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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

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Quereides séries boas? Eu dou-vos séries boas v

Junho 03, 2016

Filipa

penny.jpg

 

Penny Dreadful

 

 

Em primeiro lugar, deixem-me descansar-vos: não vou estragar o divertimento a ninguém. Nunca o fiz, não era agora que ia começar a armar-me em mete nojo a revelar aqui os segredos mais reveladores -hã?, isto hoje promete- maneiras que podeis sossegar.

Assim, logo à cabeça, esta série que já vai na sua terceira temporada e cujos episódios marcharam praticamente de uma assentada, é assim um arraial de gajos bons mas bons. Há muito que não via carninha da boa tão concentradinha assim em tanto episódio de fazer brilhar os olhos. Depois não são gajos dados à esquisitice, não. Marcham mulheres, marcham homens, pá, aquilo aconteceu há muito ano atrás, a tuberculose matava que se fartava, tinham de fazer pela vida. Confesso que no início fazia-me espécie, mas depois acostumei-me.

Como sempre, demorei a apanhar o comboio, que é como quem diz a perceber a essência da série, mas quando o apanhei, não mais o larguei e em tão boa hora o fiz.

Tudo aquilo que vos pode passar pela cabeça no que diz respeito ao terror, esta série tem, faz brilhar e põe nos píncaros da imaginação dos amantes do género. Entrelaça na história personagens míticas como seja o caso de lobisomens e de bruxas, de Dorian Gray, Frankenstein e até o Drácula faz parte de um enredo passado em Londres na era vitoriana, de forma absolutamente brilhante e de forma magistral mostra como a existência de uns depende da dos outros.

Pá, ó Filipa, o Drácula agora depende da existência da "vida" do Frankie!

Alguma vez vos enganei, pergunto?

Paralelamente a este cenário totalmente aterrador, temos um outro igualmente desconcertante que se funde com o anterior (não posso dizer porquê, uma chatice. Mas apetece-me muito, fiquem sabendo): o da loucura, o dos distúrbios mentais, que vem provar que por muito que se pense que sim, nunca se conhece o mal, há sempre forma de mergulhar na escuridão de um mal maior, Vanessa Ives representado pela actriz Eva Green, num papel que, quanto a mim, que ando nisto das séries há uns anos, é do caraças. Por algum motivo foi o único nome que aqui mencionei.

Raisparta a moça que me fez parar o coração umas poucas de vezes!

Sou pessoa para dizer -e já a vi há algum tempo, gosto de tomar as minhas decisões de cabeça fria- que esta é a melhor série que vi até hoje.

Felizmente que ainda está no ar. 

 

 

 

 

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