Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

O estranho caso do intestino anti-monárquico

Setembro 13, 2017

Filipa

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez sentiu dentro de si algo que nunca dantes havia sentido. Por diversas vezes comera aquele molho aioli a acompanhar o bacalhau desidratado que tanto adorava e jamais os seus íntimos se haviam revoltado daquela forma. José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez pensou que talvez tivesse sido do vinho. Aos poucos a paisagem começava a não acompanhar aquilo que os seus olhos viam. Gotas começavam a escorrer pela testa de José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez. Teria sido aquilo uma tontura? José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez era capaz de jurar que sim. O corpo de José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez lançava avisos de que o desígnio estava para breve, que talvez não fosse má ideia parar o seu Mercedes GLE Coupé AMG 63 S que tinha sido oferta de seu pai António José Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez por altura do seu noivado com Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez. Moça de excelente berço, com curso de advocacia e decoradora de pratos. Na realidade, do seu curso, apenas se lembra de quantas cadeiras tinha, o resto foi o seu pai Jacinto Patrício Cláudio de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara que tratou de tudo. Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez, herdou, por ocasião da conclusão do seu curso e por ter conseguido estacionar o seu carro em espinha à primeira e depois de dez anos de detentora de carta de condução, uma cozinheira de família, de seu nome Balbina que, por motivos desconhecidos, não morre de amores por José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez, muito menos delirava com a ideia do noivado deste com a sua Senhora Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez. E era desta cozinheira que José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez suspeitava. De cada vez que José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez jantava em casa da família Toledo Alcântara, algo nele periclitava. Algo nele tinha aflição por se libertar, ansiava desbravar por caminhos claros, por ser livre. Esta noite não estava a ser diferente. 

Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez olhava pela janela e seguia as primeiras gotas de chuva que o Outono trazia. Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez era feliz. De casamento marcado com o melhor partido da sociedade, uma profissão que muito lhe agradava, apesar de ter hesitado entre advocacia e gestão, mas os pais acharam que advocacia ficava muito mais bonito num curriculum e no social,  pois que não é todo o curso que assim à partida lhe garantia o título de Senhora Doutora com a eventualidade de um meritíssimo, num futuro que embora sabendo que não se iria concretizar, sempre estaria lá como hipótese. Mas nessa noite, como em muitas outras, José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez saiu apressado logo após o jantar feito por Balbina. Mal se despediu. Reparou que José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez estava esbranquiçado e transpirava. Suspirou e resignada lembrou-se dos ensinamentos de sua mãezinha: um homem não é de uma mulher só.

Por esta altura já José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez tinha retirado do seu blazer de couro de cabra Bagot, um lenço de seda Mulberry, devidamente bordado com a inicial dos seus quatro primeiros nomes em ponto rococó, que sua mãe Elisabete Eduarda Espadinha Vinhedo de Alencastre Peralta Herédia Rodriguez bordara aquando a feitura de seu enxoval, e limpava a sua real testa que pingava reais pingas de suor enquanto o seu sistema digestivo o avisava que o holocausto não tardava.

Nesse momento, no écran do seu telemóvel, piscava o nome de seu pai, Victor Pedro Alvarenga Villalba Peralta Herédia Rodriguez. Decerto que seu pai o haveria de querer convidar a fumar uns Cohiba e beber uns conhaques, mas José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez, estava às voltas com as suas entranhas, elas próprias cheias de vontade própria, enquanto maldizia o tempero de Balbina, cozinheira de sua futura esposa, Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez, olhava para o lencinho, já ensopado em suor, com outros olhos. Com olhos de quem não aguenta muito mais o poder da natureza e é então que decide parar, sai do seu Mercedes GLE Coupé AMG 63 S, abre muito os olhos, como quem está a ter uma epifania ayurvédica e diz:

 

AI ELISABETE EDUARDA ESPADINHA VINHEDO DE ALENCASTRE PERALTA HERÉDIA RODRIGUEZ QUE ME CAGO TODO!!!

 

(E agora passo a bola à Isa, que de certezinha vai dar o seguimento mais que merecido a este estranho caso e quiçá, passá-lo a bloggers que... vocês sabem)

Estava eu aqui sem bicas para tirar nem pastéis de nata para servir

Junho 05, 2017

Filipa

quando a querida picante me nomeou para um movimento criado pelo querido pipoco *suspiro* que visava estreitar e/ou fortalecer relações entre a blogovizinhança e em verdade vos digo, nunca na vida vi coisa tão porreira, isto é que foi diversão a valer!

Prática como sou e em êxtase com tamanha diversão, decidi juntar a ideia de merda da querida picante mais a ideia de merda do querido pipoco *suspiro* e, pese embora o facto das evidências me mostrarem continuamente que a soma de tanta ideia de merda destes dois dá zero, decidi não só aderir em força lá àquilo da irmandade blogoesférica como me senti profusa e profundamente inspirada. Daí à criação de um novo movimento, o do "blogue sem tomates" para quem o demonstra com o maior dos orgulhos, foi um tirinho.

