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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

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14
Ago13

Ora foda-se!

Filipa
Tinha escrito um post tão arranjadinho, tão bem pontuado, com palavras tão bem utilizadas, sem nenhum palavrão, imaginem só, onde relatava a minha experiência, com pormenores medonhos acerca do trabalho de parto em si, de como a enfermeira da MAC que me fez festinhas no cabelo durante quase todo o processo e me humedeceu os lábios com uma gaze embebida em água quando já não aguentava mais com sede, parir faz sede, fosga-se, estava capaz de beber o soro pela mangueirinha, como fui uma valente e não me queixei uma única vez das dores, e se dói, cacete, se dói!, mesmo quando não está a doer, dói, é uma dor muito complexa para vos explicar exactamente onde e o que dói,  e de como passámos tão bem a nossa primeira noite em casa, todos os três, na mesma cama, abraçadinhos uns aos outros e a pensar que a felicidade é isto, é chegar aqui e não querer mais nada, que ser mãe é chorar, chorar porque o picam, porque dão vacinas, porque lhe tiram sangue, porque o incomodam e o põem a chorar e o miúdo odeia ser medido e não percebo a necessidade de o medirem a todo o instante, e não o largam que ele está bem é aninhado, com as pernas flectidas, no meu peito, a fazer barulhinhos deliciosos e que me fazem apaixonar por ele, cada minuto, um pouco mais e se isto continua assim, onde é que vamos parar?, que nasceu tão pequenino que tive medo de lhe tocar, tive medo que tivesse que sair da maternidade e deixá-lo lá, que não saía, eles que se amanhassem, que me custa tanto acordá-lo para comer porque ele é como eu; quer é sopas e descanso, que tem a minha boca e o beicinho que faz é só assim a coisa mais espectacular do mundo e umas bochechas prontinhas a serem amarfanhadas com tanto beijo.
Tinha, mas desapareceu tudo que desde que o blogger mudou aqui umas coisas que cenas me desaparecem e até bem fixes, e ele está aqui a dormir ao meu lado e eu quero olhar para ele, decorar os seus traços, ouvir os barulhos que faz, cheirá-lo, falar com ele com uma voz infantil, aproveitá-lo, antes que o pai chegue e me comece para aqui a falar de gajas com o míudo, um conas destes que quando lhe passaram o miúdo para o braços, em plena sala de partos, se sentiu mal e com isso fez com que as atenções que supostamente deveriam estar centradas em mim, passassem a ser só dele. Um lindo espectáculo, por acaso, eu tive que esperar que me acabassem o serviço (faço uma pequena ideia da merda de trabalho que fizeram quando me coseram), porque senão o gajo ficava-se-me ali, no chão, provavelmente a estorvar, inanimado e eu era gaja para me levantar e dar-lhe uns bananos a ver se voltava a si.
Enfim.

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