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Aquela mãe que entrou no mar com as duas filhas e as matou, passou, da noite para o dia, de vítima a criminosa e vejo mais gente a lutar pelas putas das trinta e cinco horas de trabalho semanais do que a lutar para que situações como estas não se repitam.

 

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60 comentários

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De Linda Blue a 17.02.2016 às 14:17

Sabes que, por acaso, li o assunto ao contrário? Ontem de manhã, via uma criminosa, ontem à tarde já via uma vítima.
Mas do cumprimento de uma pena, não se safa ela. E a mais dura não será entre quatro paredes.
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De Filipa a 17.02.2016 às 14:32

Eu vi logo uma vítima porque quando dei conta da notícia já sabia das queixas que ela tinha feito. Portanto, não vi a notícia pela metade, sem os dados todos, do género, mãe mata filhas e pouco mais.
E vi vítima porque sofria de violência doméstica, desconfiava que as filhas sofriam de abusos sexuais por parte do "pai", pediu ajuda e viu-se sozinha, constantemente em fuga, desesperada, matar-se e deixar as filhas com aquele monte de merda não era opção.
Eu não o faria, mas o desespero leva-nos para lá do razoável, do limite.
Hoje é criminosa porque foi ela que matou as filhas, está detida.
Para além da pena que falas, a pior de todas, acresce esta, muito menos dorida mas igualmente injusta.

Isto e tudo uma grande merda.
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De Linda Blue a 17.02.2016 às 15:21

Lá está: a primeira notícia que ouvi (rádio) dava conta do desaparecimento da menina mais velha e da morte da bebé, por conta do suicídio da mãe de ambas. Contado desta forma, tiras ilações completamente diferentes.
Infelizmente, o suicídio dos pais com prévio homicídio dos seus filhos não é assim tão invulgar quanto isso. E nem sempre está associado a situações de violência doméstica, mas sim de doença mental de um dos dois, divórcio muito conflituoso, ou ambas.
Lembras-te deste?
http://www.noticiasaominuto.com/pais/40902/cartas-revelam-porque-m%C3%A3e-se-suicidou-e-matou-filhos?
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De Filipa a 17.02.2016 às 15:33

Eu não ouvi assim.
Aliás a primeira vez que ouvi a notícia tinha a Luísa aos gritos com os cães, deduzi que os pais das miúdas andassem por ali e devido ao temporal alguma onda as tivesse levado.
Juro.
Comecei logo aos coices, a falar sozinha, esta gente isto, esta gente aquilo, já sabes, né?
Só depois soube das queixas que fez e de todo o enquadramento.

Repara que não me faz sentido nenhum (não recordo a história do link) levar os meus filhos para um desespero meu.

Muito menos o meu país desprezar um pedido de ajuda que lhe fiz apesar das campanhas de sensibilização que faz.
Para inglês ver.

E tenho para mim que isto está para continuar enquanto não existir mão pesada nas penas.

No caso que referes, mais me ajudas no quesito "prioridades": se a criatura estava com um problema de saúde e tinham-lhe sido retirados os filhos, teria de existir um acompanhamento mais apertado, cuidados a ter, acompanhamento médico à pessoa, e por aí vai.
A questão é que se sinaliza e depois o pessoal vai à sua vida.
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De Pipocante Irrelevante Delirante a 17.02.2016 às 14:45

Pena perpétua, essa ninguém lha tira.
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De Filipa a 17.02.2016 às 14:47

É mesmo isso...
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De Uva Passa a 17.02.2016 às 18:41

Eu por acaso a primeira vez que ouvi também foi de fugida e pensei logo numa onda e deitei logo as mãos à cabeça. Exatamente como a Filipa.
Perpétua não apanha porque em Portugal isso não existe. Em 1884, Portugal tornou-se o primeiro país do mundo a abolir a pena de prisão perpétua. Apanha
no máximo 25 e cumpre 13 por bom comportamento. Ou então é considerada inabilitada e fica numa casa de repouso, isto se não se matar entretanto.
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De Filipa a 17.02.2016 às 18:45

