Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Também posso explicar? Posso? Posso?? Posso???

Fevereiro 15, 2015

Filipa

A pessoa há já uns tempos que tem um blog canino onde escreve umas cenas maradas, umas asneirolas e ri-se um bocado com isso. Conhece outras bloggers e a vidinha lá vai indo, umas vezes melhor outras nem tanto, mas ia divertida e isso era fixe. De repente, do nada, aparece uma blogger qualquer a querer meter-se onde não devia, mas a querer muito e de maneira insistente e claro, uma pessoa



mas segue em frente, talvez tenha sido impressão, talvez seja a sua cabeça, já velha e cansada a pregar-lhe partidas, talvez esteja a ver coisas onde não existem, precisa mesmo de descanso e de um chazinho, já agora, raispartam os quarenta. 



A pessoa fica atenta, vai vendo o que a outra blogger faz, às vezes até era divertida, trocam-se comentários nos respectivos blogues e em blogues alheios, só treta que uma pessoa só quer isto do virtual para desopilar fígados porque para coisas sérias há o IMI e o IUC e o IVA e o IRS e o CFI e a IES e o SMN e a minha chefA e o camandro. E pronto, uns momentos porreiros, divertidos, mas... há sempre um mas, não é?, neste caso havia vários, não me perguntem quais, perguntem-me acerca dos meus feelings que nunca me deixaram ficar mal, sobretudo nisto da internet.



e os dias lá passaram, com frio, com chuva, às vezes sol, às vezes não, dias corridos, apressados, até àquele em que é feito um post acerca do ataque à redacção do jornal Charlie Hebdo. Depositei um comentário atafulhado de estupefacção, não podia estar a ler bem.
Mas estava.



Parece, no entanto, que toda a gente tem direito à sua própria opinião. Até a blogger em questão.



Recolhi-me na previsibilidade que guardo no cacifo da decepção e não mais comentei coisas sérias. Comentava banalidades, como até então. Tudo isto aconteceu numa altura em que muita coisa surgia e ao mesmo tempo, e ainda estávamos todos em choque com a tragédia, quando o Pingo Doce entra em campo com o seu belo take away e eu, claro, dei a minha opinião, isenta e sincera, como só ela é capaz de ser.  
Parece que a minha opinião magoou profundamente os sentimentos de alguém e fui acusada de fazer uma perseguição a todos os que fizeram publicidade ao Pingo Doce. Esperei que alguém lhe explicasse o significado da palavra perseguição mas até hoje ninguém conseguiu. Entretanto foi posta na mesa a hipótese de também ter de lhe ser explicado, talvez desenhado, o significado das palavras ridículo e coerência e esperei mais um pouco, as coisas demoram o seu tempo. Esperei até onde fui capaz, entretanto dei um saltinho ao Ikea para comprar um banquinho e estou sentada nele até hoje. Resolve entretanto explicar ao mundo, esta moça é de uma atenção para com o auditório que comove qualquer um, atentai nas minhas constatações, que existem bloggers más, atenção desatentos leitores. Tão más que brincam com coisas que outras bloggers escrevem e... ó diabo, esperai aí um pouco, olha!, então mas... mas... ela também o faz, só que neste caso não é gozar, é outra coisa que ninguém sabe o que é. O que eu sei é que até para fazer merda a pessoa tem de ser coerente, não podemos brincar com determinados assuntos e de repente criticar quem faz o mesmo, a pessoa é adulta, vamos lá a ter juízo.



Depois, bom, depois, foi fartar de vilanagem, em que a blogger, imbuída do mais puro e cristalino dos espíritos do amor, decide ter caixas de comentários absolutamente ofensivas, uma diversificada melange de disparates que na minha singela visão sublinha o carácter de quem tem a obrigação de defender quem sempre a tratou bem, apesar dos apesares, limitava-se a apagar cenas ao calhas, um dó li tá, pim pam pum, olha que se lixe, que aborrecido que é orientar isto, deixando assim ofensas que apagava mais tarde e que tornavam a aparecer, apagando posts, o bloguer é mau, não deixa coiso, não quer, não consigo, não dá, buááááááá, e depois desaparecia tudo e depois tornava a aparecer, uma canseira para esta que vos fala.




A pessoa não compreende, mas também não pretende. Lembra-se dos feelings que a abordaram logo no início deste drama e



(abro aqui um pequeno parênteses para acalmar as almas desassossegadas: não é por chamar parva de merda a alguém que ofendo mais do que dedicar posts de entendimento infantil a outro alguém, boa?)



Lamenta publicamente a perseguição (lá está, não vale a pena explicar) de que é vítima, promete ir embora, o blogue não é para isto, a gente a ver que não, que vai fechar o blogue para acabar com aquele nojo, a gente a ver que não, adeus, não insistam, não fico mesmo, já fui, fui mesmo, hãn?, estão a ver-me a ir?, fui. E a gente a ver que não. Entretanto metade do blogue é apagado e quase todos os comentários também e uma pessoa pensa que
 


E afinal não foi, e continua com explicações tontas, que ninguém quer, ninguém perguntou, ninguém quer saber, a única coisa que se quer é voltar aos tempos das borboletas e prados verdejantes onde saltitávamos despreocupadas e crianças. Tudo de cara à banda, ainda a tentar perceber que raio tinha sido aquilo, que raio é aquilo, há pessoas com problemas, ó se há, muitos e obesos e a primeira explicação é que há um anónimo mau que afinal não é bem anónimo, a segunda explicação é que alguns anónimos ofenderam toda a gente, os anónimos são assim, uns enganadores, parecem um mas afinal são uma multidão, às vezes também parecem uma multidão e são só dois ou três, pelo meio que não percebe porque está toda a gente chateada com ela e mais um ou dois ai que estou tão triste com isto tudo, ahã





Depois joga para canto todo este lixo, visitando os blogues das visadas como se nada se tivesse passado, deixa cá ver se esta gente tem cérebro de peixe e se recomeçamos o que deixámos pendente há umas loucuras atrás, epá...



Ah, ia-me esquecendo dos comentários anónimos. Que é acusada de comentar anonimamente, pois que sim. As Júlias que a fizeram moderar comentários, de repente ou por solidariedade osmótica ainda estou em dúvida, transformaram-se em apoiantes, que chegam em bloco ao seu blog e arredores, combinam horas, estratégias, ataques, ofensas, enfim




Este post?, pá, fi-lo porque qui-lo, i.e. daqui não levas nem mais uma palavra, nem acerca disto, nem acerca de nada assim no geral. É que até podemos ser todos Charlie, não somos é todos parvos.



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D