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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

05
Set16

Carta aberta aos conas da blogoesfera:


Filipa

Queridos todos,

 

não pensem que não tenho estado atenta às vossas reclamações ainda que muito poucas tenham chegado aqui ao blog.

Decidi escrever-vos porque parece que os meus grandes queridos andam enganados ou na blogger ou no blog, temos mesmo de tirar isto a limpo. Além disso, gosto de alinhar pessoas como vocês com a luz existente ao fundo do túnel, como quem diz:

"é sempre em frente. Rio? Qual rio? Isso não é nenhum rio, podem ir, confiem em mim".

Parece que não tenho correspondido às vossas expectativas e que a linha editorial que decidi dar ao meu próprio blog não vai ao encontro aos vossos sonhos mais cor-de-rosa e floridos.

Parece também que no vosso mundinho muito próprio, encantado e enfeitadinho a preceito, uma blogger tem de vos agradar, tem de vos oferecer doses maciças e diárias de gargalhadas, fazer-vos sentir em casa, acarinhados, respeitados, falar de assuntos actuais, do vosso agrado, ter escrita escorreita e inteligente, mostrar-se disponível, agradável e sobretudo querem-nos atentos às espécie de ameaça que despejam quando a coisa resvala: "ai e tal, se não voltas ao registo habitual, deixo de te seguir. Pior! Deixo de gostar de ti."

Alguém vos enganou ao garantir-vos que o vosso patamar estava acima do dos bloggers que visitam e nos direitos que teriam, por comentá-los e/ou visitá-los durante algum tempo.

O único direito que têm é o de respeitar o facto de que blog existe porque eu quero e vai existir sempre da maneira que me der na bolha.

Relembro que aqui há algum tempo atrás era apontada porque dizia muitos palavrões. Quando deixei de os dizer -apenas porque não se justificava- não li referência alguma a isso. Depois comecei a escrever parvoíces e toda a gente dizia que só escrevia merda. Segui o caminho da cosmética e passei a ser chamada de a parva que recomenda produtos sem receber nada em troca, curiosamente pelas mesmas pessoas que criticam quem os recebe. Esta puta desta hipocrisia mete-me um nojo que por muito que me esforce não consigo passar por palavras. Mete-me um nojo forte. Daquele que sentimos por pessoas de merda, daquele que dá ânsias antes do vómito propriamente dito. 

Eu não preciso de comentadores para ter um blog feliz. Eu preciso apenas de ler o que escrevo e rir, gargalhar se possível. Entender as minhas palavras, o sentido, o timing, as entrelinhas. Não preciso de visitas nem de palmadinhas nas costas. Durante muito tempo escrevi sem ter um único comentário e adivinhem lá quem é que se cagava para isso também? 

Preciso de rir das merdas das outras e ter coragem de o escrever, o que é muito mais do que o que muita blogger gostaria de fazer mas que se  limita -e há-de sempre limitar- às indirectas. Preciso de escrever CARALHO e FODA-SE as filhas das putas das vezes que quiser sem estar preocupada com os/as conas que se chocam com palavrões porque uma senhora não deve ou, melhor, os meus filhos podem vir a ler o que escrevi...

Dizer que odeio os ciclistas, velhos, crianças mimadas e caniches sem estar minimamente preocupada com o que os radicais de cada um deles vai dizer ou pensar de mim. Dizer à boca cheia que não gosto de mulheres, que são umas cabras traiçoeiras e cagar-me para as feministas ou simpatizantes.

Eu sou isto, gente preocupada com a eventualidade de eu continuar a percorrer um caminho que eu escolhi para o meu próprio blog, cujas visitas não me dão comer, não me pagam rendas nem os supérfluos que me satisfazem. Sempre fui, mesmo quando enchi posts inteiros com chouriços, caralhadas, aventuras em terras de sua majestade ou até mesmo com uma história de amor impossível. 

Enveredo pelo caminho que me apetece, sempre consciente do que faço e do que mais me diverte: gozar sobretudo com a puta da vida que para chata e problemática já basta o seu real. 

Não me incomoda minimamente que em blog alheio e num post feito propositadamente para o efeito, se queixem e que justifiquem o recente desamor com uma suposta queda que nunca existiu. Se se dessem ao trabalho, se fossem leitores à altura do meu blog, veriam que passei os últimos tempos a gozar com uma personagem das vossas: uma porta maciça, difícil de transpor no que à inteligência concerne.

Todos os posts que fiz, sem excepção, foram feitos com o maior dos gozos, este blog nunca foi um blog sério. Lamento que o meu sentido de humor não esteja à altura de tão exigente plateia. 

Lamento que não encontrem aqui o que procurem, mas surpresas das surpresas!, eu encontro sempre uma gargalhada, eu encontro-me sempre aqui.

Lamento mesmo muito, mas o meu blog é que vai deixar de vos acompanhar. Gente que não percebe isto e aquilo -imagine-se se este fosse daquele tipo de blog que vive de indirectas- que vai mas nunca mais é hora, que quer mas não quer, que gostou muito mas agora gosta pouco, que gosta mais ao lado, mais acima, mais abaixo, que nem fode nem deixa foder, que acha que isto dos blogues funciona bem é a discos pedidos, que acha que eu tenho algum tipo de obrigação, não é leitor para mim.

Fodei-vos, cansei-me de vos ler.

 

 

Aos meus de coração que obviamente sabem que o são, continuam cá, de onde nunca sairão.

 

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