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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

09
Nov15

Ainda há coisas que me escapam nisto dos blogues

Filipa

 

Por exemplo, aquela linha fininha que separa do que pode e do que não pode. É que eu ainda ando a aprender, não sei se me estão a acompanhar.

Por exemplo, eu já percebi que não se pode gozar com pessoas doentes. Não importa do quê. As pessoas doentes, por algum motivo que me ultrapassa, podem escrever sobre tudo e mais um par de tomates, não importa o quê. Estão libertas de qualquer noção de ridículo, podem escrever à vontadinha e a nós, pessoas do bem e compreensivas, cabe-nos compreender, aceitar e ir às nossas vidinhas, mesmo que fiquemos com a sensação que as coisas estão assim um bocadinho em desequilíbrio, sobretudo para o lado das pessoas sãs.

Isto eu já percebi.

O que eu ainda não percebi e é aqui que eu preciso da vossa ajuda, é o seguinte:

Como é que há gajas que nos seus blogues arrasam com os grupos de bloggers frustradas e maldosas, autênticas bullys (que ainda não sabiam do protocolo acima referido) em posts absolutamente, como direi isto sem ofender susceptibilidades...?, chatos como a merda, e de seguida, publicam posts a gozar com quem é intelectualmente inferior, i.e, praticamente analfabetos, tendo em conta a inferioridade intelectual com que a blogger em causa nos brinda tooooooodo o cabrão do santo dia. E quando eu digo todo o dia, é mesmo todo, acreditem.

Todo.

É que estas tendências altruístas e filantropas, são as mesmas que queimam as bruxas, invejosas, com falta de amor em casa, imbecis e raivosas, em praça pública, e isso deixa-me assim um bocadinho confusa e eu confusa sou pior do que o deus me livre, não têm noção.

Por acaso aquela mulherzinha, quando se riu imeeeeenso com o desconhecimento que uma criatura mostrou ter da língua portuguesa ao escrever acerca de um desamor, se lembrou que ela podia muito bem estar em depressão? Será que não viu que a pobre alma estava, claramente em sofrimento amoroso e toda a gente sabe que o amor dói, porra, se dói, arrisco a dizer que dói mais do que parir, só alguém sem alma é que não tem compaixão por alguém com o coração em sangue. Depois, bom, depois o céu, que é como quem diz, a nossa bondade não tem limites: a pessoa pode ter escrito aquele desabafo a meio de um ataque de choro, a meio de um surto mais agressivo, a meio de tudo ao mesmo tempo, pode ter apanhado um pifo e ter ido desabafar para o facebook, ou pode, simplesmente não ter tido possibilidades de ter estudado. Calhando, teve de começar a vergar a mola desde cedo e, vai daí expressa-se como sabe. Um analfabeto também sente. E tem o  direito de expressar o que sente. Como sabe. Ora que caralho.

Esta "moral" selectiva baralha-me os loiros neurónios, caramba. Se por um lado a expressão livre de sentimentos de uns é defendida com unhas e dentes, por outro, arrasta pela lama do embaraço a de outros e isso confunde as bullys e as bullys andam drenadas com estas questões:

afinal isto de se gozar com determinado assunto é tudo uma questão de se ser hipocritamente tendenciosa, não é? percebi tudo bem desta vez, não percebi?

 

 

 

Post com dedinho de uma boa amiga. Obrigada, pá.

 

29
Out14

Como se chama

Filipa
Estou um pouco confusa, isto dos quarenta confunde uma pessoa, preciso que me ajudem a encontrar a palavra que está mesmo aqui debaixo da língua, mas que não vejo jeitos de ela sair. Como se chama quando um funcionário de um banco, ao ver que o nome do portador que consta no cheque que eu quero levantar, não coincide com a assinatura que o mesmo tem no seu próprio cartão de cidadão e que usou ao endossar o dito cheque, (o meu gajo assina com nome e apelido, e preencheram o cheque com o nome completo ), me diz que além de não precisar do cartão de cidadão da pessoa, a assinatura, a tal que também consta no documento de identificação, é inválida por estar incompleta (pelos vistos agora é função da banca decidir se o cidadão assina o seu próprio documento identificativo com o nome completo ou como ele próprio entender) e que para levantar o dinheiro preciso de duas assinaturas, iguais à que constam no cabrão do cheque, uma em cima da que já lá está e outra por baixo.
Até aqui chamo eu de burrice, mas isso sou eu, que não percebo nada de cheques.
Como se chama, estava eu a perguntar, quando um funcionário de um banco, perante todo este cenário que ele próprio criou, me diz que "se quiser ir lá fora um bocadinho e entrar com as assinaturas que precisa...elas têm é de aparecer, como, não sei, não pode é ser à minha frente..."?

22
Set14

Não trago boas notícias

Filipa
O meu dente do siso, esta coisa absolutamente inútil que até faz lembrar certos anónimos; não servem particularmente para nada, a não ser para incomodar e dar algum trabalho, como estava a dizer, vai ter que ser arrancado. Tanta palavra menos dorida que se podia utilizar para descrever o processo, assim de repente lembro-me de subtrair, remover, retirar, eu sei lá, a dor já não me deixa pensar, mas não, é logo "arrancar", só a palavra dói, eu não aguento. Foram alguns anos de apática convivência. Ele ali a fazer nada, e eu aqui a dar-lhe a melhor atenção do mundo, com a melhores pastas dentífricas, os fios dentais mais mentolados, os elixires mais bombásticos, mas mesmo assim não chegou, este menino vai à vida que na minha boca, sã e luzidia, não há espaço para dentes que se fazem valer pela dor, pelo desconforto e pela ingratidão. Só eu é Deus é que sabemos a ginástica que eu tinha de fazer para chegar com a artilharia da limpeza àqueles estafermos do fundo, que até parece que se escondem só para dificultar o processo, os grandes cabrões. Eu, Deus e o meu gajo, que não achava normal a minha obsessão por estes dentes em particular. Três dias de um sofrimento sem igual chegaram, para lhe pôr fim aos dias de glória. Eu, que sou uma maricas de primeira, estou apavorada, em pânico sobretudo com as histórias que ouço, de anestesias gerais, de dor profunda e contínua, nem durmo, vocês sabem lá, está bem que as dores não deixam, mas não durmo e isso é o que interessa. Foi mais ou menos como quando o meu puto estava prestes a nascer; às tantas não sabia se ia dar à luz se ia para uma mesa de tortura medieval. As pessoas contavam-me histórias de absoluto terror e eu, que não sabia para o que ia, só desejava que me fizessem um funeral bonito, cheio de margaridas, pessoas bem vestidas e rock do bom. O sentimento de agora com a história do dente, é o mesmo de então.
Digam-me, também há finais felizes, nisto, de arrancar dentes do siso, pois há?

Para consulta em caso de necessidade

Cenas da Carla

Anita

No sapo também os há

Coisas do existencial

Dos blogues