Perpétua na prisão da culpa e do desgosto.
Entretanto morta já ela está. Desde que matou as filhas.
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De Uva Passa a 17.02.2016 às 18:50

A minha opinião é que se mata na primeira oportunidade.
A minha duvida é porque é que não o fez logo de seguida.
Sim, morta já ela está.
E nós mortificados por acontecerem coisas destas mesmo em frente dos nossos narizes.
Andamos muito ocupados a salvar bancos, mas salvar vidas que é bom, tá quieto ó preto.
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De Pipocante Irrelevante Delirante a 17.02.2016 às 14:44

O Coelho (o xuxa) tinha o dizer "com o PS ninguém se mete".
A verdade é que com a Justiça ninguém se mete. O resto são lérias.
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De NM a 17.02.2016 às 14:50

Eu também vi como a Linda, de criminosa a vítima.
(Até ao momento fatídico ela fez o que tinha de fazer. Queixou-se a quem tinha de se queixar. É tão miserável isto..)
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De Filipa a 17.02.2016 às 14:54

Criminosa aos olhos da lei, entenda-se.
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De NM a 17.02.2016 às 15:05

Ah ok, eu falava aos olhos da opinião pública.
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De Filipa a 17.02.2016 às 15:08

De todo.
Ninguém pensa isso, acho eu.

O único e verdadeiro criminoso anda aí solto, com os seus intentos cumpridos.
Afinal e segundo indicações de familiares, não há muito tempo, iam todos de carro e enquanto lhe gritava que se ele não ficasse com as meninas, ninguém ficava, morriam todos, em plena ic19 ia a alta velocidade e numa condução animalesca.

Bem vistas as coisas, não lhe correu nada mal. Foi quase o crime perfeito.
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De NM a 17.02.2016 às 15:39

No início falava-se nesse sentido... "Que mãe arrasta as filhas para a morte... Que monstruosidade... Se se queria matar que se matasse sozinha." Depois veio a lume o quadro de violência e as acusações amainaram mas a primeira reacção foi sim a de apontar o dedo. (Como sempre, aliás.)
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 15:07

...e eu acho incrível como é que as 35 horas (que foram uma medida absurda e dão azo às discussões mais absurdas dos últimos tempos) acabam por vir parar ao lado de uma mãe que se queria suicidar com as filhas por ser vítima de um monte de esterco qualquer...

Ou então é só para juntar mais absurdo às discussões que já por aí andam e que não levam a lado nenhum...

:)
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De Filipa a 17.02.2016 às 15:11

Não percebi o teu comentário...

35 horas que foram uma medida absurda...?
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 15:50

Eu esclareço:

Na maior parte dos serviços, que não têm atendimento permanente e tem horários fixos, normalmente das 8:00 às 20:00 a passagem das 35 para as quarenta horas apenas aumentaram a sobreposição de turnos, sem que nenhum resultado prático daí adviesse! Mais absurda se tornou a medida quando a administração local, em peso, se recusou a aplicar a medida!

Tendo esclarecido esta parte do meu raciocínio, ainda não consegui perceber qual a relação entre as 35 (ou as 40, se preferires) têm a ver com o facto de uma mãe se querer suicidar por causa de um badameco! Não vejo a mínima relação ou co-relação, e por isso fico na dúvida se não estarás a atirar achas para uma discussão absurda e que não leva a lado nenhum!

Mas isto sou eu, é uma opinião minha...
...e se calhar até achas que terá a ver...

Eu, pessoalmente escolheria coisas diferentes para relacionar...
...mas acho que nem devo dizer nada que casos como os desta mãe dão-me azia...
(ou, por outras palavras, estupidez em excesso dá-me azia)
:)
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De Filipa a 17.02.2016 às 15:58

Obrigada pelo esclarecimento.

Infelizmente não vou poder retribuir com a mesma gentileza porque pedeço de uma maleita com alguma gravidade de seu nome: escrever absurdos e faz-me uma certa espécie explicar o óbvio a quem sofre de excesso de ignorância.
Maneiras que ficamos assim.
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 16:11

Obrigado

(eu sei que sofro de excesso de ignorância - é uma característica minha desde que nasci e é por isso que tento sempre aprender qualquer coisa... muitas vezes sem sucesso, diga-se!)

