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Estou a trocar emails com o director de uma firma parceira, que calha a ser brasileiro.


Digam-me, o "rsrsrsrsrsr" é o novo "LOL"?

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Ainda o que me põe doente

por Filipa, em 22.02.15
a minha chefA lançou agora uma lei que exige que os empregados façam mais uma hora por dia, todos os dias, porque o patrão quer que determinado tipo de coisas se façam antes do expediente. Não ofereceu contrapartidas, não se sai uma hora mais cedo, não vai para nenhum banco de horas, não é extraordinariamente pago.
Agora estou aqui na dúvida acerca de quantos dias de greve isto merecia, caso se passasse no público.

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daqui

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cenas :

Levo o sobrinho à escola, como sempre. Chegamos ao portão e observo umas movimentações atípicas, pais de boca aberta, o pânico instalado, agarrei na mão do puto, puxei-o para mim, não fosse rebentar ali uma guerra.

De manhã as aulas estavam asseguradas mas de tarde pediam o favor de ligar a ver.

Eu chego a meio desta directriz e pergunto o que se passa. Diz-me logo a senhora que há greve e, parecia que adivinhava, não somos obrigados a avisar.

Suspiro. Calma, Filipa. Olha os senhores do blog que depois te acusam de ser um mau exemplo para a criança. Conta até dez. Já está? Pronto, já passou.

Ligo à hora de almoço e ninguém atende. Ligo, ligo e torno a ligar e nada.

Decido ir lá e pergunto se o número está correcto. Diz que sim, mas não são obrigados a atender o telefone porque estão a trabalhar. 

Pessoas que prejudicam os outros com as putas das greves, sobretudo às que calham coladas aos fins-de-semana, pergunto:

E no cu, gostam?

 

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Sofro com isto

por Filipa, em 19.02.15
O meu gajo vai dar comida à cobra, hoje é dia de ela comer, diz.
A tipa anda com pouco apetite, caga completamente no rato e mete-se debaixo da pedra onde está sempre, animal frenético.
O meu gajo, que teve a pesquisar, lembra-se que ela não aprecia ratos brancos, vai daí agarra no rato que tinha colocado no terrário, manda-o para o lixo, vai ao congelador, ao saco dos ratos e procura um preto.
Não tem, não faz mal, mete-se no carro e vai num instantinho ao shopping. Trouxe uma dúzia deles, já ficam.
Com o rato pelo rabo, anda ali a bailá-lo, de um lado para o outro, para a frente e para trás, a ver se a cobra anima.
Não anima, ele não desiste. 
Vai buscar uma cadeira à cozinha para se sentar que acha que vai demorar.
Quando sai da cozinha dá uma mocada no caixote do lixo, merda por todo o lado.
Enquanto aguça o apetite da bicha, olha aqui papa boa, nina, pega -a sério, não queiram saber mais acerca das conversas que ele tem com a piton- eu, com o puto para alimentar, apanho o lixo espalhado à pressa, não tenho sorte nenhuma.
Filipa, não está a resultar- não me podia estar borrifando mais, mas ele pensa que sim, que quero saber.
Deixa aí essa merda. Quando tiver fome, come. Reviro os olhos. Respiro fundo.
Janto sozinha com o miúdo, ele de volta da cobra.
Não resultou.
Deixou o rato preto numa ponta, a cobra na outra, totalmente alheia ao esforço hercúleo do dono para que se alimentasse, não achas que a cobra está mais magrinha? pergunta-me, perante a minha incrédula cara.
Foi tomar banho.
Sento-me no sofá a escolher um filme para o serão.
Sinto actividades suspeitas à minha volta.
Pelo canto de um olho vejo o rato preto no terrário.
Está morto.
Pelo canto do outro vejo os gatos a entrar na sala. A gata atrás do Guedes, que traz um rato na boca e sobe para o sofá.
Onde estou sentada.

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