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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Mas tenho sorte ao amor. Muita, para ser mais exacta.

Abril 23, 2014

Filipa

Acabei de dizer ao meu gajo que como tive um dia de mula, preciso de um mimo. Ele parou tudo e um sorriso desenhou-se em seu semblante. Afastei logo o pensamento pecaminoso com um "vai à merda que estou mais morta có sei lá". Assim mesmo, à bruta para que não lhe restassem dúvidas.
De um mimo específico, especifiquei.
Como já sei o que a casa gasta, escrevi num papelinho o que queria e dei-lhe exactas informações sobre o que deveria fazer com ele: 
entregá-lo à primeira  funcionária que encontrasse, bem como as coordenadas da perfumaria a que se deveria dirigir. Como quando se mandam os putos à mercearia.
Não tem nada que enganar. É chegar, entregar papel, pagar e vir embora. 
Quanto é que metem que isto vai dar merda?

Continuam a ser, apenas e só, coisas da minha cabeça

Abril 23, 2014

Filipa

Ligo para a assistência em viagem, preciso de um reboque.
Os operadores estão toooodos ocupados.
Entra uma gravação que me dá duas opções:
Ou aguardo até que me atendam ou deixo contacto que entram em contacto comigo no espaço de 48 horas.
Fico dividida.
Não sei se espere até que me atendam ou se fique aqui, no cu de Judas com a certeza porém que alguém me há-de ligar nos próximos dois dias.
Que sugerem?

Coisas cá da minha cabeça III

Abril 21, 2014

Filipa

O cenário é simples:
Esqueço-me do código que me permite ouvir eventuais mensagem de voz, no meu TMN, agora MEO.
Ligo para o apoio a cliente da MEO, antes TMN, uma vez que a chamada do fixo é gratuita e do telemóvel paga-se e bem.
A funcionária pergunta-me se o meu telemóvel é da TMN.
Eu rio-me. Tive um dia filha da puta, uma boa piada vem mesmo a calhar.
Digo que não, que o meu telemóvel pertence à Vodafone.
Ouve-se um silêncio.
Interrompo-o quando digo que quando quero também sei ser parva.
A funcionária engole em seco e diz que não é para ali que devo ligar. Devo fazê-lo para a TMN.
Mas a TMN é MEO.

A minha vida é este constante looping de  insanidades, não sei porque ficam admirados com a merda que digo.

Eu sou o filtro escatológico deste mundo e do além.

Abril 21, 2014

Filipa

Sim, sou.
Tudo quanto seja cagalhão ambulante gruda-se a meu ser e nem com mezinhas caseiras esta merda me larga. Não há cá banhos de sal com eucalipto, não há cá abrir caminhos com pólvora, não há cá missas mandadas rezar que resultem, só há o slogan: cagalhões, vinde a mim.
A guerra aberta com a MEO foi chupas para meninos. Grandes, coloridos e sumarentos. Na altura emagreci, tive noites de só lá ir com calmantes e voltei a fumar.
Desta vez, temos um stand de automóveis que só não digo o nome porque acabei de o dar à PSP e gosto desta cena tipo FBI, segredo de justiça e mais não sei quê.
O meu gajo comprou um carro. Um smart.
O pussy que não pode ver nada. Eu tenho um, ele também quis um. Eu quero umas mamas novas, vamos ver o que ele vai querer.
O meu smart é novo porque na realidade, não é meu. É da empresa onde laboro que farta de pagar gasolina a preço de ouro, lá me deu este bicho a ver se as deslocações não lhes doem tanto.
E o meu gajo achou tanta graça ao facto de eu me esquecer da última vez que abastecia a viatura, que também quis igual.
Escolheu um stand que só vende Smarts e se fosse a ele, cagava um pé todo pelo menos até ao pescoço na próxima vez que ousar pensar que toooooda a gente é como nós: honestos de dar nojo aos mais incautos.
Em dois meses, o cabrão do carro avariou duas vezes e desta vez, foi como Jesus: finou-se na Sexta-feira só que ontem não se deu nenhum milagre e não ressuscitou, o cabrão. 
Deus tem cá um sentido de humor em certas merdas que deve ser por isso que gosto tanto dele.
Decidi tomar as rédeas da situação e descobri que a quilometragem do bicho tinha sido mexida, ou seja, comprámos aquela merda com praticamente metade dos km que efectivamente tem.
O meu gajo só quer o carro arranjado, eu quero SAAAAANGUE.
Diz que precisa do carro para trabalhar, eu digo que a Scoturb tem uns autocarros jeitosinhos com ar condicionado e tudo.
Diz que parece um burro de carga carregado com material de trabalho. Eu digo que os bíceps dele já viram melhores dias.
Diz que quer é sossego que tem um filho para criar. Eu digo que o filho vai gostar de saber que o pai lutou até não haver mais espadas, até chegar para além do limite. Não pelo dinheiro, não pelo tempo e nervos esfrangalhados, mas pelos tomates de lutar pelo certo, pela honestidade, pela puta da verticalidade.
Ao tomar as rédeas deste assunto, lembro-me de ligar para o representante da marca em Portugal, os ricaços da Mercedes.
Um gajo até tem de puxar pelo seu melhor latim para se fazer entender, mas estava por tudo, abri a net no Priberam e mandei vir.
Atendeu-me a melhor pessoa do mundo (la está a ironia que Deus gosta tanto de colocar nas adversidades que me esmerdalha pela frente e que eu tanto aprecio) que me deu a informação de que alguém tinha mexido nas entranhas do bicho e quem fez isso pode muito bem ter feito muito pior. Que pela módica quantia de quase noventa euros (já com IVA, claro) me mandaria a declaração de que o menino do meu gajo tinha sido violado. À bruta e a seco.
Ligo para a  polícia, quero fazer queixa, quero mortos, quero feridos, quero danos colaterais, quero tudo e se possível um polícia engraçadito, já agora. Exponho o exposto e o agente diz para passar lá com os documentos da viatura e para não pedir o tal documento à Mercedes que eles lá pediam e nem precisava gastar dinheiro.
Olha a PSP a querer tirar o lugar à PJ, olha! (pensei eu, enquanto via uma luz branca lá o fundo deste túnel tenebroso)
Chiguei (a minha chefe diz assim e a chefe é que sabe) quaise (idem) a tempo de encontrar o agente que entretanto saiu e foi rendido. Já não sei andar a pé, o gajo levou-me o carro, hoje estou em casa, maneiras que me perdi e já não consigo fazer subidas com facilidade. Pelo menos com os bofes no sítio, não consigo.
O agente que rendeu o outro era feio, porco e mau. Mau porque disse que o outro agente quer ser tão simpático que chega a dizer o que não deve. Que não tinham tempo para andar a pedir papéis, portanto queixa só com o papel da Mercedes. Mas tenho de fazer queixa porque se não fizer é como se aceitasse a situação. Mas para ter o papel tenho de desembolsar praticamente cem euros. E o senhor agente não tem tempo para andar a pedir papéis. Mas tem para andar a multar carros mal estacionados. Ou para bater nas mulheres. Ou para galar mulas. Ou para coçar os tomates e querer apoio nas manifestaçõezinhas de merda. Ou para levar no cu. 
Para pedir papéis para uma queixa crime, não. Dá trabalho e assim. 
E não pode, porque a polícia não pode ter trabalho, senão não tem tempo para não trabalhar. Nem para ir aos ginásios e meter cenas que os incham e que os faz pensar que as mulheres ficam doidas com isso. Nem para estarem ao telemóvel, que eu já reparei que a bófia tem uma relação um bocado obsessiva com estes aparelhos mas nunca entendi muito bem porquê.  Nem para ir às putas e ao vinho verde. Nem sequer para gastar o seu ordenado que só por acaso sou eu que (ainda) lho pago. Nem para levar no cu.
Papéis é que não, deus nos livre de um polícia perguntar a um braço se pode mexê-lo.
Parece cena de gato fedorento, não parece?
Lá está, isto é pior que falecer.