:)
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De Filipa a 17.02.2016 às 17:39

Aqui só se aprende coisas sem importância.
Decerto que no seu rol de blogues exponencialmente melhores aprenderá coisas que upa, upa.
Ora vá lá ver.
Não tenha pressa, vá com calma.
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 16:17

PS - Já agora dois esclarecimentos adicionais:

-O objectivo do meu comentario era tentar perceber o que teriam ambas as coisas a ver uma com a outra... Acabei na mesma...

-Não disse em lado nenhum que escrevias absurdos! Apenas afirmei que a discussão acerca das 35 horas é absurda

Dito isto, retiro-me com a minha ignorância intacta e desejo as maiores felicidades :)
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De Filipa a 17.02.2016 às 17:41

A ignorância tem dessas merdas, é tipo as máscaras à prova de água: quando se insiste no desmaquilhante errado, acorda-se com olhos de panda.

Igualmente.
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 19:09

Caríssima,

Não se dê ao trabalho. Nunca conseguirá insultar-me tanto quanto eu me insulto todos os dias só porque existo...
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De Filipa a 17.02.2016 às 19:25

Insulto?
Onde?
Onde vê insulto eu vejo um corroborar de uma afirmação sua.

E caríssima é que não. Cada macaco no seu galho.
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 19:35

Absolutamente correcta, como sempre, aliás...
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De Filipa a 17.02.2016 às 19:36

Parece que finalmente nos estamos a entender.
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De Lili a 17.02.2016 às 16:45

Filipa, embora algumas vezes não concorde contigo, sou fã do teu estilo curto e directo (mas dúbio para quem padece de excesso de ignorância). Pões-me um sorriso na face com alguma regularidade, e olha que ultimamente não tenho tido grandes motivos para sorrir. Um beijinho.
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De Filipa a 17.02.2016 às 16:50

Como assim, nem sempre concordas comigo???
:))))
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De Troll a 17.02.2016 às 17:34

"o facto de uma mãe se querer suicidar"
"Se querer" suicidar, C.N.Gil? Querer?
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De C. N. Gil a 17.02.2016 às 19:03

Levando em conta que suicídio é o acto voluntário de pôr termo à própria vida creio ter-me expressado bem. Se assim não foi, peço desculpa.
Já os motivos que terão levado a essa vontade, isso já é outra questão.
Mas creio que não discordará que foi o desespero que a fez querer por termo à própria vida, bem como à das duas filhas.
Se ela foi levada a isso por um badameco e esse facto em si deveria ser considerado quase como uma tentativa de homicídio pela parte dele... Acho que sim, devia! Devia ser tratado como tal.
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De Troll a 18.02.2016 às 15:36

Levando em conta que a abrangência do seu conceito de suicídio se resume a "acto voluntário de pôr termo à própria vida", sim, expressou-se bem, e é a mim que cabe o pedido de desculpas, que aqui dou por reproduzido, retirando, assim, a pergunta que fiz no comentário das 17:34.
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De Maria a 17.02.2016 às 15:40

Em tempos, por motivos académicos, fiz um curso de medicina legal onde se abordaram as várias formas de suicídio. Ficou-me para sempre a noção de que, mulheres que escolhem uma morte por afogamento, com os filhos (muitas vezes amarrados à cintura), fazem-no por desespero delas e para os proteger a eles (neste caso, para não os deixar à mercê de misérias e abusos). Custa-me pensar naquela mulher agora, honestamente. Com a tentativa falhada e a fazer contas à perda com que se vai ver obrigada a viver, não lhe bastasse tudo o resto. E penso se não seria tão diferente este episódio, tivesse ela obtido a ajuda que pediu. Vi nas notícias que o caso estava assinalado desde Novembro. Novembro! Parece pouco, assim de repente, a menos que se viva numa tortura. Há vidas mesmo desgraçadas e eu aqui a pensar que me queixo tantas vezes de merdas sem importância. Que soco no estômago.
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De Isa a 17.02.2016 às 16:09

