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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

E agora, para desenjoar, um girly post como há muito não se via

Novembro 02, 2017

Filipa

Continuo firme e implacável na minha missão terrena que é a de experimentar o maior número de maquilhagem possível sem que consiga terminar um único produto que seja. Não me perguntem onde nem como a guardo/arrumo, até eu própria me surpreendo com a minha capacidade organizativa que passa muito por abrir gaveta, enfiar tudo lá para dentro, fechar gaveta e ir à minha vidinha. De quando em vez, sobretudo naquelas alturas em que o homem diz que não tem espaço para as coisas dele -"coisas dele" as in espuma de barbear, after-shave e gel para o cabelo, não entendo, qualquer buraco ou corner de banheira serve para estas misérias mas enfim- lá começo a ver do que é que me posso livrar e chego sempre à mesma conclusão: de nada! É tudo meu, não sei o dia de amanhã, uma pessoa não sabe se de repente precisa de 76 máscaras de pestanas assim numa urgência, ou de 16 lápis de olhos já secos, do tempo em que no mês de Outubro não se dormia de cuecas e de janelas abertas, maneiras que retorna tudo para as catacumbas cosméticas e o gajo que meta mas é a viola no saco que eu também não embirro com o desodorizante dele que está entre mim e a minha linha capilar -que também parece que procria, credo, de onde é que aquilo tudo saiu assim de repente??

Nesta minha senda e enquanto o homem se desdobra em atenções na Fnac e derivados, eu estou nas minhas pesquisas Sephorianas que é onde desagua o melhor da maquilhagem global. Ora, eu já tinha andado em averiguações, já sabia que este é o babado no que diz respeito às destrambelhadas na arte de riscar a pálpebra e não sendo eu propriamente uma destrambelhada na verdadeira acepção da palavra, há dias em que sinto que se tivesse algo que me facilitasse a tarefa, era uma pessoa muito menos panda, se é que me entendem.

 

benefit.jpgThey're real! push-up liner -Benefit

 

 

Sou pessoa dada ao delineador em gel. Porque o preto é mais preto, porque risca melhor, porque como é feito com um pincel à parte posso ir controlando a grossura do bicho, por isso quando ouvi falar aqui no menino fiquei logo de orelha em pé. E quando nos conhecemos, esqueci todos os meus relacionamentos em gel anteriores. Isto é tão bom, tão bom que ganhou logo lugar nos produtos diários e que têm um sítio especial, mais à mão de semear e que estorvam igualmente o homem, uma vez que jazem entre a máquina de aparar a barba e o frasco do seu perfume. Desliza que é uma maravilha, é em caneta o que se traduz num traço mais preciso, a aproximação à pestana também é feita com outra pinta, parece mesmo que nasci para isto, deixei de andar com cotonetes cheios de cuspo atrás para limpar eventuais deslizes, faço traços de gatinho como ninguém e não me ponham à prova que sou gaja para apostar conseguir fazer o risco de olhos fechados. Há em várias cores mas a mim quem me tira o preto, tira-me tudo. Já podia ser uma gaja de traço direito e limpo há pelo menos três anos, que foi quando este produto foi laçando, mas por algum motivo que me ultrapassa, andei a dormir este tempo todo. Estúpida de merda.

Mais uma dica de borla para vocelências. Estou a juntá-las todas que o Natal está aí à porta.

 

43

Outubro 27, 2017

Filipa

Foi um bom ano, este.

