente sabe que os gerentes de loja, aquando da abertura diária desta, têm sempre muito que fazer, nomeadamente coçar os tomates ou ir à bica. Acedi é fiquei a fazer papel de otária durante 45 minutos o que acaba por ser uma boa média, se tivermos em conta o grau de incapacidade física e/ou cerebral que os funcionários desta instituição possuem. 
Quando chegou a puta da minha vez lá pedi para chamar o coirão do gerente mas o cabrão do funcionário insistia em tirar nabos da púcara só que o que ele não sabia era que eu tinha um trunfo. Algo com que estes conas não contavam, algo que os ia deixar encurralados, tipo já foste:
Não levava o meu João comigo.
Estou mesmo empenhada na educação deste puto e se não me engano só disse duas vezes foda-se à frente dele e a ultima foi hoje quando vi o total da factura. De resto tenho sido um exemplo e assim pretendo continuar. 
A chegada do gerente ao pé de mim, não adivinhava grande futuro. De repente aparece-me um puto de 19 anos, cheio de manias e com cara de cu. Ora, eu também tenho a mania, maneiras que criou-se ali um verdadeiro monólogo: eu falava e metade do que eu dizia ele não compreendia. Até que, surpresa das surpresas toca-se-me o iPhone, um gajo atende e xeque à rainha, era da PT. Fiquei logo bastante entusiasmada, tinha duas aventesmas, duas pessoas com cérebros maiores do que muitos molhos de bróculos que andam por aí, a prestarem-me a maior atenção do mundo, um à frente e outro a falar-me ao ouvido, o que é que uma mulher pode querer mais, valha-me deus?
Portanto, tenho fibra numa casa, diz que tenho na outra mas afinal já não tenho. Um mês depois volto à loja porque uma pessoa até fica sentida cair assim no esquecimento, e fico a saber que tenho a instalação marcada para um dia em que até devia de estar no Porto, mas que ao técnico dava imenso jeito. Obrigam-me a mamar com a ADSL, aquela merda intragável e agora querem que pague a mudança de casa, serviço gratuito, segundo uma carta que a PT enviou. Ora, convosco não sei como é, mas eu não me deixo foder assim a frio. Preciso de pelo menos um mimo. E perguntei ao cavalheiro do telefone se a instalação era o mesmo que a mudança de casa, uma vez que na factura estavam descriminados separadamente, e ele diz-me que tecnicamente sim.
E foi aí que tudo descambou. Algo que podia ser tão bonito e frutuoso, descambou para o esmerdalhanço e o cabrão da frente só me perguntava se queria um copo de água com açúcar e eu só queria perguntar ao do telefone se gostava no cu e as pessoas que esperavam pela sua vez a prestar-me vassalagem, épico, e sem que nada o fizesse prever, dei-lhe com um xeque-mate nos queixos que o deixei sem resposta. Sim, desliguei-lhe o telemóvel no filha da puta do focinho. 
Há mulheres que realmente, não têm a noção do que parem, parece impossível. Não chego a ter raiva das que pariram estes dois. Só pena. E algum desdém. E algum nojo. E algum ódio. Pronto, seja, tenho raiva, sim.
Saí de lá com a promessa da factura ser rectificada e que ainda hoje me ligavam. Estou em ânsias para que o corno me torne a ligar que o meu João ainda não chegou até porque me esqueci de lhe perguntar se prefere com vaselina ou se vai mesmo a frio.
A ver.

Rescaldo

Março 11, 2014

Filipa

Os Scorpions estão velhos, eu estou velha, está tudo velho.
Ontem senti-me voltar tanto no tempo que até sentia o cheiro das azedas que chupava enquanto as tótós da turma jogavam ao elástico, cabrão de jogo mais estúpido, enfim.
Foram mais de duas horas sempre a abrir. Se tivermos em conta que o vocalista vai fazer 66 anos, rapidamente se percebe o meu desalento relativamente à minha própria prestação no concerto de ontem que basicamente consistiu num senta/levanta-abana-a-carola-e-abana-os-bracinhos/senta que as minhas articulações, ao nível do joelho, foram de férias e parece-me que ainda não voltaram. A determinada altura tive muita pena do baterista e revoltei-me com os bis que o público pediu (voltaram duas vezes). Queria ver o que faziam numa bateria suspensa. São 51 anos, por Deus! Seria eu a única solidária com a criatura?, fica a pergunta.
Deram tudo o que tinham e foram buscar o resto à força do público que ontem estava endiabrado e exigente, deve ser da crise, não sei. O que sei é que parte do público devia ter-se enganado no concerto e cheguei a dizer a uma míuda para ir vestir o pijama que o Bieber está preso e os One Direction não era para ontem.
Quanto à banda por certo estarão neste momento todos ligadinhos e besuntados com hirudoid , gelo, cheios de analgésicos, quiçá morfina, que era o que eu tomava se ma dessem tal é a dor que sinto nas pernas, aliás já que falo nisso reparo que hoje ainda não me levantei.
A minha música não deu, pois claro. Mas deu a merda do Still lovin'you e acreditem ou não, achei-a mais bonita que nunca, cantei-a e tudo. As primeiras músicas eram-me algo estranhas. Parecia que as tinha ouvido mas ao mesmo tempo não. Tipo como quando vou para a cama, fico sempre naquela a tentar lembrar-me se já fiz xixi ou ainda não. Estão a ver a ideia? Quer-me parecer que pertenciam a algum álbum mais recente e por isso, não as desfrutei em todo o seu esplendor. Mais para a frente, passada a primeira hora, lá começaram com as mais conhecidas e aí foi o delírio. Também podia ter acontecido não ter bebido cerveja suficiente e só quando começou a bater é que achei que o concerto estava mesmo bom, não sei. O solo de guitarra foi uma merda e o de bateria o melhor do mundo. Muito poucas músicas calma e rock até mais não.
Excelente, pese embora o facto do meu iPhone ser de facto uma merda e tirar fotos que nem me atrevo a colocá-las aqui que um gajo quando tem uma reputação, tem que a manter dê lá por onde der.
Fica parte do solo de bateria porque, lá está, o iPhone, aquela merda que até nos dá algum status, não envia vídeos com mais de um minuto.

