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por Filipa, em 18.10.13
Não dormi nada a puta da noite inteira.
Acabei de levar a Ella ao veterinário para uma esterilização e caralhos ma fodam se não estou fartinha de chorar por causa daquela ingrata dum cabrão. A criatura parece que adivinhava. Ontem à noite aninhou-se no meu colo enquanto eu assistia televisão e seguiu-me até ao quarto, quando me fui deitar. Enquanto deitava o João reparei na fulana em cima da cama, no meu lado, deitada ao lado da minha almofada e aí ficou, durante toda a noite. Eu acordava de hora a hora e às vezes nem isso, fazia-lhe uma festa e a gaja desatava num ronrom que me trazia as putas das lágrimas aos olhos.
E se alguma coisa correr menos bem? Devia ter-lhe dito que esta casa não é a mesma sem ela. Que gosto tanto de a ter por cá. Que o Guedes já a desculpou e desde que ela foi que não pára de miar. Que o João gosta de a ter à porta do quarto, muito atenta a tudo, tipo gato de guarda e que quem quiser entrar que se desvie que ela parece um gato de loiça. Que vou deixá-la lamber água da torneira do bidé, sempre que for à cada-de-banho e ela for a correr atrás de mim. Que lhe vou dar comida à descrição e cagar nas gramas que o veterinário acha certo. Que vou apresentá-la ao Canário, o Meireles.Que não ligo mais o chuveiro quando a vir na banheira. Que não lhe dou mais com o chinelo quando ela afiar as unhas no cesto da roupa. 
Pronto, ok, não exageremos, dou-lhe com a mão, pronto.
E já estou a chorar outra vez, foda-se.

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4 comentários

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De Sara Rocha a 18.10.2013 às 14:34

Os animais sao tramados... conseguem colocar o nosso coração mesmo apertinho :) eu sei como te sentes... Ja passei por isso. e o mal, apego-me muito aos meus animais de estimação.
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De onónimo a 18.10.2013 às 21:05

Vá, isso passa. O meu maninho fez o mesmo à sua fantástica gatinha (também selvagem adoptada) e tem nela uma autêntica amiga muito ternurenta. Os dias seguintes são sempre delicados e a gata dele passou por uma fase assustadiça e engordou.

Beijo! E muito carinho para essa magnífica Ella.
(mas tb não abuses, cuidado com o canário...)
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De Ana Magalhaes a 19.10.2013 às 10:14

Olá,
Aqui grávida de 34 semanas e 'mãe adoptiva' de dois gatos. O mais velho tenho para mim que é gay (e anoréctico, mas isso fica para outro comentário), assim nunca se notou que era preciso castrar. O mai novo, assim que fez um ano, em três dias deixou a minha casa com um cheiro que tive que o castrar. Lá fomos numa manhã fria de Janeiro, às 8h da manhã levar o bicho para perder os tintins. Ele miava e eu desesperava. Ele tremia (odeia sair de casa, na verdade só saiu essa vez e dispensa sair, mesmo com a porta aberta) e eu ainda tremia mais. Chegados a Sociedade Protectora dos Animais aonde o castraram, eu estava uma pilha de nervos e pedi encarecidamente ao homem (ao meu homem e pai adoptivo) para entrar com ele na sala de operação porque eu não aguentava. Disseram se eu queria esperar duas horas para o levar para casa ou vinha ao fim da tarde buscar a bicheza, claro que eu esperei duas horas ao frio (apanhei uma gripe que nem vos conto) e lá me entregaram o meu mais que tudo, o meu lindo gato preto, que estava uma amostra do gato que entrou. O pelo geralmente brilhante e felpudo, estava todo melado, parecia que tinha andado a esfregar se no óleo... Os olhos estavam baços e ele nem de pé se segurava.
A única coisa que se notava a sério da operação era uma pinta de sangue no sítio dos tintins! Os pontos eram por dentro!
Trouxe o para casa, o homem foi trabalhar, e eu fiquei o dia todo com ele. Não podia comer o dia todo (o mais velho, teve que comer escondido no quarto para que o meu doentinho não se apercebesse) e eu nem comi o dia todo. Senti me tão culpada pela dor que causei aquele pequeno ser. Passou o dia todo a subir para o meu colo e a descer (deviam de ser dores, porque não parava quieto, sempre a tropeçar e a cambalear). À noite já estava melhor, e no dia seguinte já era o meu gatinho de sempre. Comeu bem, recuperou ainda melhor e dizem que não deixam mexer na parte de baixo da barriga depois de castrados, mas o meu anjinho deixa que eu lhe faça tudo.
Moral da história, tinha que ser castrado, mas ainda hoje me dói cá dentro, e lamento o sofrimento que lhe provoquei...
Assim, eu entendo. Que corra tudo bem (nas gatas acho que é mais complicadito, mas de certeza que ficará bem).
Beijos enormes.
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De onónimo a 20.10.2013 às 01:56

então?! a Ella?

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