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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

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Dúvidas Cor de Rosa

26
Out16

Está aí alguém?

Filipa

 

Olá meus amiguinhos. Pesso desculpa pela ausência mas estive doente e triste.

Tudo começou quando a minha vizinha foi á terra por motivos e calhou o vizinho vir à minha porta pedir uma mãozinha para qualquer coisa banheira. Mantenho uma relassão de pura amizade com este meu vizinho. Já sabem que frequentamos as banheiras um do outro, não podia deixá-lo dependurado, apesar de estar imenso de ocupada a criar páginas de facebook ao disparato. Como estava a dizer, fui ajudar o vizinho não sem antes agarrar nas ferramentas nesseçárias para o enfeite: um cinto de ligas [para vedar alguma fuga] meias até à cocha [para segurar os canos], vanselina [para ludibriar as juntas], velas [não foçe faltar a luz], e uns estores e uns cortinados ranhosos [foi só para a fotografia. Adoro tirar fotos a estores, cortinados e mamas].

Chiguei lá e meti mãos á obra. O meu vizinho dizia que sim, que eu tinha imenso de jeito com as mãos, que era muito habilitada, que apesar de ter 40 anos, ninguém me dava 41, é que estava mesmo impressionado com o meu jeito para este tipo de DIY cazeiro! Trabalhei no duro durante 5 minutos inteiros, estava exaustiva e entretanto a mulher dele voltou a casa porque se esqueceu do passe social e da sande de leitão que fez para a viagem. Tive de me esconder no caixote do lixo, ali apertadinha e embrulhadinha em merda doméstica e comida podre até pensei num poema que depois publico. Há locais que nos enspiram e os baldes têm esse enfeite em mim.

Adoessi. Apanhei uma malheita que ainda hoje estou cocha. Quando o meu marido [que só não foi limpar os canos ao vizinho porque ficou a escovar o gato e a areiar os ténis pás corridas] me viu deslavada no ól da entrada, ainda com uma meia enfiada pla perna e com o frasco da vanselina aberta, levou-me logo ao hospital e meteram-me em coma introduzido por causa que as dores eram muitas e eu queria era ir mandar árvores abaixo com o carro do meu pai. Durante 7 dias e três noites fiquei ali sem que ninguém conseguiçe perceber o que fazer para me salvar. Felizmente que o meu marido teve uma corrida até varsóvia, assim não precisei de me preocupar muito em mostrar ao mundo como nos amamos e somos prefeitos nem ele de afirmar que não se importava nada com este tratamento reaccionario uma vez que confia em mim. Cegamente [diz que dói menos] Um dia, o infermeiro que me ia dar o autobiótico lembrou-se que era mesmo boa ideia fazer sexo comigo. Afinal, ali estava eu, embrulhada nuns lenssóis, praticamente nua, praticamente irressistivel, só faltava mesmo uns estores, poçe perfeita para uma fotografia sexual.  Estava mesmo a pedi-las e o infermeiro deumas. Como ele já tinha ouvido falar desta terapia renovadora e decidiu pô-la em assão. Passei a tomar o antibionico de quatro em quatro horas e sexo de três em três. Como o enfermeiro estava a ficar escanzeado, chamou o colega do turno seguinte para que a corrente não se quedasse. Passado uma semana desta poçologia, já tinha praticamente a ordem dos infermeiros a tratarem-me da saúde e que bem tratada fui! Palavra empurra palavra e já tinha médicos, infermeiras e até os auxiliantes a cuidarem-me até que finalmente vim a mim própria e sai do estado comulativo. Sinseramente, este serviço nacional de saúde está cada vez pior. Devia ter vindo para casa com a indicação de não corromper o tratamento que eu sei muito bem que nestes casos mais graves uma pessoa tem de fazer o desmame, que tirar assim as terapias às pessoas até pode subir o coma à cabeça e ficar-mos malucos e eu não tive opurtunidade de desmamar nada, o meu marido tem pouco jeito para isto, coitadinho, o que vale é que nos amamos mesmo imenso e o amor, tal como o sexo em doses cavalonas e o antibiónico adecuado, cura tudo.

E vocês, como estão?

 

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