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(a maior herança que o meu pai me deixou, foi o facto de me ter mostrado de que forma a música, qualquer uma, conseguia ser a minha segunda pele. melómana assumidíssima, ouvir uma música para mim é ressuscitar o que está morto sem a ressaca do "depois". São as emoções todas embrulhadas num emaranhado estranho de palpitações, mãos a suar, calor, prazer, a cabeça e os nervos a mil. é sentir na pele o que já se sentiu no coração, na alma. é estar-se perdido sem ter saído do sítio, é viajar sem pagar bilhete. é ter a arte nas veias e o amor a esta nos pulmões.

fui ao concerto dos Metallica e, a meio, reapaixonei-me de novo por quem me disse já tantas vezes "so close, no matter how far", emocionei-me ao sentir as borboletas no estômago quando lhe respondi à mensagem com um "estou aqui" exactamente quando "a" música estava a começar, revivi a felicidade dos nossos encontros, sempre ao som de alguma música que ficará para sempre colada em mim. Desapaixonei-me graças à impossibilidade que o hoje imprime à nossa história e em apenas uma música, fui feliz, senti-me triste, voei uns bons anos lá para trás, respirei fundo, libertei-me e é isto tudo que a música é para mim: sair de mim e reviver. Ser eu outra vez, mais uma vez e as vezes que eu quiser e é esta espécie de imortalidade que faz com que a música seja a minha vida.

 

 

Amei-te, como vou amar sempre.

Para sempre.)

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