Consegui passar por ele sem chorar grande coisa. Foi muito meu amigo, este ano que se adivinhava de alguma reviravolta. Passaram por mim dias tão felizes que quase me fizeram esquecer a nuvem negra que trago sempre pendurada ao peito e hei-de trazer até ao fim. Quase. Foi um ano onde imperou, sobretudo, a paz. Relativizei sobras e priorizei o que me é caro. Tive saudades de ter tempo para tudo e vontade de desacelerar. Desacelerei e apreciei o caos. Vi os meus filhos a crescerem a uma velocidade estonteante. O meu João no outro dia deu um pontapé numa mesa e magoou-se na canela, porque uma menina na sua escolinha o estava a chatear "tanto, tanto" e ele "xei bem que ox meninox não podem bater nax meninax". Vai daí, anda-me com meia perna toda negra porque naquela cabeça de 4 anos fez mais sentido libertar a fúria numa mesa do que algures na miúda. A minha Luísa que só vai dormir depois de se despedir de toda a gente e de todos os animais cá de casa. Todos. E dos brinquedos. E dos tapetes. E do penico. E da papa. O pai é sempre o último. E quando acorda, a primeira coisa que faz é dizer olá a todos, inclusive aos carros estacionados. Às nuvens, ao sol, à chuva, às pedras. O pai continua a ser o último. Percebo-a, o melhor fica sempre para o fim. O meu gajo foi o melhor todos os dias. Todos os anos, desde o primeiro, o é e não vejo jeitos de ele conseguir ser de outra forma. Mudei de funções, no emprego. Se antes servia bicas e pastéis de nata, agora já faço sandes e tostas mistas. Está a ser um desafio tão giro quanto cansativo, o que se traduz em várias coisas como por exemplo menos tempo para blogues e afins. Não me estou a queixar, o meu sistema nervoso tem-me agradecido imenso. Gosto de fazer anos, mas não gosto de envelhecer. Gosto da experiência que o tempo me traz, mas não gosto do peso que o passar dos anos me deixa na alma. Cada vez faço anos mais rápido, tudo à minha volta se passa mais rápido e eu já não vou tendo idade para acompanhar esta velocidade louca, nem a minha cabeça capacidade para memorizar o que é de eternizar.

Preciso de tempo, onde e a quem é que eu peço o meu presente?

 

À falta de melhor, Filipa lança quiz

Setembro 28, 2017

Filipa

Quando um burro goza com a albarda do outro, é:

 

a) falta de visão periférica, estereoscópica, cromática, acuidade visual comprometida, astigmatismo, miopia, progressiva e só não arrisco a total ausência de visão porque nunca vi nenhum burro de bengala e óculos escuros, a ser guiado por nenhum cão. 

 

b) todas as acimas descritas.
 
c) prefiro a a) mas também não descarto a b)
 
d)voto em branco porque não me decido entre a a), b) e c)
 
e) albarda? Isso são aquelas calças de ganga que vão até ao enbido, não é?
 
 

Recadinho ao machão

Setembro 23, 2017

Filipa

que hoje de manhã ia num charuto, apitou, parou ao meu lado, abriu o vidro -e por consequência fez-me abrir o meu- e disse-me assim:

"Vais aos "s's", pá."

Ora, uma pessoa está capaz de pouco às primeiras horas do dia, apenas os mínimos indispensáveis à sobrevivência, maneiras que lhe responde, percebendo que o que lhe estava mesmo a ferver, era o facto de eu não passar os 50km/h coisa que, por muito que também a mim me aborrecesse, não o ia fazer apenas porque ele vinha a fazer questão disso já há algum tempo:

"Ai vou? Tu queres ver que ainda estou bêbeda??"

Reparem que estávamos lado a lado, parados, sinal vermelho. Eu ia virar para a esquerda mal o meu abrisse, o dele estava verde, apenas lhe apeteceu estar ali à conversa comigo. 

Responde ele, praticamente a cuspir fogo:

"Puta."

Apenas isto.

Eu baixo a música e educadamente:

"Peço desculpa, pode repetir?"

E ele:

"Puta do caralho, levas uma chapada na boca que te parto os cornos, filha de uma granda puta."

E enquanto eu começo a tirar o cinto, destranco o carro e preparo-me para ir levar a tal chapada na boca, o macho man mete a primeira e arranca, deixando-me perceber que nos bancos de trás levava pelo menos uma criança e ao seu lado uma gaja que deixa que falem desta forma ao pé de um ser que quando crescer vai ser, também ele, isto tudo.

Lá foi ele na sua bravura. Eu tornei a colocar o cinto e segui viagem.
Cheia de pena dos meus filhos que vão ter de se virar do avesso para remar contra a maré, para engolir merdas destas e cagar sorrisos forçados, educação e civismo, coisa que cada vez me custa mais fazer, quando se depararem com este tipo de situações.

Como estava a dizer, machão, seu Stallone de bolso, pá, foi revelador. Se com uma mulher foi o que foi, imagino a loucura que teria sido caso eu não estivesse sozinha.

Pessoas:

Setembro 21, 2017

Filipa

20170921_084530.jpg

 

 

O meu marido manda dizer às meninas dos blogues das discriminações, que se tiverem um buraquinho entre o cruzeiro gay e as coisas esquisitinhas dos muçulmanos e afins, ciganos, pretos, mulheres, híbridos, meninos e meninas, agradece muito que enfiem o Sun aí onde vos for possível, uma vez que considera que isto já é atingir todos os limites aceitáveis. 

