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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

O direito à resposta que me assiste

Setembro 01, 2015

Filipa

 

Lembram-se disto?

 

A Bad, um amor de miúda, respondeu prontamente ao meu pedido de ser a blogger do mês aqui do tasco, do mês de Julho, e mal dei conta dos primeiros acordes da sua sinfonia que era composta pela raça dos meus cães, disse logo: esta quer é conversa.

Ficou logo ali decretado por mim que eu, Filipa Brás, fervorosa militante dos cães de raça - menos dos caniches, essa raça do demónio, criada por um qualquer serial killer para que na eventualidade de não ter nada à mão com que matar as suas incautas vitimas, matava-as dos nervos com o ladrar desta merda destes cães- que havia de lhes defender a honra e explicar porque é que tooooooda a gente deveria ter pelo menos um Bulldog Francês.

O Bulldog Francês caga-se como um pastor alemão se caga, como um puddle se caga, como um yorkshire se caga, acho que já deu para se perceber a ideia. A questão é que o seu sistema digestivo é sensível e o seu dono tem de ir roubar bancos ou velhinhos, que agora até está muito na moda, para que o possa alimentar com o salmão mais puro das águas mais gélidas e virgens dos Antárcticos mais altos. Se não está disposto a isso, mame o peidinho e que lhe sirva de castigo.

Depois essa história do ressonar, meus amigos, puro exagero, o meu marido ressona, o meu marido acorda-me, acorda os putos, acorda os cães, acorda os gatos durante a noite.

Várias vezes. 

Vou abandoná-lo? Vou dá-lo para adopção? Não, dou-lhe uma mocada nos rins, ele vira-se para o outro lado e conseguimos dormir mais um pouco. Se são assim tãããããão sensíveizinhos é melhor, de facto, pensarem noutro animal doméstico. A minha cobra não acorda, por exemplo. Pensem nisso.

Os cães TODOS comem merda. Ou cócó, como diz a Bad. TODOS e SEM EXCEPÇÃO. É lá um chip torto que eles trazem, uma chatice. Uns rebolam na merda, outros comem-na, outros só dão uma lambidinha, outros uma cheiradinha, esta preferência não é exclusiva da raça. Há quem diga que é carência vitamínica, eu digo que é só estupidez, os cães são um bocado estúpidos.

Cada cão tem a sua tara e a sua mania. A minha Chanel, 

 

 

 

só quer sopas e descanso, sai mesmo à dona. Por ela, os dias eram passados entre mantas e entre comida. Não precisa de mais nada para ser feliz. Não estraga nada, não rói nada, um amorrrrr.

Já o Zé, 

 

 

20150717_105411.jpg(não se deixem enganar por este olhar meigo e sofredor. Eu deixei e olhem como estou velha e acabada) 

 

faz jus à raça, parece um boi, não pára nada, vai tudo à frente e o meu João que o diga, até voa. Já perdi a conta às taças de comida que já rebentou, às camas dele que já comeu, aos tapetes que já desfez. Ah, é cachorro. Pois...

 

Estas características não são exclusivas do subvalorizado bulldog. São características comuns a todos os cães, à excepção das físicas, claro. Estes dois parecem de raças distintas de tão diferentes que são. As únicas coisas que têm em comum são a boa disposição, a inteligência, o gosto por passear, a paixão pelos donos, pela comida e pelo sofá, a teimosia e são um bocadinho surdos.

Se calhar estou a exagerar.

São muito surdos.

Totalmente surdos.

 

E eu já não saberia viver sem eles.

 

 No Desblogue d´Elite

Publipost

Julho 02, 2015

Filipa

 
As bloggers que se deixam apanhar nas teias da publicidade pensam que detêm o monopólio nesta mania que as pessoas têm, que é a de pensar.
Acham que qualquer peido que lhes é dado a publicitar, lá porque não sai de pantufas mas sim de sola vermelha e de tacão omnipresente, é aceite sem questionar coisas tão flagrantes quanto o facto de, por exemplo, publicitarem determinado item toooooodas ao mesmo tempo. Acho curioso o timing de quem acha que a sua palavra é lei nisto de convencer o próximo. O apaneleirado e inconsequente leitor vê-se assim apanhado no meio de um patético brainstorming e é levado a crer, ingénuo, que as opiniões são genuínas e que tudo não passou de uma feliz coincidência fruto da qualidade do produto. Todas as bloggers influentes gostam do mesmo produto e calha a gostar dele todas ao mesmo tempo, é muito amor. E quando gostam todas do mesmo produto que só num determinado sítio -que todas conhecem e amam de paixão- é que é bom?, aí, meus amigos, temos um yin e um yang em perfeita comunhão, tão encaixadinhos que deixam de ser dois, numa união existente somente nos céus, em forma de asas de anjos, um perfect match que não se deve ignorar. 

Claro que a publicidade não funciona se não existir quem vá em todas as cantigas: temos do lado errado da vida, as leitoras que não podem ver um penico, aquele que a blogger enquadrou enquanto eternizava fotograficamente mais um look de merda, que entram em delírio e não descansam enquanto ela, orgulhosa porque o seu penico é o melhor de todos, lhes confessa que já é antigo, mas que conhece um sítio que...bom, o resto está ao alcance de quem lhe quiser chegar. 
No final das contas, existem leitoras/compradoras que fazem tudo isto ser uma win-win situation em vez de uma stupid situation: leitoras que precisam da internet e da influência de um desconhecido para perceber que tipo de produtos precisam, merecem este tipo de publicidade tão desleal.
Tudo está bem quando tudo acaba bem, não percebo mesmo a celeuma que este assunto ateia, de cada vez que vem à baila.
 