Ora, se há criatura que goste de estreitar cenas, sou eu e há lá melhor maneira de estreitar a relação entre mim e a querida picante senão a de a renomear?

querida picante, não deixe nunca esse seu registo tão denotativo do seu carácter bem como do seu berço. Adoro muito quando acorda fina e com educação, quase que apanha a malta na curva. É um colírio do caralho quando se desmancha em palavras polidinhas. Tanto que os que a lêem, os que estão no patamar mais abaixo, está a ver?, juram a pés juntos que a querida é incapaz de dizer uma palavrinha fora do eixo. Toda a gente sabe que dizer palavrões é too much Buraca e a querida picante além de pertencer à parte nobre da vida, teve educação. As mesas que põe são a prova disso (se pensasteis que era para vos esfregar na tromba o guito que gastou nelas, sois maus, carai)

Admiro-lhe imenso a imaginação com que alimenta o seu blog. Criativo, escrita escorreita e elegante, não é de admirar que tenha tantas seguidoras que, na ânsia de serem as primeiras a comentarem-lhe o blog, até se esquecem de se logarem, vai de anónimo mesmo, vale tudo para chegar em primeiro lugar à querida picante. Majestosa a forma como trata os seus anónimos, sempre com uma palavra amiga, dócil, paciente. Quando for grande também quero falar assim sozinha. A bondade que mostra quando apaga posts apenas porque os visados decidiram implicar com ela e ficaram para ali todos magoados e tristes apenas porque alguém decidiu escrever umas verdades bem boas. Uns conas, a castrar a artista!

As capas que veste, as caras que mostra ter, resumindo, admiro-a por conseguir ser tão politicamente correcta e tão naturalmente incorrecta. A trabalheira que esta merda deve dar!

Faz falta, querida picante, não nos deixe nunca. Para si, o meu melhor selinho, com amor:

 

Selo Filipa Brás.N.png

 

 

Agora o meu movimento. As regras são simples: nomeiam-se todos blogues que se achem necessários, aqueles cujos autores se esqueceram, por algum motivo, dos tomates algures ou até mesmo aqueles que já nasceram sem eles. Os que por não os usarem ou não saberem usar, trocaram-nos por bens perecíveis, podem também nomear os que ainda acalentam o sonho de os ver florescer ou até mesmo os que juram que sim, os tomates estão lá, são grandes e bonitos, mas só eles é que os vêem, lá no mundinho deles que é pequenino e decorado a preceito.

Depois é preciso deixar uma mensagem bonita ao destomatado em questão, para que o sortudo saiba que embarcou nesta maravilhosa aventura que é a de mostrar ao mundo que não tem tomates, que não passa de um eunuco da verticalidade. O mundo precisa de saber onde é que esta gente enfia os tomates ou o que raio faz quando precisam de mostrar que os têm.

Escolhi esta:

Foste a(o) feliz contemplada(o) com um carimbo do "blog sem tomates, mas com muito orgulho!" A blogoesfera conta contigo para lhe mostrares quantos mais pares de tomates andam por aí aos pontapés, perdidos e órfãos. A sociedade precisa de saber sobre este flagelo, ´bora participar? Não vais querer ser o tomate podre a quebrar a corrente, pois não?, chega de maltratar os tomates, tadinhos...

 

Os meus nomeados, são:

 

http://palmierencoberto.blogspot.pt

http://calmacomoandor.blogspot.pt

http://mirone.blogspot.pt

http://nananinananão.blogspot.pt

http://aiéstãolinda.blogspo.pt

 

 

e já se sabe que esta lista estará em constante actualização que esta merda de ter tomates é coisa para estar em vias de extinção.

 

Não tenho tido muito tempo para estas coisas da bloga, mas até o meu pouco é o suficiente*

Maio 02, 2017

Filipa

Minhas leitoras mais lindas que tanto clamaram pela minha presença, eis-me, ainda que num tirinho, com boas novas.

Em primeiro lugar, não me esqueci do meu papel nesta hecatombe que é o mundo dos blogues, que é o de vos mostrar em que produtinhos milagrosos/ maquilhagem/ e tudo quanto faz uma gaja verdadeiramente feliz, haveis de gastar o vosso rico dinheirinho. Nesta senda, ando há um ror de tempo a sujeitar a minha pele delicada e de berço, a tudo o que é rotina de beleza bidiária com itens que estão ao alcance de qualquer borra-botas, por forma a que toda a clientela possa deslumbrar com a sua tez imaculada e per-fei-ta.

Me aguardem, por favor, que já sabem que gosto de falar das coisas com propriedade. 

Enquanto esse dia chega e não chega, decidi -e para juntar à colecção de movimentos já criados por mim- iniciar aqui e agora um novo movimento que por acaso já me andava a habitar as vontades para lá de um peidinho de tempo, o movimento:

 

 

"Por qué no te callas?"

 

Há muito que ler alguns blogues tem um efeito em mim de um Zolpidem mas em bom. Dez minutos deste penoso exercício e rapidamente afundo num sono profundo. Não é que não aprecie a facilidade com que o enfado me empurra para o sono dos justos, ou a rapidez com que o tédio me põe a bocejar, mas antes que estes bloggers, os chatos como a porra, nos arrastem para este lodo que é o fastio com que nos pautam as vidas, achei por bem lançar este significativo movimento, por forma a que este flagelo se extinga.

Eis a minha contribuição:

 

pntc1.jpg

 

Quem se junta?

 

 

 

 

 

*citação minha, não a copiei ao pipoco do Facebook.

 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D