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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

#1

Novembro 29, 2016

Filipa

Sê apenas parva, evita ser parva de merda. Não queiras ser coerente. Ser estúpida é muito mais divertido. Não penses que és diferente dos outros, para melhor. Mostra. Se conseguires achar em ti uma nesga de melhor. Assume o que dizes. Antes gorda que cobarde. Antes feia que cobarde E invejosa. Evita galarós, a menos que gostes de aturar paneleiros atormentados. Agarra as amizades à séria e não te percas com passatempos. Não tenhas flirts virtuais. Um saco preto na cabeça faz milagres. Respeita o sagrado matrimónio. Não és mais apetecível por desrespeitares quem te cose as meias. Fuma cohibas que vão chover com a morte do Fidelidade. Mergulha nas piscinas. Fazê-lo ao lado vai doer. Sê mãe à Segunda-feira. À terça. E até mesmo à Quarta. Evita é sê-lo às Sextas-feiras 13. Dá gazes. Come pouco. Grelhados e saladinhas. Enfarda que nem uma vaca e depois queixa-te. Burra. No Natal opta por não ser mãe. O contrário dá despesas sem benefícios fiscais. Não gozes com quem tira a sua própria vida. Goza apenas com quem te deu porrada no focinho. Faz a tua própria tabela de preços. Evita que os outros percam tempo a pedir-te orçamentos. Cala-te. Não é bonito dar a opinião quando o sucedido não é connosco. Toma um partido. O Suíço. Ou aquele que te for conveniente, não o que consideres viável. Segue carneiros. Assim não te perdes. E adormeces rápido. Testa a tua relação. Se o teu marido não for blogoactivo, diz-lhe que finja que vai cagar e que se vá embora. Não digas palavrões. As caralhadas são como os saltos altos: não é qualquer gaja que os sabe usar com classe*

 

 

 

*Isabel 

 

 

Ando com pouco tempo para estas cenas, é mesmo o que se arranja e não digam que vão daqui.

Novembro 23, 2016

Filipa

 

Filipa é parada, mais uma vez, por alguns agentes da autoridade e?

 

a) Eu não parei no stop??? Provas, têm?

b) O amarelo é para parar? Então o vermelho é para quê?, para fazer marcha atrás? 

c) Eu??, pôr isso na boca?? Que nojo!!!, é que nem pensar!!! Não ponho! NÃO PONHO, não insistam!!

d) Não fiz nada, não fui eu, vinha a 50km/h, os putos têm o cinto e vim sempre atrás daquele simpático ciclista só para não o assustar com uma ultrapassagem.

e) Vocês andam a perseguir-me, não andam?

 

Não sei o que me enerva mais

Novembro 18, 2016

Filipa

 

se as greves dos funcionários públicos calharem sempre a uma Sexta-feira, se ter de ligar depois de almoço para a escola para saber se há aulas ou se mantemos o fim-de-semana prolongado, ou saber que estas criaturas no fundo têm consciência de que merda nenhuma vai mudar e no entanto, adoram uma Sexta-feira marota aqui e ali.

Vou ver.

 

Querem mesmo falar de poemas?

Novembro 17, 2016

Filipa

"O muro já estava construído:

 

Continua Filipa, continua

Nesta selva de pensares sem Lua

Fazendo o que te apraz, 
rimando teu nome ao fazer
que é o que quem de ti diz
... não faz
 
Filipa do dúvidas cor de rosa
Pétalas de fina prosa
desfolhadas sobre esta calçada
e sobre quem nela caga
 criticas sem cara nem nome
... ao alvitrador imbele
nu de fibra e de pele ...
colar de moral ao pescoço
metade nick metade desgosto
(vivente a  contragosto
por  sonhar em como tu ser)
 
Humor e crítica com cunho
não dita ou escrita por qualquer punho
tolhido pelo comum
é coisa de não para todos
motivo para arrotos
dos correctos à nascença
devido à deficiência
 
Continua, Filipa, continua
Esta rua ... é tua."
 
Poeta e meio
 

Poesia a metre XXILCS

Novembro 15, 2016

Filipa

poesia.jpg

 

 
Curjetes & pepinos:
 
Um traque tem o ifeito do fermento num bolo de micró-ondas: imbebeda. Por isso prefiro carros de mudanças automáticas, e antes um gole de cerveja mole, que meia rua dura.
Nasci açim, aluada. Ou mostro tudo logo, à partida, ou guardo pra mais tarde, quando grito "surpreeeeeeeeeeeeesa!".
Já tive muitas experiências de vida, já passei por muita coisa, inclusiver possas de lama e cocós de cães de rassa.
Já palminhei muita loja á procura da porra de um cadeirão cor-de-rosa, já comi um bolo rei que vinha sem brinde e sushi sem peiche cru, muito do que senti e vivi, nunca ninguém saberá.
Já passei pelos pacinhos do Algarve.
Se a noite é fria, eu repiu-me. Se o dia me dá calor, faço alimonada. Se encontro pedras no meu caminho, mandoas a quem não existe. Se aquele muro não me sai da frente, aplico-lhe uns golpes bem bons de xong xui fun para o de mover.
Já foram des contra mim, nas ruas, nas lombas e nas contra-curvas mas não tombei. Porque a mim ninguém derruba, que sou comós vidros duplos e aqui não passa nada.
Sou o que sou e eu é que sei. Não relevo, não revelo, não nada.
Da minha solidão nas paragens de autocarros e nas ruas da amargura, eu é que sei.
Todos temos um lado do corpo diferente do outro, não sou exsseção. Mas sou especial por causa do cérebro.
E das ancas.
Gosto de ti.
Queres-me?
Se sim, pisca o olho.
O direito.
Aquele ao lado do esquerdo.
E embaixo da supransselha.
 

Ao tempo que ando para escrever

Novembro 08, 2016

Filipa

Sobre a minha barrinha lateral e como os blogues que lá jazem aparecem e desaparecem conforme as minhas orientações relativamente aos assuntos abordados neles, são ou não aceites. Sucede que tenho o homem com gripe, de cama e tudo e toda a gente sabe que eu, com a paciência ali no limite do abismo e com muitas horas de sono a menos, não sou meiga muito menos politicamente correcta. Maneiras e porque quero que marcas várias olhem para este blogue de forma diferente, que o encarem como um investimento sério, me entendam como uma senhora de berço e ponderada e me sustentem os vícios, vou deixar a minha barrinha, esse assunto tão preponderante, para depois.

Mas não me fodam muito a cabeça que isto está por um fio.

 

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