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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Os desafios, ai os desafios

Outubro 19, 2015

Filipa

Mais um, ui ca bom, quase que não me aguento do xixi. 

Então porque é que respondes? Pá, porque este é diferente. E porque as pessoas do Sapo são boazinhas e as do blogger são más, e porque este tem um palavrão no título e vocês sabem que eu não resisto a um palavrãozito.

Vamos lá que estou assoberbada de afazeres.

Este veio de dois lados daqui e daqui (a menina do dildo, essa grande maluca), e reza assim:

 

10 coisas que nunca farei na puta da vida, enquanto estiver no meu (im)perfeito juízo!

 

Sendo que a palavra "nunca" é tão relativa quanto a frase "hoje não que me dói a cabeça", passamos as regras a ferro e vamos lá às 10 coisas:

 

1. Dar lições de moral.

Deixo isso para os blogues e bloggers da especialidade. Há para aí muito especialista nisso. Por muito que fechem e abram blogues, é mais forte do que eles/elas, está-lhes no sangue, sentem-se no direito, porque tem direitos. Aliás, são os únicos que os têm. Os outros, só têm o direito de os ouvir e fazer o que está certo.

2. Trair.

Era incapaz de o fazer. Sou pessoa pouco dada a ligações mas quando esta sucedem, levo-as muito a sério. Quando corto, corto fundo, mas quando é para as levar até ao fim, levo-as ao colo.

3. Deixar de ler blogues de merda.

É o meu momento zen do dia. É o equivalente a chegar a casa e descalçar os sapatos de salto alto que me torturaram os pés durante as dez horas seguidas de trabalho duro. É um limpar do disco rígido, é um reiniciar do sistema. É aqui que vou buscar energia para passar a ferro e fazer o jantar. Espero que este fenómeno prospere.

4. Andar de leggings com a pandeireta à mostra.

Enquanto existir um único espelho no mundo e vergonha na cara, ninguém me há-de ver nesses preparos tão azeiteiros e sem noção.

5. Fazer exercício físico.

Epá, não dá. Bem basta o que faço a apanhar brinquedos do chão duzentas e cinquenta vezes por dia, as chuchas, as colheres, os pratos, as tampas dos tachos -alguém devia estudar esta fixação que os putos têm pelas tampas dos tachos e pelo fascínio que é tirá-las TODAS dos armários e espalhá-las pela casa- há sempre qualquer coisa para apanhar, para arrumar, para guardar, o colo, há sempre uma boa desculpa para os putos andarem pendurados no colo de uma pessoa, mais exercício? Só se fosse para morrer de exaustão.

6. Aturar gente parva. 

Não sou obrigada, não consigo, não aguento, faltam-me as forças mentais e nas canetas, dá-me vontade de distribuir chapadões e cadeiras no lombo (epá...onde é que já ouvi esta?...), Deus, tão preocupado que esteve com a perfeição de certas merdas, como a beleza do pôr-do-sol, a formação de um ser humano num útero, a polinização, a faculdade de um ser humano escolher o sexo a quer pertencer e vai-se esquecer logo de uma das coisas fundamentais para a paz no mundo: a erradicação ou até mesmo a não produção de gente parva. Deus é um tipo engraçado e digo-lhe isso muitas vezes, quando calha a debatermos assuntos sobretudo do meu interesse.

7. Importar-me com a opinião alheia

Não importo. Na realidade, é-me completamente indiferente. Convivo tão bem com isso como com o facto de saber que depois de um domingo vem sempre uma segunda-feira. A menos que digam que não sei fazer rotundas, aí temos o caldo entornado. Sou a melhor condutora do mundo e ai de quem diga o contrário.

8. Levar a vida de forma séria e preocupada.

Não consigo. Se pudesse ria e palhaçava de manhã à noite, com tudo e todos. Infelizmente há ocasiões em que não é possível e tenho de parecer séria e adulta. Na maior parte das vezes saio-me bem, nas outras sou da idade dos meus filhos e este é um óptimo mundo para se ser feliz.

9. Dietas.

Há qualquer coisa em mim que mal ouve a palavra "dieta" despoleta aqui um mecanismo de defesa qualquer. E como é que este mecanismo se processa? Simples. Dando informações preciosas ao cérebro que o meu corpinho de lontra obesa está praticamente desnutrido e precisa, o mais rapidamente possível, de açucares e hidratos de carbono. E em grandes quantidades. E a todas as horas. O meu corpo processa a palavra "dieta", dá-lhe ali um twist que por sua vez a traduz para "fome" e decide proteger-se contra uma possível falta de mantimentos como se o país fosse entrar em guerra ou assim e vai de lhe dar apetites de tudo e eu sou pessoa que não pode ver ninguém passar fome. Sou rapariga de bom garfo, tenho de comer bem e em quantidade, estas merdas de dietas -ou regimes alimentares- deviam ser proibidas.

10. Dizer mal de alguém

Nunca.

Digo verdades do meu ponto de vista. O que pode acontecer é não coincidirem com o ponto de vista da/o visada/o, mas quanto a isso nada posso fazer. Infelizmente ainda há coisas que não consigo controlar.

 

E pronto, mais um desafio cumprido, estou a começar a tomar-lhe o gosto, eu estou a avisar...

...

Outubro 17, 2015

Filipa

Hoje está um dia de merda.

Lá fora anda tudo nas horas do caralho, portanto hoje ninguém sai de casa.

Tenho o homem ainda choroso com a morte da gata, os putos -tal como eu- estão-se assim um bocado a cagar, têm os cães para rebolar, para morder as orelhas, para lhes comerem a ração. Mesmo felizes, estes putos.

A gata também era muito feliz enquanto andava pelo jardim, na sua vida de gata. Lambia-se, comia, bebia, apreciava borboletas e morcegos, tentava apanhar pirilampos e ignorava o Guedes. Aliás, tentou matá-lo. Não gostava de nada nem de ninguém. Só quando ouvia o saco da comida é que entrava em casa. Mas, como todas as gatas, além de ter a mania que era esperta, era curiosa. Gostava de meter o nariz onde não devia e começou a explorar outros terrenos que não o dela, alheios e abandonados. Ficar na dela é que não. E cada vez se aventurava a ir mais longe.

Foi estraçalhada por uns cães que, em minutos, deram cabo dela.

Porque me lembrei disto hoje?

Talvez porque está um tempo de merda ou porque acabei de fazer a ronda aos blogues do costume.

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