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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

28
Abr15

Chega!

Filipa

Chega de dar negas aos meus parceiros de plataforma. Estou farta de avisar: "amiguinhos da net, sou mais desinteressante do que os outfits da pipoca, não se agastem em mandar-me desafios que não vai ser bonito, estão a ver um prato com uma pescada cozida e uma cenoura? Sim? É muito mais animado do que falar-vos de mim", mas qual quê?, esta maltinha é persistente, não desarma, não desiste por dá cá aquela palha, maneiras que aqui estamos; eu com estas mariquices, vocês a bocejar, à espera do que aí vem. Não vou seguir as regras, desculpem-me, mas não sou assim tãããããããão querida nem o meu tempo abunda, mas sou pessoa para responder a algumas perguntas que sei que gostariam de ver respondidas e tenho a certeza de que vão passar a gostar muito mais de mim. Parecendo que não, este tipo de confissões torna-nos mais próximo dos leitores.

 

1. Não sou grande fã de uma das bloggers portuguesas mais influentes. Vou evitar o óbvio itálico na palavra "influente", como quem pergunta what the fuck?, se não se importam. Não porque goste de implicar mas porque considero que os outros têm direito à sua opinião e exercê-la em sede própria, sem correrem o risco de levar com uma cadeira no lombo. Não coloco links mas adianto-vos que o nome do blog começa por um A e termina em eva.

 

2. Não gosto de bloggers que hasteiam a bandeira da solidariedade e amor ao próximo e se gabam dos feitos. Isto não é ser solidário, é só ser cagona. Além de também ser parvo.

 

3. Por mim, juntava todos os bloggers masculinos que têm a mania que são engatatões, que pensam que extirpam suspiros até a comentadoras mais sólidas, que debitam meia-dúzia de prosa cara, emoldurada em posts sedutores, num saco preto, daqueles do lixo, fechado com um nó cego e mandava-os ao rio. Com um pedregulho a fazer peso, não fosse o diabo tecê-las. E as gajas que lhes dão trela, que os fazem querer ser mais e mais assim, daquela maneira tão anormal, as encantadas e tolinhas, iam noutro. Com dois calhaus atados.

 

4. Não gosto de todas as crianças nem de todos os animais. Isto de gostar, de mostrar afecto não pode ser uma coisa imposta. Há miúdos irritantes que só mesmo à chapada e animais que não me despertam a veia amorosa. Por exemplo, os caniches. Tenho a certeza que foi uma invenção de alguém com vista a dar cabo dos nervos a algum inimigo, não vejo outra explicação. 

 

5. Os destaques diários que os senhores do sapo fazem, relativamente aos blogues da plataforma, são um bocado merdosos. Se isto pretende destacar o que de melhor há, nem quero pensar no pior. 

 

6. Normalmente odeio mulheres. Trabalho com e para elas, mas na realidade e na sua grande maioria, acho-os seres absolutamente irascíveis, más, mesquinhas e umas porcalhonas de primeira. Em consequência tenho cada vez mais pena dos homens e desconfio que é por isso que levam tão a peito a amizade que os une; precisam de ter quem os reconforte depois de um tempo a aturar tudo aquilo que a condição feminina comporta mais os extras que elas inventam.

 

7. Sou uma revoltada no trânsito, as mulheres e os idosos tiram-me o sério. Ah, mas és mulher e hás-de ser velha. Pois que sim, mas no dia em que as minhas capacidades não me permitirem uma condução segura sobretudo para os outros, que não têm culpa das minhas limitações, a minha família tem ordem para me impedir de entrar num carro, mesmo que tenham de dar uso aos músculos.

 

8. Tenho muitos animais de estimação, sempre tive. Ai de quem lhes tocar, está o caldo entornado. Mas confesso que ainda estou a anos luz, no que ao entendimento concerne, das pessoas a quem costumo chamar de "maluquinhas dos animais". No outro dia passei por um blog -felizmente a minha memória ajuda-me nesta coisa de filtrar informação desnecessária- cuja autora dizia precisar de ir ao dentista mas que não ia porque primeiro estava o seu cão. Não era por causa de um filho, não era por causa de uma mãe. Não. Era por causa de um cão. Depois a maluca sou eu, está certo. Não me entra, nem tem de entrar, é um facto, mas deixem de me enfiar merda pelos olhos e eu prometo que me calo com isto.

 

9. Sou uma pessoa de família. Já passei pela fase rebelde em que achava que me bastava e que não precisava de ninguém. Felizmente vi a estupidez em que estava enfiada e acompanhei o meu pai nos últimos tempos de vida. Foi pouco o tempo para tudo o que lhe queria dar, para tudo o que lhe queria dizer. Ontem estava a dar uma volta a um telemóvel que vai substituindo o habitual, e reparei numa foto que não me lembro de ter tirado, de nós dois. Das nossas mãos. Dadas. Confusa, fui ver a data. Foi tirada no dia em que faleceu, uma hora antes, mesmo antes de me despedir dele para me ir embora. Nunca vou conseguir recuperar disto e custa-me muito saber que um dia, os meus filhos vão sofrer o que eu sofro por ter ficado sem o meu pai.

 

10. Tenho um trabalho de sonho devidamente fodido por uma chefe de merda. Parem de se armarem em chico-espertos ao dizerem para mudar. Não sou eu que estou mal, entendam. Ela é que em bebé foi abandonada na selva e foi criada por macacos e leoas que lhe davam baldes de merda como alimento e xixi de burro como bebida. Saiu-me esta pequena selvagem e eu, como sinto um amor louco pelo próximo, acho que a criatura tem de ser ajudada. Para além disso, eu já lá ando vai para cima de quinze anos, já vi muita chefe vir por aí abaixo, com calma isto vai lá e quando for, estarei lá para dar um empurrãozinho. 

 

11. E pronto, estamos conversados acerca disto, dos desafios. Isto é o máximo que consigo fazer, para a próxima é melhor pensarem duas vezes antes de me desafiarem para o que quer que seja.

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