Coisas cá da minha cabeça II

Abril 16, 2014

Filipa

(...)Até aqui há coragem. Melhor que Falecer é antinietzschiano e Nietzsche está na moda há tempo de mais. A celebração da nossa miséria ontológica, sem a engrandecer, é muito mais ambígua. E logo mais verdadeira. As aporias existenciais de R.A.P. prometem ser sempre fascinantes, divertidas e extremamente inteligentes (...)"

Este excerto de bosta, tal e qual podem verificar a partir do link, foi escrito por Miguel Esteves Cardoso, pessoa que au até apreciava e aprecio que não é por morrer um andorinha que se acaba a Primavera, mas que quando escreveu isto devia estar com um copo a mais.
Estou preocupada com isto tudo, a sério que estou.
Estamos todos sentados no sofá, com a mantinha sobre as pernas cansadas, chá de camomila quentinho e começa o genérico do programa do desengraçado do Ricardo Araújo Pereira.
Grande merda, penso logo. Mas tenho medo de o dizer alto não vá tudo olhar para mim de olho arregalado e pensar que devo ser maluca por ousar pensar em voz alta algo que só não vê quem não quer.
Depois, bem, depois, os cinco minutos que infelizmente não são só cinco minutos, são de uma agonia infinita. Mas tenho de fingir perante a sociedade no geral e ao mau gajo em particular, que estão contentíssimos com esta grande cagada de programa e as estatísticas estão aí para o comprovar, tenho de fingir estava eu a dizer que acho imeeeeeensa graça àquilo não vá o mundo jogar-me janela fora e só me dá para ter saudades do prédio do vasco, imaginem o desespero.
De fascinante só vejo a minha capacidade de engolir esta merda todos os dias, o que uma gaja faz por um casamento.
Não é por ser quem é que tudo o que faz tem graça, pá, tem graça é mas é o caralho e acabem mas é com este sofrimento que só vem mostrar que não, nem tudo é melhor que falecer.


Tudo a torcer para que tudo corra pelo melhor.

Abril 15, 2014

Filipa

Amanhã vou ficar por casa. Calhando trabalho a partir daqui, calhando não. Em calhando vou ali à praia com as cadelas, correr um bocado, ou então calhando não, que não me apetece andar a fugir de cães malucos derivado delas estarem com o cio. Calhando vejo as minhas séries de rajada, calhando durmo o dia inteiro. 
Calhando logo se vê.
Bem, o que interessa é que pequeno João estará com os avós, e eu tenho toda uma casa para mim, de modos que até era pecado sair para me ir enfiar num shopping. Era isso e comer carne, foda-se, isso é que não!
Sucede que tive de pedir ao gajo que me trouxesse um tónico que o meu esta noite deu o peido mestre.
Um tónico.
Parece simples, não é?
Amanhã quando ele chegar com a encomenda vos direi porque acho tão engraçado pedir favores a esta criatura.

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