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Querem mesmo falar de poemas?

por Filipa, em 17.11.16

"O muro já estava construído:

 

Continua Filipa, continua

Nesta selva de pensares sem Lua

Fazendo o que te apraz, 
rimando teu nome ao fazer
que é o que quem de ti diz
... não faz
 
Filipa do dúvidas cor de rosa
Pétalas de fina prosa
desfolhadas sobre esta calçada
e sobre quem nela caga
 criticas sem cara nem nome
... ao alvitrador imbele
nu de fibra e de pele ...
colar de moral ao pescoço
metade nick metade desgosto
(vivente a  contragosto
por  sonhar em como tu ser)
 
Humor e crítica com cunho
não dita ou escrita por qualquer punho
tolhido pelo comum
é coisa de não para todos
motivo para arrotos
dos correctos à nascença
devido à deficiência
 
Continua, Filipa, continua
Esta rua ... é tua."
 
Poeta e meio
 

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Poesia a metre XXILCS

por Filipa, em 15.11.16

poesia.jpg

 

 
Curjetes & pepinos:
 
Um traque tem o ifeito do fermento num bolo de micró-ondas: imbebeda. Por isso prefiro carros de mudanças automáticas, e antes um gole de cerveja mole, que meia rua dura.
Nasci açim, aluada. Ou mostro tudo logo, à partida, ou guardo pra mais tarde, quando grito "surpreeeeeeeeeeeeesa!".
Já tive muitas experiências de vida, já passei por muita coisa, inclusiver possas de lama e cocós de cães de rassa.
Já palminhei muita loja á procura da porra de um cadeirão cor-de-rosa, já comi um bolo rei que vinha sem brinde e sushi sem peiche cru, muito do que senti e vivi, nunca ninguém saberá.
Já passei pelos pacinhos do Algarve.
Se a noite é fria, eu repiu-me. Se o dia me dá calor, faço alimonada. Se encontro pedras no meu caminho, mandoas a quem não existe. Se aquele muro não me sai da frente, aplico-lhe uns golpes bem bons de xong xui fun para o de mover.
Já foram des contra mim, nas ruas, nas lombas e nas contra-curvas mas não tombei. Porque a mim ninguém derruba, que sou comós vidros duplos e aqui não passa nada.
Sou o que sou e eu é que sei. Não relevo, não revelo, não nada.
Da minha solidão nas paragens de autocarros e nas ruas da amargura, eu é que sei.
Todos temos um lado do corpo diferente do outro, não sou exsseção. Mas sou especial por causa do cérebro.
E das ancas.
Gosto de ti.
Queres-me?
Se sim, pisca o olho.
O direito.
Aquele ao lado do esquerdo.
E embaixo da supransselha.
 

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Por aqui, é isto tudo

por Filipa, em 14.11.16

A tomar café com amiga:

 

-pá, que sombra é essa que tens hoje? Tão gira, é que é de um castanho mesmo bonito. 

-a que trago hoje?, é gira não é?, de há uns tempos para cá que não quero outra coisa: olheiras.

 

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[inspira]

por Filipa, em 09.11.16

Hoje o homem foi trabalhar depois de cinco dias de molho. Já me telefonou para eu não me esquecer de lhe ligar a horas dele tomar os medicamentos que são um xarope para a tosse e Benuron.

 

 

 

[Expira]

 

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Ao tempo que ando para escrever

por Filipa, em 08.11.16

Sobre a minha barrinha lateral e como os blogues que lá jazem aparecem e desaparecem conforme as minhas orientações relativamente aos assuntos abordados neles, são ou não aceites. Sucede que tenho o homem com gripe, de cama e tudo e toda a gente sabe que eu, com a paciência ali no limite do abismo e com muitas horas de sono a menos, não sou meiga muito menos politicamente correcta. Maneiras e porque quero que marcas várias olhem para este blogue de forma diferente, que o encarem como um investimento sério, me entendam como uma senhora de berço e ponderada e me sustentem os vícios, vou deixar a minha barrinha, esse assunto tão preponderante, para depois.

Mas não me fodam muito a cabeça que isto está por um fio.

 

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