 
 

Os cabrões blogoesféricos

Junho 11, 2015

Filipa

Os cabrões blogoesféricos estão para certas leitoras como os cogumelos, aqueles grandes e gordos, estão para a humidade. Estão em franca expansão, alguém visionário e investidor havia de agarrar nestes gajos todos e nas massas que arrastam, e fazer um negócio qualquer. 

O pitch é rápido: normalmente são homens fisicamente desinteressantes, porém com alguma sapiência, há que dizê-lo com algum despudor. Ora, estando na posse da útil e perigosa informação de que a mulher se apaixona pelo que ouve/lê, está bom de perceber que está a puta armada. O cabrão blogoesférico não tem planos para deixar de ser virtual, pode parecer um tarolo à vontade, um trolha de palito na boca e unha mindinha nas alcagoitas, que tal não influencia em nada a sua fama. Regra geral não é solteiro mas virtualmente vale tudo por um twist que lhe alegre a prevertida blogoexistência e diverte-se com isto de brincar com tontas deslumbradas, as tais leitoras. Fervorosas militantes, não deixam passar um post em branco, tendo o extremo cuidado de não serem as primeiras a comentar para não parecerem demasiado desesperadas. Concordantes, só lêem maravilhas onde os outros reviram os olhos, encolhem os ombros e vão à sua vida. O cabrão blogoesférico alimenta-se destas pequenas demonstrações de afecto, vive de suspiros e afagos ao seu pequeno ego e cresce perante a possibilidade de perder o controlo que julga deter sobre as suas comentadoras. Gosta de ser vago quando troca emails e/ou comentários com as suas afagadoras de topo; é uma pequena vitória para elas, um grande passo para a condição feminina no geral, uma resposta do rei dos blogues, em que este diz uma merda qualquer que na maioria das vezes não é percebido muito bem, mas o que é que isso interessa? O mistério dá cabo da cabeça à mulheres, já se sabe. Pode ser uma merda, mas se estiver envolto nalgum mistério e num papel de embrulho mais-ou-menos, está tudo lixado, já não há descanso. 

Não chega a pisar o risco, nem quer, tem tudo muito bem definido; é cabrão mas tem cu e já se sabe que quem tem cu lá terá que ter medo. Afinal, o objectivo não é a real conquista, é a virtual. Só precisa de saber que consegue arrancar suspiros às mulheres, que exerce fascínios, que lhe digam como escreve bem e é enigmático, que elas associam tudo o que ele mostra a uma imagem de adónis, isto basta-lhe. E elas, pronto, elas fazem aquilo que as mulheres fazem quando se deslumbram: castelos na areia, em bases absolutamente estúpidas e infantis. 

A culpa é das mulheres, será essa a conclusão premente, perguntam-me? 

Respondo-vos clara e inequivocamente como é, aliás, meu apanágio: pá, sim e não. As mulheres são só parvas e os cabrões blogoesféricos, mais dia menos dia vão ter mesmo de perceber que isto de não foder nem sair de cima não tem graça nenhuma. Afinal, até os freaks têm limites.

 

No Desblogue d´Elite

As tatuagens e a eterna estupidez

Junho 04, 2015

Filipa

 

 

blogger-image--75860197.jpg

O único problema das pessoas que têm tatuagens, são as pessoas que acham que elas se deviam arrepender, em alguma altura da vida, de as terem feito. Se o incauto leitor tem tatuagens e ainda não se arrependeu, deve estar para breve. Invariavelmente há-de arrepender-se. Mesmo que ache que vai conviver bem com as suas próprias escolhas, não vai. As pessoas que são contra as tatuagens dizem que vai e já se sabe como é que este tipo de gente é e em que mundinho decidiram viver. E essas pessoas dizem muita coisa acerca das tatuagens que acham que quem se tatua quer ouvir, apesar de não. Acham por exemplo que quando formos velhinhos (reparem como me incluo no melhor grupo) e cheios de peles, vamos ficar ridículos e vamos, lá está, torcer a orelha por tanto devaneio juvenil, se tem alguma lógica um velho tatuado, que vergonha. As pessoas que não concordam existir quem queira marcar o corpo que por mero acaso é delas, dizem que quem se tatua em novo não se lembra que chega a velho. E que depois é que vão ser elas. Parece que quando os tatuados chegam a velhos, algo de grave acontece e a culpa é toda nossa. Jogo as minhas fichas para:

ou é-nos vetado o acesso ao lares mais jeitosos ou então, já sei!, não há cá médico de família para ninguém. Devíamos pensar nisto, a velhice está mesmo ali ao virar da esquina e depois sempre quero ver se vão ter a coragem de dizer que ninguém vos avisou que o futuro é uma merda para quem é tatuado.

Como estava a dizer, o nosso único problema, são estas pessoas e as suas respectivas ideias castradoras e preconceituosas, que desrespeitam a forma de estar dos outros. Ah, claro, e o enfado que esta merda nos causa. Felizmente que o enfado nos dá para ignorar estas matracas e ostentamos, orgulhosamente a tela onde decidimos gravar o que de melhor que a vida nos vai dando. Mesmo aqueles seres estranhos que decidem tatuar cenas tribais no fundo das costas, ou golfinhos ou fadinhas ou assim. Até estes, por incrível e injusto que possa parecer, têm direito à vida.

Em velhos?, em velhos vamos simplesmente agradecer. É que a memória também envelhece, não sei se sabem. Nós teremos sempre, até ao último pestanejo, toda a nossa vida bem presente.

 

No Desblogue d´Elite

 

 

 

Finalmente

Maio 21, 2015

Filipa

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