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Penny Dreadful

 

 

Em primeiro lugar, deixem-me descansar-vos: não vou estragar o divertimento a ninguém. Nunca o fiz, não era agora que ia começar a armar-me em mete nojo a revelar aqui os segredos mais reveladores -hã?, isto hoje promete- maneiras que podeis sossegar.

Assim, logo à cabeça, esta série que já vai na sua terceira temporada e cujos episódios marcharam praticamente de uma assentada, é assim um arraial de gajos bons mas bons. Há muito que não via carninha da boa tão concentradinha assim em tanto episódio de fazer brilhar os olhos. Depois não são gajos dados à esquisitice, não. Marcham mulheres, marcham homens, pá, aquilo aconteceu há muito ano atrás, a tuberculose matava que se fartava, tinham de fazer pela vida. Confesso que no início fazia-me espécie, mas depois acostumei-me.

Como sempre, demorei a apanhar o comboio, que é como quem diz a perceber a essência da série, mas quando o apanhei, não mais o larguei e em tão boa hora o fiz.

Tudo aquilo que vos pode passar pela cabeça no que diz respeito ao terror, esta série tem, faz brilhar e põe nos píncaros da imaginação dos amantes do género. Entrelaça na história personagens míticas como seja o caso de lobisomens e de bruxas, de Dorian Gray, Frankenstein e até o Drácula faz parte de um enredo passado em Londres na era vitoriana, de forma absolutamente brilhante e de forma magistral mostra como a existência de uns depende da dos outros.

Pá, ó Filipa, o Drácula agora depende da existência da "vida" do Frankie!

Alguma vez vos enganei, pergunto?

Paralelamente a este cenário totalmente aterrador, temos um outro igualmente desconcertante que se funde com o anterior (não posso dizer porquê, uma chatice. Mas apetece-me muito, fiquem sabendo): o da loucura, o dos distúrbios mentais, que vem provar que por muito que se pense que sim, nunca se conhece o mal, há sempre forma de mergulhar na escuridão de um mal maior, Vanessa Ives representado pela actriz Eva Green, num papel que, quanto a mim, que ando nisto das séries há uns anos, é do caraças. Por algum motivo foi o único nome que aqui mencionei.

Raisparta a moça que me fez parar o coração umas poucas de vezes!

Sou pessoa para dizer -e já a vi há algum tempo, gosto de tomar as minhas decisões de cabeça fria- que esta é a melhor série que vi até hoje.

Felizmente que ainda está no ar. 

 

 

 

 

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9 comentários

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De Suspiro a 03.06.2016 às 14:28

Uma vez que descobri Orphan Black aqui mesmo neste blog e tornou-se uma das minhas séries preferidas, tenho mesmo de ver essa também!
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De MC a 03.06.2016 às 18:06




Também gosto imenso. Não chego ao ponto de dizer que é a melhor que vi até hoje, que eu gosto mais de coisas do estilo "Fargo". Mas é a melhor do género, sim senhora. A Eva Green é do ca-ra-ças. O Josh Hartnett também é bom (outro tipo de bom, vá). 
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De Filipa a 03.06.2016 às 18:10

Tenho queda para o terror, confesso.
Fargo matou-me ali o amor com as impossibilidades que foram surgindo. Ai, uma pista aqui, ups, tropecei noutra e de repente termina uma temporada e quando começa outra, é mesmo outra, já não tem nada a ver com a primeira.
Foi um desgosto amoroso, de facto.
Mas já ultrapassei, como não?, com isto tudo em mãos? ;)
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De Alex a 04.06.2016 às 06:38

Confesso que sou pessoa de ver muita televisão.... mas séries acompanhei algumas..Blindspot, Elementar , Os Marretas e, House of cards e  House of lies.... uma ou outra da Fox... sou mais amiga de filmes... em especial dos cine 4 e 3...pouco tempo livre.. mas a box ajuda porque mas grava... gajos bons há em todas ! Exceto nos Marretas... mas até nessa o Cocas.. não é de deitar fora... e sempre dá para associar personagens de lá às dos blogs!Image
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De Filipa a 04.06.2016 às 09:14

Os marretas!!!
Quem é que vê os marretas? Ahahhahaha
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De Inês a 04.06.2016 às 18:35

Finalmente oiço alguém falar nesta série totalmente underrated . Começava a achar que só eu é que a via.
E não, não é só o Josh Hartnett (suspiro) que me deixa colada ao ecrã; a interpretação que Eva Green tem feito de Vanessa Ives é, simplesmente, magnífica.
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De Troll a 05.06.2016 às 18:41

Só vim deixar aqui uma palavra de agradecimento. Há dois anos, vi o primeiro episódio, porque sempre tive um fraquinho pelo Hartnett e sabendo que ele ia fazer uma série não podia deixar de ver, mas a série não me puxou e deixei para canto. Mas as tuas palavras convenceram-me e resolvi rever o primeiro episódio. Já vou no quarto e estou a adorar. A Eva Green é incrível e a banda sonora da série é uma coisa do outro mundo. Eu não sou muito fã do estilo, mas fiquei rendida ao segundo episódio. Aquela cena do Dorian com a Brona e o fotógrafo é das melhores coisas que eu já vi em televisão. Por isso, muito muito obrigada, Filipa. :D
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De Filipa a 05.06.2016 às 20:13

Espera até veres Frankenstein a trabalhar!
Ou a terceira série, onde as peças começam a encaixar ;)
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De charlie a 06.06.2016 às 10:33

Eu avisei, eu avisei!!
Já comecei a terceira série, e estava a achar estranha tanta calma nesta série... Mas depois aparece-me um Drácula.. Oh meu Deus, o Drácula!!

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