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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Pequena redacção subordinada ao tema: o dia da mulher e do homem e do cão e do gato e das osgas:

Março 08, 2016

Filipa

 

eu acho que hoje devia ser o dia internacional de tudo por causa que todos merecemos.

Menos as pessoas más, a essas nem uma sandes, nem uma flor, quanto mais.

Se querem celebrar o dia com géneros, façam-no com comida, uma sopa quentinha, um coirato ou assim, não ofereçam coisas, oferecer coisas é consumismo e consumir é feio. Ofereçam um poema, um afago, um sapo. Ofereçam amor, ofereçam o que é natural como a natureza. Não se batam, amem-se, façam amor, digam sim ao amor e não à violência doméstica, no masculino, no feminino, no híbrido, digam não ao abandono dos animais e ao açúcar que entope as veias e os avc andam aí, e o colesterol e a diabetes e por causa que cada vez há menos médicos de família e assim. Peguem nas vossas bicicletas e vão passear, os condutores e a natureza agradecem. Os homens. Não batam aos homens que os homens são nossos amigos. E depois quem é que pendura os quadros, arranja o autoclismo e muda as lâmpadas? Os homens também conseguem ser boas pessoas, mesmo os sem abrigos que também são homens, mas às vezes são mulheres, mesmo os do bloco de esquerda que, mesmo sem tomarem banho e de roupas saídas dos caixotes de lixo, porcos e com mau aspecto, têm direito a um dia só para eles. Os senhores das finanças. Os ciganos. Os pretos. Os que matam os pombos com pressões de ar. Todinhos. Se pudesse dava o meu dia a eles, coitadinhos, há quem chore por cães e não chore pelos homens, mas são os homens que têm de aturar as merdas às mulheres nos dias difíceis que são...todos. Enquanto o cão lambe um tomate e vai fazer cocó à rua. Às vezes também o come e depois as donas dão-lhes muitos beijinhos nos focinhos fofinhos e deixam eles dormirem nos lençóis polares do casal porque está muito frio. E o homem atura estas coisas, mesmo quando quer fazer o amor e tem um jardim zoológico entre ele e a amada. Eu percebo aqui uma minoria, percebo, mas vou-me calar porque se abro a boca, ui, ui.

Eu quero um dia internacional de tudo com enfoque no homem por culpa da mulher, pode ser?

 

 

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Concurso Literário - A Grande Obra da UVA

Março 08, 2016

Filipa

Até a Uva participa, meus amigos, se fosse a vós, agarrava na viola, metia-a no saco e ia à ameijoa.

 

 

A Grande Obra da Uva, que escreve que se desunha. Pronto, lá estou eu a rimar, isto é mania de artista, por favor relevem.
Ora vamos lá ao que interessa:

 

 

"O Simões

(ode ao verão alentejano)

 

Quando eu tinha 20 anos

E uma vida para viver

Conheci o amigo Simões

Lá prós lado de Belver

 

Lembro-me sem imperfeições

De estar um calor de ananases

E das perninhas do Simões

Dentro dos calções lilases

 

Com a canícula que ali estava

Resolvi pôr-me à vontade

Primeiro despi as cuecas

E senti a liberdade

 

Mas as praias do Alentejo

Não se dão a estas torpezas

Deixei ficar o avental

Para esconder as miudezas

 

Mas a liberdade era tanta

Que quase deixava escapar

Uma mama para cada lado

E a xaroca a formigar

 

Não foi preciso gritar

Para me sentir observada

Ouvi o Simões a ganir

À beirinha da estrada

 

Pensei logo num canito

Mas era um rapagão de costas suadas

Tinha a peitaça toda à mostra

Mas as partes estavam tapadas

 

Olha que grande maldade

Não lhe ver o material

Tirava logo as dúvidas

Despia o avental

 

Assim que ele me viu

Com as mamas quase de fora

Meteu-se dentro do rio

Para arrefecer as amoras

 

Não passaram 5 minutos

Apareceu a minha amiga

Mas o que é que estás aí fazendo

Tás queimando a barriga?

 

Não, querida amiga

Não vês que estou micar

Não quero queimar a barriga

Quero o passaroco a poisar

 

Mas qual passaroco, qual quê

No Alentejo só há chaparros

Apanhaste sol a mais 

Ou fumaste daqueles cigarros

 

Quais chaparros qual carapuça

Não vês aqueles calções

São do meu amigo novo

O António Luis Simões

 

Mas conta-me lá oh amiga

Vejo ali tanto rapaz

Não me queiras confundir

Que sou pouco perspicaz

 

Ó minha amiga do peito

Não vez ali o Simões?

Onde, onde?

Com a peitaça toda à mostra, e a água pelos colhões

... calções."

 

Ah, Bocage!

 

Notem que as inscrições terminam dia 10/03. Se quiserem participar allez, allez que se faz tardez.

 

 

 

Relembro que os autores dAs Grandes Obras não permitem qualquer tipo de partilha, cópia, print screen, referência, link, bem como a autora do Concurso Literário e a autora deste blog.

 

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