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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Porque nunca irei passar da blogocepa torta #25

Março 31, 2016

Filipa

A minha rafeira está com o cio.

Ontem vi umas pinguinhas de sangue no chão, separei-a logo do marido e corri a casa toda à procura das suas cuecas.

Sim, a minha bicha tem dois pares de cuecas para os seus dias difíceis que felizmente só sucedem, na pior das hipóteses duas vezes por ano. Dentro de suas panties coloco os seus próprios pensos higiénicos e assim anda por casa que isto de ver sangue aspergido por todo o lado é um bocado nojento e nada digno de uma blogger como eu.

 

Mais ou menos isto:

 

panties.jpg

 

 

Procura daqui, se calhar estão ali na sua necessaire, não estavam, procura dali, tenho a certeza que as guardei naquela gaveta mas a minha cabeça...enfim, e a noite a chegar e eu já a ficar desencabrestada com a hipótese de ter todo um cenário digno de assassínio seguido de suicídio na minha sala logo pela fresquinha, ao acordar, pá, não me dava jeito nenhum. Depois de uma boa hora nisto, já o homem procurava as cuecas da cadela, eu a bufar por todos os lados que já se sabe que a paciência é uma característica minha bem vincada e que nunca me abandona, já mandava com as coisas de qualquer maneira, tudo à bruta, saiam da frente, não me digam nada!, sinal inequívoco de que o holocausto estava mesmo ali ao virar da esquina.


Nisto comecei a sentir que uma ideia fantástica estava prestes a brotar, olho para a bicha.

Ela olha para mim.

Olho para ela.

Abro a minha gaveta das cuecas e escolho um dos cuecões que uso para dormir quando tenho os meus próprios dias difíceis.

Vou à casa-de-banho buscar um penso higiénico que mais parece uma fralda para incontinentes.

Colo-o no cuecão.

Enfio as cuecas na cadela.

Problema resolvido.

 

 

Criançada:

Março 31, 2016

Filipa

Decidi que ia bem com a decoração, e já agora com o meu ego, um separador aqui no blog com um tema interessantíssimo designado como "Elogios dos Fãs".
Sempre foi o meu sonho ter um separador ou um espacinho no blog -dada a importância do mesmo, sendo que não é de repudiar um eventual segundo separador caso um só não chegue para tanta afluência- onde realçava o amor que as minhas leitoras me têm em forma de pequenos apontamentos amorosos que eu ia colhendo aqui e acolá, compilar tudo para que o mundo visse como sou amada e querida.

Por isso façam o favor de escrever neste post todo o amor que me têm, não se poupem nos adjectivos, nos elogios, nas declarações. Têm lá já alguns exemplos, caso se sintam confusos e/ou perdidos ou até mesmo para não repetirem louvores.

Este blog precisa de se sentir amado!

 

Agradeço (vos)

 

Partilha de afectos IV

Março 29, 2016

Filipa

Olá, pequenotes, cá estou eu, a vossa blogger preferida, nesta que é a nossa rubrica do coração.

Desculpem ter estado um pouco ausente mas infelizmente fui de novo vítima de uma árvore que se meteu mesmo à minha frente  quando ia a conduzir o Audi AAAAAA353436363 que a minha mami finalmente me ofereceu. Como somos muitos filhos, decidiu recorrer ao método mais fiável nestes casos: o um-dó-li-tá e surpresa!, calhou-me a mim. Estava tão feliz que até decidi ir aos saldos para comemorar. Tive foi que pedir autorização à mami antes, porque isto de se ser independente carece de autorização parental.

Ia muito bem a conduzir, com o meu maridão super tudo no coração, a minha tese sobre Froid no banco do pendura, no rádio a música de merda que já vos habituei a ouvir e no pé, umas sandálias muito jeitosas que troquei com uma pessoa num site de trocas -depois desenvolvo um pouco mais este tema interessantíssimo, ok?-. Troquei por um gel lubrificante de aroma a wc pato arbustos do bosque que tinha ali, a meio, dos meus tempos de...estudante de psicologia.

Lá ia eu muito bem, zinga zinga curva pá esquerda, zinga zinga, pá direita, a pensar que o pedal da esquerda é pa coiso, o do meio é páquilo e pronto, às vezes baralho-os e tenho mesmo de olhar para eles, a ver se não mudaram de sítio ou assim. Foi o que aconteceu naquele dia de saldos: quando olhei para cima, tão não é que a puta da árvore se mexeu, praí uns 2km e foi-se meter mesmo no meio da estrada fazendo com que eu fosse bater com os cornos nela?, ai pá, foi cá um susto, nem sei como estou aqui, de saúde a falar convosco. O carro ficou todo partidinho mas eu estou aqui pás curvas, zinga zinga.

Fez-me lembrar outro acidente que tive, o meu nascimento, igualmente traumatizante. Ainda hoje estou para saber como é que alguém se lembra de pôr uma árvore em plena sala de partos, aquilo foi cá uma trólitada que nem vos digo nem vos conto. O que sei é que a árvore ficou de tal maneira de esguelha que foi nessa altura que os meus pais começaram a pagar a factura de me terem concebido com amor. Até hoje. Tem sido um arreganha a carteira que nem é bom falar.

Felizmente para eles, nasceu-lhes uma filha como eu: super responsável que pede autorização pa tudo inclusive pa comer. Os meus pais sabem que a minha fraqueza é a comida, por isso sou o que sou e à comida o devo. A fraqueza deixa-me fraca e tenho de me alimentar -a pensar nisso, desta vez não quis o outro Audi 4343434433 de mami. Preferi o tractor, assim mexo-me melhor e não fico com as pregas das nalgas presas no travão de mão nem trilho os pneus da cintura quando fecho a porta- e tenho um método excelente para fazê-lo: enfardo até rebentar, depois olho para as minhas fotos antigas e mantenho viva a esperança de que um milagre me emagreça.

O que eu não entendo é como é que esse tal milagre nunca sucede, mas como agnóstica que sou, cabe-me respeitar estas coisas metafísicas que eu já tenho muita coisa que me ocupe a cabeça, como por exemplo: a atracção que exerço sobre as árvores e porque é que a Audi não lançou nenhum comunicado a informar os seus clientes que os pedais iam mudar de funções?

 

Estou bastante desiludida com isto tudo.

 

 

O poder do amor é obeso. Eu sou uma obesa...

 

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