De toda a gente que deveria ir presa, a ser alguém preso e no meu entender, aquela Mãe seria a única a beneficiar de absolvição. Se falarmos em leis. Porque a prisão a que se submeteu, com aquele acto tresloucado, ao qual foi indubitavelmente induzida por todas as razões já aqui referidas, dessa já ninguém a tira. E mesmo por essa, por esse sentimento de culpa que carregará até ao fim dos seus dias, os outros envolvidos também deveriam ser punidos.
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De Filipa a 17.02.2016 às 16:14

Os outros envolvidos?
Queres desenvolver?
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De Isa a 17.02.2016 às 16:40

O pai das crianças, e um sistema irresponsável que anda de papel para a frente e para trás, a fim de apurar responsabilidades, num sem número de protocolos. Que talvez até sejam necessários, mas que em sendo, falha grandemente em prevenir dramas como este - uma vez que não é o primeiro, nem o segundo, nem o terceiro - no sentido de proporcionar aos menores a devida segurança. Não compreendo, por exemplo, como se retiram 7 filhos a uma mãe porque esta não tem supostamente condições para os criar - ao invés de lhe darem as bases para essas condições - mas não se apercebem do estado emocional de outra e pelo processo que deveria estar a passar, no sentido de assegurarem que famliares, amigos, sei lá, fossem avisados, notificados, uma merda qualquer, de forma a que pelo menos se tentasse impedi-la de fazer o que fez.
Aquela mulher está morta, pá. Matou-se, quando matou os filhos. Ela está morta. Morreu. E anda um sacana aí à solta, se calhar nem nunca vai ser acusado de mais nada, uma vez que aconteceu o que aconteceu, e mais uma data de outras pessoas, as que geriram todo o processo, todas muito tristes, claro, mas para quem amanhã é outro dia.
Quando é que se perceberá a urgência destes casos, é coisa que me escapa.
Como, de que maneira, o que é que uma pessoa tem que fazer, para que se entenda que isto envolve emoções e que nada que as envolve, pode ser protelado ad aeternum, que 2 ou 3 meses são séculos, nestes casos.
Será o quê? Falta de pessoal? De verba? É o quê?

Foda-se. Estou mesmo danada.















































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De Filipa a 17.02.2016 às 16:47

Falta de pessoal não será, há para aí funcionários públicos a dar com um pau e a ganharem até o que não merecem.
Por quem tem conhecimento das situações e as ignora em detrimento de sabe deus o quê é que eu falei na luta desses funcionários, no caso específico deste post, nas horas que eles acham que trabalham a mais que, pelos vistos, não são suficientes para merda nenhuma.
É uma questão de sobreposição de não sei quê.
Um absurdo.

(Sim, usei-te. Desculpa lá. Olha, processa-me)
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De Isa a 17.02.2016 às 17:08

(Sou capaz de delegar isso a terceiros, se não te incomodares)

Eu percebi a comparação mencionada no título. Defendo que nada funciona bem, se não estiver bem de base. Estes são assuntos à partida completamente díspares, mas nem tanto assim, uma vez que se trata da mesma roda de serviços. Há profissionais muito competentes a trabalharem no estado, conheço uma série deles. Há departamentos com pessoal que não se sabe o que lá está a fazer, e outros com falta dele, onde os que há, se desunham pra dar vazão atempada ao que é preciso.
Depois parece-me que há uma grande salsichada de comissões disto e daquilo, onde o pessoal tem que ser mesmo especializado para o acompanhamento de situações como a aqui referida, ou se não tem, deveria ter. E onde há falta dessa especialização, reclama-se, claro. Nunca se reclama - ou pelo menos não se tem conhecimento - não se reinvindica, não se protesta, não se exige, é com o mesmo fervor que como com a polémica das 35 horas.
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De Filipa a 17.02.2016 às 17:12

Não sei até que ponto não estarás a ser absurda por teres alcançado o objectivo da minha comparação, mas pronto.

