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Dúvidas Cor de Rosa

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Um blog extremamente fofinho e quase sempre zen.

Dúvidas Cor de Rosa

16
Mai17

No peso errado

Carla, a empregada doméstica

Ás veses não mapetesse lembrar de nada. Apenas arrecordar-me de tudo.

O futuro já foi, o passado está por advir, resta o resto, arrecordemos as recordações e leccione-mos as lições e comamos os melões.

Sinto calor, mas a minha pele sente sente sente sente frio.

Alguém feche a janela.

Alguém feche a porta.

meta uns choriços porde baixo das portas.

Uma acoberta?

Um bocado da acoberta é tua mas há muito dela que é tua. Ou teu. Ou será que um bocado teu é que é da merda do cobertor? Ou um bocado de mim arrolada na acoberta que é da cheese longa? Ou teu que é meu que é nosso mas nunca deles?

Vinho tinto.

A mais.

Ou então é um pedasso da minha mente que não pesa os pesos que se entrega.

Dizes que afinal o vinho é branco, inscreves-me nos AA e dizes que nem o vinho nem a minha loucura teem teem teem teem teem explicação: o vinho nunca chega para o que quero, serve apenas para regar os pipis e as amoelas.

merda.

 

13
Mar17

Chiguei do meu aucílio, amiguinhos!!

Carla, a empregada doméstica

E chiguei num tininho, apenas para vos dizer que as pessoas baichas podem fazer coisas altas e nunca serão homogenizadas, já diz o António Tordo. Tudo significa alguma coisa e alguma coisas significa papel hijiénico mas agora fora de brincadeiras, como raio me borrei toda se o papel estava ali ao pé da mão mais à mão? Como, do nada, sem uma bufa embandeirada e sem um esticão mal dado?

Agora fiquem aí a desdobrarem-se sobre isto que eu vou ali esfregar um roda-ao-pé.

 

06
Dez16

Ao meu amor

Filipa
"Vou vadear

Vou Vadear
Até que minhas coxas sejam embebidas em flores ardentes
Vou tomar o sol na minha boca
E saltar para o ar maduro
Vivo
Com os olhos fechados
Correr contra a escuridão
Nas curvas de sono do meu corpo
Entrará em dedos de mestria suave
Com castidade de mar-meninas
Vou completar o mistério
Da minha carne
eu vou ascender
Depois de mil anos
Lipping
flores
E colocar meus dentes na prata da lua"



Tradussão do poema de E.E. Cummings, "I Like My Body When
It Is With Your
", que grassas aos meus estudos consegui traduzir
uma vez que o meu amor não perssebe línguas.

Parabéns amor pelo noço casamento imaginário.
amo-te-nos-vos-eles.

15
Nov16

Poesia a metre XXILCS

Filipa

poesia.jpg

 

 
Curjetes & pepinos:
 
Um traque tem o ifeito do fermento num bolo de micró-ondas: imbebeda. Por isso prefiro carros de mudanças automáticas, e antes um gole de cerveja mole, que meia rua dura.
Nasci açim, aluada. Ou mostro tudo logo, à partida, ou guardo pra mais tarde, quando grito "surpreeeeeeeeeeeeesa!".
Já tive muitas experiências de vida, já passei por muita coisa, inclusiver possas de lama e cocós de cães de rassa.
Já palminhei muita loja á procura da porra de um cadeirão cor-de-rosa, já comi um bolo rei que vinha sem brinde e sushi sem peiche cru, muito do que senti e vivi, nunca ninguém saberá.
Já passei pelos pacinhos do Algarve.
Se a noite é fria, eu repiu-me. Se o dia me dá calor, faço alimonada. Se encontro pedras no meu caminho, mandoas a quem não existe. Se aquele muro não me sai da frente, aplico-lhe uns golpes bem bons de xong xui fun para o de mover.
Já foram des contra mim, nas ruas, nas lombas e nas contra-curvas mas não tombei. Porque a mim ninguém derruba, que sou comós vidros duplos e aqui não passa nada.
Sou o que sou e eu é que sei. Não relevo, não revelo, não nada.
Da minha solidão nas paragens de autocarros e nas ruas da amargura, eu é que sei.
Todos temos um lado do corpo diferente do outro, não sou exsseção. Mas sou especial por causa do cérebro.
E das ancas.
Gosto de ti.
Queres-me?
Se sim, pisca o olho.
O direito.
Aquele ao lado do esquerdo.
E embaixo da supransselha.
 
