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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

04
Jun15

As tatuagens e a eterna estupidez

Filipa

 

 

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O único problema das pessoas que têm tatuagens, são as pessoas que acham que elas se deviam arrepender, em alguma altura da vida, de as terem feito. Se o incauto leitor tem tatuagens e ainda não se arrependeu, deve estar para breve. Invariavelmente há-de arrepender-se. Mesmo que ache que vai conviver bem com as suas próprias escolhas, não vai. As pessoas que são contra as tatuagens dizem que vai e já se sabe como é que este tipo de gente é e em que mundinho decidiram viver. E essas pessoas dizem muita coisa acerca das tatuagens que acham que quem se tatua quer ouvir, apesar de não. Acham por exemplo que quando formos velhinhos (reparem como me incluo no melhor grupo) e cheios de peles, vamos ficar ridículos e vamos, lá está, torcer a orelha por tanto devaneio juvenil, se tem alguma lógica um velho tatuado, que vergonha. As pessoas que não concordam existir quem queira marcar o corpo que por mero acaso é delas, dizem que quem se tatua em novo não se lembra que chega a velho. E que depois é que vão ser elas. Parece que quando os tatuados chegam a velhos, algo de grave acontece e a culpa é toda nossa. Jogo as minhas fichas para:

ou é-nos vetado o acesso ao lares mais jeitosos ou então, já sei!, não há cá médico de família para ninguém. Devíamos pensar nisto, a velhice está mesmo ali ao virar da esquina e depois sempre quero ver se vão ter a coragem de dizer que ninguém vos avisou que o futuro é uma merda para quem é tatuado.

Como estava a dizer, o nosso único problema, são estas pessoas e as suas respectivas ideias castradoras e preconceituosas, que desrespeitam a forma de estar dos outros. Ah, claro, e o enfado que esta merda nos causa. Felizmente que o enfado nos dá para ignorar estas matracas e ostentamos, orgulhosamente a tela onde decidimos gravar o que de melhor que a vida nos vai dando. Mesmo aqueles seres estranhos que decidem tatuar cenas tribais no fundo das costas, ou golfinhos ou fadinhas ou assim. Até estes, por incrível e injusto que possa parecer, têm direito à vida.

Em velhos?, em velhos vamos simplesmente agradecer. É que a memória também envelhece, não sei se sabem. Nós teremos sempre, até ao último pestanejo, toda a nossa vida bem presente.

 

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