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O estranho caso da chave saltitona.*

por Filipa, em 16.03.15

Capítulo primeiro

 

 

João perscrutou toda a sala. Precisava de encontrar algo cortante, alguma coisa capaz de abrir o gato ao meio e ao mesmo tempo que deixasse uma costura perfeita. Não queria matar o bicho, queria apenas a chave. Ou talvez quisesse, o gato ou a chave?, a chave ou o gato?, a questão martelava-lhe os pensares, toldava-lhe os raciocínios.

De repente, estático, repara que num dos ricochetes, havia saltado de uma jarra de água, estilo Luís XV, em casquinha, brilhante, um espectáculo de jarra, três objectos, qual deles o melhor; uma faca de barrar Planta, uma colher e um aparelho de raios X.

Tirou do bar uma garrafa de Bushmills-Irish Whiskey. Sentou-se ao lado do gato e, comparsas, beberam o néctar em silêncio, enquanto pensavam na vida.

João esperou.

Quando o gato adormeceu, meteu mãos à obra, o tempo urgia. Maria, arrebatada pela braveza de João, paralisada de admiração e enlevo, assistia à ligeireza dos seus movimentos, de boca aberta. Em dois minutos João tinha o serviço feito, nascera para aquilo.

De mangas arregaçadas e de olhos diabólicos segurava a chave ainda molhada de sangue, elevando-a, qual troféu. Com o entusiasmo a chave escapa-se-lhe da mão, bate em mais meia dúzia de coisas espalhadas pela casa indo ricochetear, por último, no dente do siso, o esquerdo, de Maria, que se mantinha boquiaberta, remetendo-a para o interior do seu ser.

João sossega Maria. Decidem esperar que Maria cague a chave, mas Maria, que é presa de intestinos, sente-se inquieta.

Esperaram.

Quinze dias de espera solitária, de quilos de kiwis e de xarope de maçã e nada. Quando João viu que a única coisa que Maria tinha para lhe oferecer eram pequenos e intimos peidos com aroma estranho, tirou-lhe, à socapa, um RX. De perfil, o seu melhor ângulo. Não esqueceu, o amor tem destas coisas.

Encostou a chapa à janela e voilá; a chave não era cagada porque estava atrás de um olho. O esquerdo.

João procura soluções.

João lembra-se da colher.

 

capítulo terceiro

*Post feito em parceria

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15 comentários

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De NM a 16.03.2015 às 13:46

Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah como é que foi da boca para o olho criatura???
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De Filipa a 16.03.2015 às 13:47

Da mesma forma que o João abriu a barriga de um gato com uma faca de barrar manteiga.

(vai ao email, pá)
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De NM a 16.03.2015 às 14:03

O meu email morreu... Como o gato... :DDDDD
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De Filipa a 16.03.2015 às 14:04

O gato não morreu, ok?
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De margarida a 16.03.2015 às 13:46

Que bonita história de amor!
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De Filipa a 16.03.2015 às 13:47

Espera pelo desfecho :DDDDDDDDDD
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De Mirone a 16.03.2015 às 14:12

Oh pah.....
Agora tudo faz sentido!
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De A Mais Picante a 16.03.2015 às 14:17

Porque é que não puseste o link? Falta o link.
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De Filipa a 16.03.2015 às 14:19

Então não está em "continua"??
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De Filipa a 16.03.2015 às 14:19

*"continuação"
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De A Mais Picante a 16.03.2015 às 14:20

Esquece. Já vi.
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De Uva Passa a 16.03.2015 às 14:30

E esse merdelim de 15 dias (o dele, o dela e o do gato) foi pela janela, suponho...
Que porcaria.
Vou já marcar uma reunião de condomínio.
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De A Mais Picante a 16.03.2015 às 15:11

ahahahahahahah
ahahahahahahah
ahahahahhahahaah

Ai minha Santa Teresinha me valha, só agora é que eu percebi que o comentário lá no meu sítio começava aqui.

ahahahahhahahahaahah
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De Isa a 16.03.2015 às 20:21

Pérolas a porcos.
Ainda não consegui encontrar ninguém com a estrutura humorística do nosso saudoso
Manel, para responder a este tipo de piada.
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De quiescente a 17.03.2015 às 11:17

Então Filipa?!
Não fui ver o filme mas quero saber como acaba!

(romântico, espero que haja por aí um casal de passarinhos)

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