26
Out16

Está aí alguém?

Filipa

 

Olá meus amiguinhos. Pesso desculpa pela ausência mas estive doente e triste.

Tudo começou quando a minha vizinha foi á terra por motivos e calhou o vizinho vir à minha porta pedir uma mãozinha para qualquer coisa banheira. Mantenho uma relassão de pura amizade com este meu vizinho. Já sabem que frequentamos as banheiras um do outro, não podia deixá-lo dependurado, apesar de estar imenso de ocupada a criar páginas de facebook ao disparato. Como estava a dizer, fui ajudar o vizinho não sem antes agarrar nas ferramentas nesseçárias para o enfeite: um cinto de ligas [para vedar alguma fuga] meias até à cocha [para segurar os canos], vanselina [para ludibriar as juntas], velas [não foçe faltar a luz], e uns estores e uns cortinados ranhosos [foi só para a fotografia. Adoro tirar fotos a estores, cortinados e mamas].

Chiguei lá e meti mãos á obra. O meu vizinho dizia que sim, que eu tinha imenso de jeito com as mãos, que era muito habilitada, que apesar de ter 40 anos, ninguém me dava 41, é que estava mesmo impressionado com o meu jeito para este tipo de DIY cazeiro! Trabalhei no duro durante 5 minutos inteiros, estava exaustiva e entretanto a mulher dele voltou a casa porque se esqueceu do passe social e da sande de leitão que fez para a viagem. Tive de me esconder no caixote do lixo, ali apertadinha e embrulhadinha em merda doméstica e comida podre até pensei num poema que depois publico. Há locais que nos enspiram e os baldes têm esse enfeite em mim.

Adoessi. Apanhei uma malheita que ainda hoje estou cocha. Quando o meu marido [que só não foi limpar os canos ao vizinho porque ficou a escovar o gato e a areiar os ténis pás corridas] me viu deslavada no ól da entrada, ainda com uma meia enfiada pla perna e com o frasco da vanselina aberta, levou-me logo ao hospital e meteram-me em coma introduzido por causa que as dores eram muitas e eu queria era ir mandar árvores abaixo com o carro do meu pai. Durante 7 dias e três noites fiquei ali sem que ninguém conseguiçe perceber o que fazer para me salvar. Felizmente que o meu marido teve uma corrida até varsóvia, assim não precisei de me preocupar muito em mostrar ao mundo como nos amamos e somos prefeitos nem ele de afirmar que não se importava nada com este tratamento reaccionario uma vez que confia em mim. Cegamente [diz que dói menos] Um dia, o infermeiro que me ia dar o autobiótico lembrou-se que era mesmo boa ideia fazer sexo comigo. Afinal, ali estava eu, embrulhada nuns lenssóis, praticamente nua, praticamente irressistivel, só faltava mesmo uns estores, poçe perfeita para uma fotografia sexual.  Estava mesmo a pedi-las e o infermeiro deumas. Como ele já tinha ouvido falar desta terapia renovadora e decidiu pô-la em assão. Passei a tomar o antibionico de quatro em quatro horas e sexo de três em três. Como o enfermeiro estava a ficar escanzeado, chamou o colega do turno seguinte para que a corrente não se quedasse. Passado uma semana desta poçologia, já tinha praticamente a ordem dos infermeiros a tratarem-me da saúde e que bem tratada fui! Palavra empurra palavra e já tinha médicos, infermeiras e até os auxiliantes a cuidarem-me até que finalmente vim a mim própria e sai do estado comulativo. Sinseramente, este serviço nacional de saúde está cada vez pior. Devia ter vindo para casa com a indicação de não corromper o tratamento que eu sei muito bem que nestes casos mais graves uma pessoa tem de fazer o desmame, que tirar assim as terapias às pessoas até pode subir o coma à cabeça e ficar-mos malucos e eu não tive opurtunidade de desmamar nada, o meu marido tem pouco jeito para isto, coitadinho, o que vale é que nos amamos mesmo imenso e o amor, tal como o sexo em doses cavalonas e o antibiónico adecuado, cura tudo.