Ah!, também manda beijinhos a todas e manda dizer que se não tivesse mesmo mais nada que fazer e que se tivesse paciência para vos aturar, que vos lia a todas porque reconhece que, dentro de determinadas circunstâncias, havia de valer efectivamente muito a pena.

Sobre gajos que escrevem blogues com vista a engatar tontas carentes, curiosamente, não mandou recado nenhum.

Estranho.

O estranho caso do intestino anti-monárquico 3

Setembro 19, 2017

Filipa

1

2

 

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez andava de um lado para o outro, retorcendo o lenço rococó, enquanto tentava perceber qual a saída que melhor lhe servia:

"Zé António, aperte mas é o rabo senão isto ainda vai dar molho. Mas que merda é que aquela subalterna pôs no fiadeputa do bacalhau, pá? É sempre esta merda de cada vez que come lá, mas que coincidência é esta que começa a parecer não tão coincidência? E não me diga, Zé António, que vou ter de levar com aquela mastronça depois de casar com a menina Constança que eu não aguento uma semana nisto sequer a cagar à pistola de cada vez que como o que ela cozinha. Há-de fazer-se um homem, Zé António, um homem à séria, largar essas paneleirices todas do social e exigir que Contança Maria despeça aquele personagem sob pena de não lhe dar herdeiros. É isso. Ou a descendência ou a saúde do meu trato intestinal. Aproveito e sempre é mais uma desculpa para continuar cá na minha paneleiragem que uma 'ssoa também têm direito aos seus guilty pleasures."

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez pensava no seu futuro e no que havia de fazer em relação ao problema que tinha em mãos e em suas entranhas que ia subindo e descendo, cada vez mais vivenciando uma inédita experiência de quase-morte, quando, estático e imóvel se apercebe que está perto de casa de Balbina que, por motivos, se recusava a pernoitar em casa de sua Senhora.

Não podia.

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez não podia ir pedir guarida escatológica ao inimigo! Jamais! Antes cagar um pé todo até ao joelho, já dizia paizinho de Filipa Maria de Jesus BaPtista de Colaride Brás* e isso estava mais perto de acontecer do que José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez poderia pensar. Além do lencinho paneleiro que torcia entre os dedos e que ia tão bem com seu soquete e com a sunga de bilros, com vista a aliviar as dores abdominais que o faziam torcer a ele próprio, o blazer de couro de cabra que, parecendo que não, ainda era coisinha para ser capaz de lhe ferir as nalgas macias de quem as levanta apenas para fazer o que mais ninguém pode fazer por ele e também para as abanar defronte dos amigos naqueles tais programas semanais, que envolviam bebidas, jogo e outras coisas por demais masculinas, não tinha nada à mão que lhe pudesse servir de agente higienizador caso decidisse, contra todas as regras impostas pela sociedade no geral e pela sua paneleirice em particular, arrear o calhau no jardim de sua arqui inimiga, Balbina de seu nome. Ainda se tivesse um casaco, qualquer um, ainda que barato, com o seu nome bordado no interior...

Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez, olhou-se pela última vez no espelho antes de sair, enquanto aplicava a última gota de Chanel Nº 19 no interior no seu pulso direito. Ao tapar o frasco, o diamente do seu anel de noivado reluziu. Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez sorriu. Havia de ser a mulher mais feliz do mundo, casada com o homem que mais amou na vida, com o qual aprendeu a ser mulher, e com o qual haveria de ter três filhos, lindos e se fizesse bem as contas, loiros.

Suspirou. Acordou destes sonhos e olhou para o relógio "Meu Deus, Constança, olha as horas!!! Está quase na hora de abertura do LIDL!!! A menos que queira partilhar filas e filas com o povo, com gente imenso de pobre, plebe que não se sabe posicionar, sempre inconvenientes e com aquele cheiro característico que se agarra a tudo, ao cabelo, à roupa, à alma, a menos que queira isto tudo, sugiro que dê corda aos Valentino a ver se chega antes daqueles desabridos todos e consiga ver em paz a colecção da Heidi Klum e traga aquele blusão Biker. Não se esqueça das mini-férias à neve para o mês passado e ainda não tem casaco para a viagem.

Vite, Vite Constançá."

 

*Muito gosto

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