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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

16
Fev16

Eu desaprovo o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito a estares calado

Filipa

 

 

 

C4 Pedro, foi o feliz destinatário de uma carta aberta de Rita Ferro Rodrigues, através do site Capazes.pt, onde resumidamente acusa o cantor de, com esta música (o artista apagou o clip), incentivar clara e inequivocamente ao assédio sexual, à intimidação e à violência.

Eu, que já ouvi a música uma série de vezes e que de facto a considero de uma violência extrema sobretudo para os meus pobres ouvidos que fazem absolutos sacrifícios em prol deste blog, pergunto-me se não estaremos a entrar numa espiral de exageros, a banalizar o que deveria ser um assunto sério, tratado com a devida solenidade em vez usar qualquer merda para espetar o dedo e PAROU! ISSO É VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, NÃO PODE! essas pobres e eternas indefesas.

Depois deixo-me de perguntas parvas porque estou careca de saber as respostas.

 

O cantor, além de ter retirado o clip do seu facebook e pelo que me apercebo, da internet, escreveu um pedido de desculpa aos ofendidos, esclarecendo que não o fez com esse intuito, não são esses os valores e educação que os pais lhe deram -e dão- nem os que passa às quatro filhas.

 

Enerva-me esta puta desta moda de qualquer coisa ser apontada como um atentado aos direitos femininos. Eu, por exemplo -e segundo o que li no facebook do cantor- vejo duas claras vertentes na mensagem que o pobre cantor quer passar: uma educacional e outra informativa. Mas isto sou eu, que gastei um bocadinho do meu tempo a pensar, ainda era eu a feliz proprietária de todos os meus neurónios, isto é, antes de me obrigarem a ouvir aquilo.

A educacional: No final do vídeo desistem de ir atrás da moça, portanto o vídeo até desincentiva o que as senhoras da carta juram ser assédio e um claro incentivo à violência.

E a informativa: As mulheres, com o seu comportamento e na forma como assumem a emancipação -ou no caso, como não assumem- estão cada vez mais promiscuas e no entanto cada vez se ofendem mais com tudo o que lhes tilinte na alma como  violência a atentado aos seus "direitos".

Existe também a básica: não é por verem o clip que os matulões da noite vão começar a perseguir jovens donzelas feitos doidos. Até porque eles precisam é de fugir delas, acreditem em mim. mas esta além de básica, é óbvia.

 

Esta merda deste país começa a sufocar-me com tanta paneleirice, fartinha de ouvir esta merda desta música e não me sinto minimamente ofendida com a letra,  mas quando vou sair à noite com casais amigos, não sou eu a escolher o destino e calha a ser levada para sítios onde este tipo de música puxa pela bufunfa -coisa que faço com mestria ou não tivesse eu sangue africano a correr veias afora- sinto vergonha de ser mulher, as mulheres ofendem-me a essência, tal é a figura e os papéis a que se prestam. Elas próprias se humilham, perseguem os homens, assediam-nos, passo parte das noites boquiaberta com o que vejo e não me reconheço nas mulheres da minha era. Esta postura está certa porque parte de mulheres? Partindo de homens é perseguição e violação e beca beca? Há aqui alguém que está claramente em desvantagem e não, não é o "sexo fraco".

 

Entretanto a mesma senhora publica uma segunda carta, onde empunha vitoriosa, não só a retirada do vídeo como o merecido pedido de desculpa, num claro exercício de favorecimento ao feminismo de quem milita em facção oposta à liberdade.

 

Aconselhava a senhora das cartas abertas a dar uma boa vista de olhos a sítios como estes. Ou como outros, qualquer um, a noite anda um nojo.

Desconfio, isto é só uma desconfiança boba, não nos vamos agarrar a ela como se estivéssemos todos a cair, han?, que não fazia nenhuma carta aberta às mulheres.

E já agora aproveitava e dava um pezinho de dança.

Ao som de C4 Pedro. Charlie.

 

 

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