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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

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O meu não dente- Report

Outubro 01, 2014

Filipa

O meu não-dente do siso está óptimo, nem imaginam. Arranquei-o há exactamente uma semana e desde então que só como lasanha, chá frio e pão Bimbo. De oito em oito horas (que não chegam a ser bem oito horas e se o cabrão do médico tivesse arrancado um siso saberia que esta indicação é um flop do caralho) comprimido para as dores e, para compor o ramalhete, antibiótico que parecia que isto estava a querer ganhar bicho. No mais, faz-se com uma perna às costas; a garganta inflamada quase que me deixa engolir a merda do chá e da lasanha, o ouvido quase que me deixa ouvir, e as dores quase me deixam abrir a boca. Mais uns dias e acredito que consiga abri-la o suficiente para me conseguir exprimir oralmente com algum sentido. Na Segunda-feira fui tirar os pontos porque se desconfiava que as dores pudessem ter origem neles e correu tudo muito bem, só fiquei de cama o resto do dia uma vez que as dores trepavam-me pela bochecha, fontes, cocuruto e desaguavam na nuca. Achei que de cama ao menos não corria o risco de esventrar alguém que me relatasse que, no seu caso, a extracção do siso tinha corrido muito bem, quase sem dores e dramas. A higiene oral tem sido brincadeira de crianças. Babo-me um bocado, demoro horrores, sempre com receio de tocar em alguma coisa muito sensibilizada e morrer de dores no tapete da casa-de-banho, mas estou com uma meia boca linda, limpa e sem germes. A outra meia boca não sei, há uma semana que não a vejo, espero que esteja tudo em ordem. Ainda não tive coragem de passar a língua pelo buraco do ex dente, até porque ela também me dói. Aliás, pelas dores, acho que a médica se distraiu com qualquer coisa e tentou arrancar-me a língua até que se apercebeu que aquilo não era nenhum dente. Felizmente reparou a tempo. Relativamente aos pontos, nenhum percalço também, a calma e tranquilidade imperaram e foi com facilidade com que me vi livre deles. Na extracção, uma pessoa mal levanta a mão e toma lá que já almoçaste, uma dose de anestesia. Levanta a mão para tentar falar, chô, qual quê?, mais anestesia. Levanta a mão só naquela de dizer que está bem e pimba!, incha, mais outra. Levanta um dedo, num espasmo nervoso, e zás!, mais anestésico, tanta anestesia levei no focinho que quando saí do consultório tinha o nariz dormente, para depois, quando vai tirar os pontos, ah e tal então abra lá a boca e eu, que não consigo abrir mais do que 2mm e meio, abri e abri, tive de ajudar e tudo com a mão, só deus e eu sabemos da puta da dor que tive, e anestesia, viste-ze-a tu? Pois. A sangue frio, sem uma festa no queixo, uma lullaby, nada. Isto revolta-me, uma pessoa que pague para sofrer desta maneira, devia de ter direitos, que puta de democracia é esta, afinal? A boa notícia? Para a semana volto que entretanto, do lado oposto a todo este descalabro, há um que precisa de ser tratado.
A vida corre-me bem.

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