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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

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Coisas engraçadas que ouvi nesta última semana #4

Dezembro 20, 2014

Filipa

ligo para a Meo. O contrato existente entre a Meo e o meu pai já não existe, maneiras que me coube a função de tratar deste assunto. Explico, a custo, o porquê. A resposta chegou como uma chapada, que não podia ser, o meu pai era casado, o contrato não cessa por falecimento do titular, urge a necessidade de o substituirmos.
Quando decidir em que nome o contrato fica, que ligue, que eles prometem manter o pacote promocional que o meu pai tinha.

...

Coisas engraçadas que ouvi nesta última semana #2

Dezembro 18, 2014

Filipa

No mês passado, fiquei uns dias em casa porque o meu filho ficou doente. Assistência à família, disse a médica, quando acabar volte para reavaliarmos. Não foi preciso, o miúdo ficou bom e a vida seguiu. Ontem liguei para a segurança social a saber o ponto de situação e foi-me dito que existia um erro, para me dirigir a um balcão a ver o que era. Azeda, lá fui. Faltava a cópia do documento identificativo do puto. 
Habituei-me a que o mundo espere demais de mim, mas isto já é abusar. É suposto o pessoal adivinhar que tem de mandar documentos para a segurança social, mas impossível para a segurança social verificar os nomes dos pais de uma criança lá inscrita.
Outros direitinhos ao rio.

E de repente

Dezembro 11, 2014

Filipa

parece que neste hospital afinal trabalham pessoas. De repente, após o meu legítimo direito à reclamação e exposição dos factos que a originaram, o meu pai é brindado, e por consequência eu também, com médicos competentes e diagnósticos concretos, informações que não nos deixam dúvidas que os tempos que aí vêm, não serão tempos fáceis, com enfermeiras que nos explicam o que esperar dos tratamentos, que nos aconselham consultas de psicologia porque nunca se está preparada para o pior, que nos dizem para nos irmos despedindo, aos poucos, para falar de coisas bonitas e serenas, que o tratam pelo nome, que o ouvem quando se queixa das dores que o arrumam a um canto, que lhe perguntam o que lhe apetece comer mesmo sabendo que não irá comer uma migalha, com auxiliares da acção médica que tratam dele como se fosse de porcelana, que perguntam se precisa de alguma coisa, que lhe ajeitam a almofada que exigiu, a de casa. E no meio deste novo mundo, há uma administrativa que diz, ao ver-me na sala de espera, sem coragem para seguir até ao quarto "Não perca tempo, um dia de cada vez, Filipa. Todos os dias como se fosse o último, diga-lhe tudo o que tem a dizer, o quanto gosta dele, como ele é importante. Todos os dias, sempre que puder. Não chore, não lhe dê a preocupação. Sorria. Venha."
E eu fui.

Era só disto que falava.

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