Ah, o paneleiro que está a bater palmas é o meu gajo que se fartou de levar chapadas para estar quieto e calado, mas está bem abelha.
Vejam, se assim vos apetecer.


Que venha o próximo!

Rapidinha

Março 10, 2014

Filipa

Estou aqui raladíssima com o concerto de logo à noite.
Nem sei bem como nem quando comecei a ouvir Scorpions, mas desde miúda que os vejo a acompanhar-me sobretudo as desilusões amorosas que em certas idades são altos dramalhões. Lembro-me de um ano lectivo, um dos mais importantes na vida de um gajo que é quando se saí da escola dos meninos e se entra na dos manfias, ou seja, a transição do segundo ano para o sétimo. Desde muito nova que em mim brotou um enorme sentido estético e o apelo para a conjugação perfeita do vestuário era enorme e urgia. Não ligava a acessórios, mas misturas de padrões perigosos e texturas opostas, era o meu forte. Tendo isto em conta e a mania que a minha mãe tinha que era a de me deixar vestir o que eu bem entendesse, lá fui eu, no meu primeiro dia do secundário de t-shirt preta com o grupo alemão estampado para quem quisesse e mesmo para quem não quisesse, ver. Desde aí, nunca mais fui a mesma e a infância inocente e brilhante finou-se a partir desse mesmo dia. Fiquei para sempre marcada como a-que-tem-a-mania-que-é-metaleira-é-tão-out-que-nem-faz-ideia e andei o secundário inteiro no grupo dos enjeitados que usavam botas com picos, calças pretas gastas e acho que uma delas até um brinco tinha, imaginem.
Ainda hoje esse estigma me acompanha mas hoje já tenho orgulho disso. 
As músicas deles acompanharam-me em muuuuuitos desaires amorosos e chorámos muito todos juntos. E queira deus que toquem Lady Starlight e que enfiem o Still loving you num sítio que eu cá sei que já não há cu para essa merda.
Raladíssima porque não tenho t-shirts à altura e tenho que ir vestida à mãe de adolescente, e porque não tenho desamores para chorar.
Depois mostro-vos como foi.

Não vos mostro mais cenas minhas, pronto. Só sentimentos e já gozam

Março 05, 2014

Filipa

Ontem, meio feriado, vieram cá os senhores da Meo instalar a merda da adsl que têm para me oferecer.
Tenho para aqui um pout-pourri de feelings que só me apetece é arrancar os fios todos da parede. Sim, fui uma cabra e quando o meu gajo me perguntou se queria que os homens colocassem os fios ao longo dos rodapés ou pelas paredes, disse logo pelas paredes por causa do miúdo. Cheia de trombas e a olhar para o horizonte. Por causa do miúdo e ele começou a rir-se, encolheu os ombros e lá foi dar a indicação aos senhores instaladores de merdas descabidas, uma vez que me recusei a falar com eles. O miúdo há-de ter idade para arrancar aquela merda, não?, não percebo onde é que está a piada e mantenho-me amuada, nem sequer olhei para a cara dos fulanos. 
O plano era as medições indicarem fraco sinal, eu alegar isto mesmo como forte motivo para rescindir ridículo contrato mas o cabrão do homem cortou-me logo as vazas quando disse que a central nem a 500m estava de minha residência e que ia receber sinal praticamente perfeito.
Estou triste porque me vejo impotente. Apetece-me espetar com uma puta de uma bomba na sede mas não dá porque alguém se lembrou de que ali era um bom sítio para se instalarem, com a maternidade à beirinha, só naquela do apelo aos corações moles de loucas como acham que eu sou.
Quinze, foram as reclamações que eu fiz. Recebi respostas a todas, mesmo à última que fiz quando, já de orelha murcha, me dirigi a uma loja na semana passada e fiquei a saber que já tinha dia agendado para a instalação. Agendamento esse em que não fui parte activa. Dava jeito aos instaladores de merdas jurássicas virem cá a casa no dia em que vieram e pronto. Eu haveria, eventualmente, de ficar a saber que cá vinham. Não sei como nem quando, mas a magia que a pt orvalha por estes consumidores afora dá-me descanso suficiente para saber que eu haveria de ficar a saber. Chamem-lhe sexto sentido, chamem-lhe psicopatia, mas sinto que sim.
As respostas que recebi são na sua quase totalidade minutas. Mudam o nome, morada e pouco mais que estes conas de unto têm mais que fazer do que personalizar a resposta a um cliente descontente. Diziam todas mais ou menos o mesmo, ou seja, não me responderam a nada.
E sinto-me muito mal com isto tudo. Sinto que me estão a comer por panhonha, venderam-me adsl ao preço de fibra e panhonha só o meu gajo que está felicíssimo com o serviço porque esteve a medir a velocidade desta merda e, boxes à parte, calhou-nos 11 megas. E com a fibra tinha 100 garantidos. E o que eu queria mesmo era ir lá a Picoas, à sede, pedir para falar com o responsável daquela merda toda e à boss, enfiar-lhe os 11 megas peida acima e dizer-lhe para ele ir brincar mas era com a puta da mãe. Pelo caminho mandar um chapadão na tromba ao pai do meu puto que já nem marido lhe chamo, e se continua a curtir desta cena dorme no sofá que e uma maravilha.
Estúpido.

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