Pois eu conto pelos dedos de UMA mão a quantidade de vezes que fui atendida em condições por um funcionário público.
Posso dizer-te é que já fui muitas vezes despachada porque a hora do fecho estava perto.
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De Be a 17.02.2016 às 17:01

Pode parecer que não tem nada a ver mas uma vez fui à SS perguntar uma coisa para a contabilidade da empresa. A senhora que me atendeu responde-me que ainda não tinha lido a lei e que não sabia interpretar (naquele caso) que tinha que esperar que a colega do lado me pudesse atender. Perguntei-lhe se a colega do lado morresse entretanto, haveria mais alguém que me pudesse dar a resposta.
O problema é sempre do colega, do chefe ou da p### que os pariu, é um empurrar de responsabilidades que assusta, em assuntos de menor importância mas acima de tudo naqueles que põem em causa a vida das pessoas.
Sabes em que vai dar isto para quem nada fez nestes 2 ou 3 meses de espera, que traduzidos em horas, serão à volta de 2100? Nada mas aquela desgraçada vai penar a sua eterna pena com os cotos na cadeia.
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De Rita a 17.02.2016 às 17:08

Vou partilhar. É que é mesmo isto.
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De Me a 17.02.2016 às 17:51

Esta merda é horrível. Mas tb te digo, relativamente à tua referência (comparação) com a luta pelas 35 horas, q n me parece q fossem mais 5 horas que fizessem com q estes casos deixassem de existir...
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De Filipa a 17.02.2016 às 17:55

A questão não é essa.
A questão é que a vontade com que se esganiçam pela merda de cinco horas a mais de trabalho por semana, não é a mesma com que fazem a parte que lhes toca por forma a evitar que situações destas continuem a acontecer/aumentar.
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De Me a 17.02.2016 às 18:00

Epa, isso depende. Olha q mtas das pessoas q trabalham nestes serviços (nestas areas de apoio) dão o litro. Não te esqueças é q o próprio do sistema é feito de"burrocracias", e nem sp eles as conseguem ultrapassar, acredita.
Tb os haverá maus, é verdade, mas tb n consigo ver assim as coisas.
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De Filipa a 17.02.2016 às 18:07

Por haver maus é que este caso aconteceu, uma vez que existe uma queixa desde Novembro.

Já dei aqui o exemplo recente de uma mãe em greve de fome até mudarem as assistentes sociais que lhe tiraram a guarda das filhas para a entregarem ao pai que a agredia.
Foi rapidinho, rapidinho. Bastou a comunicação social entrar em acção.
Mas claro que cada um terá a sua visão.
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De Me a 17.02.2016 às 18:43

Credo, isso dito assim parece q a minha visão é a de q está tudo bem, e não está.
Eu só comentei pq parece q anda tudo hoje a contestar a inércia destes maus funcionários (ou sistema, acho q em mtos casos é mais por aí) fazendo comparações com outras coisas q, parvas ou não, honestamente n consigo estabelecer o paralelo.
É q nessa onda da comparação ocorre-me pensar, fonix então e se nos manifestamos por causa dos nossos serviços sociais n estamos a ignorar a fome no mundo. Os maus tratos? O trabalho infantil que é usado p produzir os chocolatinhos q enfardamos e as roupas q vestimos? E se for assim paramos onde? Só vemos dentro do nosso país? Os outros, tb n são humanos?
Percebes o que quero dizer?
Esta merda é uma vergonha. É imperativo q deixem de haver maus tratos e mortes pq a justiça n agiu a tempo, mm tendo sido alertada p o problema. Só não acho é que fazer estas comparações faça mto sentido.
Mas pronto, o espaço é teu e tu fazes o q quiseres. E eu gosto de ti e de te ler e continuo a gostar mm n concordando com tudo.
Vá, vou masé tratar da sopa do puto.
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De Filipa a 17.02.2016 às 18:53

A fome no mundo?

Olha lá, mas queres falar no post ou queres generalizar?

Eu já precisei da comissão de protecção de menores, eu já fui vitima de violência doméstica. Falo do que passei, do que pessoas próximas passam e do que ouvi relativamente ao post que escrevi.
E se somos o país da burocracia que somos, somos o país do "calma que estamos quase a sair", ou do "calma que não me pagam para isto", também do "calma que já que me tiraram "direitos", agora só devagar ou parado". Somos muita coisa e pouca é boa.
Já precisei muito de ajuda e tive de me fazer à vida. Já tive inclusive de fazer o trabalho de uma assistente social que desconhecia parte do processo que tinha à frente do focinho.
Por isso, podemos não começar pela erradicação da fome no mundo nem por decidir quem merece e o quê, mas podemos começar por qualquer lado e um deles podia muito bem agir quando os sinais de alerta chegam aos sítios devidos.

E eu também te amo e não é por discordamos que nos vamos divorciar.
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De Me a 17.02.2016 às 19:06

:) palerma. Qual divórcio, imaginas lá a trabalheira q uma coisa dessa dá.
Filipa, agora a sério, n quis de forma alguma dar pouca importância ao tema do post. Percebi bem qual é o tema. E como já disse tens toda a razão. Esta merda é indizível. Felizmente nunca necessitei destes serviços e lamento saber q necessitaste e n te souberam ajudar, for real.
N era isso q eu estava a contestar. Tinha passado pela picante, salvo seja, q tb comparava com a carta da Ferro a isto. Foda-se eu quero lá saber da Ferro. Uma gaja q se indigna com a redução das mulheres mas q ao fds anda ao pulos a apresentar um programa onde 90% dos convidados levam bailarinas, apenas p "decoração", q estão com as bordas de fora em pleno Janeiro. Epa foda-se, isso se calhar tb diz mto, não. Por isso quero lá saber se ela gasta baterias a debater o tema x ou y.
Só quero q fique bem claro q em momento algum defendo q os serviços se apoio, assistência social, justiça and so on, funcionem bem. Não funcionam e é uma merda. E sim deviamos todos fazer mais por isso.
Cá beijinho que eu n te quero arreliar (n ando de bicicleta, mas ando a pé e nunca se sabe...)
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De Filipa a 17.02.2016 às 19:10

Isso, nunca fiando :)

Cá beijinho.
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De Raquel a 18.02.2016 às 12:23

infelizmente vivemos no país da indiferença, que se proclama de muito solidário, mas que na realidade está-se pouco lixando para a miséria alheia a menos que seja para coscuvilharmos e escarafuncharmos a "pouca sorte e infelicidade" dos outros. O país não actua a tempo, é cheio de burocracias e trâmites a seguir e lento...muito lento...Há demasiadas regras e poucas soluções. Primeiro proteger a queixosa(tendo ela razão ou não) e depois resolver o problema. Sou funcionária pública e já trabalhei no privado e vejo realmente que pouco se faz, porque não há exigências, há pouco controle, há funcionários excessivamente bem pagos para o pouco que fazem(sejam 35 ou 40 horas....). Parabéns Filipa por colocar o dedo na ferida. Só não entende a mensagem quem não quiser.
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De Troll a 17.02.2016 às 19:18

Mas porque é que partimos do pressuposto que o pai é efectivamente culpado?

Não poderá a mãe ter inventado a história para impedir o contacto do pai com as filhas? Não poderá a mãe, num quadro depressivo, ter decidido que o melhor para as filhas seria a morte, ao invés de se sujeitar a ter de partilhar a sua guarda, por exemplo?

Que, perante a dúvida, o Estado (Justiça, CPCJ, SS) deveriam ter actuado sem demora, concordo em absoluto. Que se parta de uma queixa para, de imediato, condenar o pai por violência doméstica e abuso sexual, sem sabermos o que é ou não verdade, é errado.
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De Filipa a 17.02.2016 às 19:30

Por acaso acabei de ouvir uma psicóloga a dizer que essa da depressão, em julgamento, não lhe vai servir de nada.
Não é motivo.

Quanto ao resto, é verdade, a história tem sempre duas versões, vamos esperar.

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