E vocês, como estão?

 

24
Jun16

O que vos parece?

Filipa

Sempre ouvi as outras pessoas dizerem -às vezes também ouço os cães e os gatos, mas como não sou do TRAM ou lá o que é aquela gente estranha, perfiro falar de pessoas como a gente- que temos que gostar dos outros primeiro antes de gostar-mos de nós e eu discordo só porque me apetece. Não é assim por nenhuma razão válida nem nada, é só porque acho que sou muito á frente porque sou imensamente única e patenteada e assim. No outro dia aconteceu achar o contrário que era gostar de mim antes de gostar dos outros, mas para que os meus seguidores putanheiros e os punhateiros também -tadinhos- me levarem assério, fingi que não, bati o pé, refrutei imenso e com argumetros incríveis: se eu tiver alguém que goste de mim, fico com esse bocadinho do coração livre para gostar de fotos minhas das minhas mamas a darem-me cabo dos joelhos, por ezemplo. Ou de passadeiras. É que uma pessoa pode ter uma caixa torácica grande mas não estou a ver caber isto tudo lá  dentro, não é? 

Por isso hoje eu acho que não tenho de gostar de mim para os outros gostarem de mim por causa que gosto de mim mesmo se alguém não gostar de mim se não gostar de mim eu não gosto à mesma de ninguém se eu não gostar de ninguém, ninguém gostará de mim e se gostar de toda a gente toda a gente gosta de toda a gente menos de mim porque não tenho que gostar de mim.

Credo, até me faltou o ar. Agora tenho de ir pôr a máscara, pronto.

 

23
Jun16

Uma das minhas cadeiras do curse é a psicologia interior invertida imortal incarpado

Filipa

E é nesta mesma cadeira que temos de nos dobrar sobre as coisas que nos apuquentam verdadeiramente e mais tarde debatê-las em debates.

Desta vez decidi falar de pernas por causa que acho mais importantes que os braços. Nunca vi ninguém andar com os braços, mas já vi pessoas a abrir e a fechar pernas, por exemplo.

É engarçado como achamos garça às nossas pernas. somos agradecidos por as termos-as, sem elas tinhamos de andar de moletas ou de cadeira de rodas ou até mesmo de outras coisas, mas por vezes as nossas próprias pernas esgotam-se, esmereçem, apesar de lhes dezer-mos para irem só até ali, mais além.


Será por isto que as pessoas bebem e se drogam? 

Acho que as associações deviam começar por aqui, nas reuniões dos anónimos, verificarem se os aditivos tinham as duas pernas porque o problema pode estar aí e só deixavam entrar essas pessoas. Os portadores de todas as pernas ficavam à porta porque iam só desperdiçar recursos e assim.

 

Eu tenho as duas pernas.

Eu corro.

Eu busco.

Eu faço o 4.

Eu faço a espargata.

Por isso é que não me drogo nem bebo nem dou despesas nem dores de cabeça ao estado português.

E vocês, drogam-se ou bebem por causa que as vossas pernas não vão ali?

 

 

20
Jun16

A minha alma e eu estamos aparvalhonas

Filipa

Então não é que entrei no carro -agora sou adevogada, tenho de manter o instituto, não é?- para ir para o curse de psicologia animal, seguido do curse de Latim, seguido do curse de línguas, seguido do curse de escrita recriativa -avemos de falar disto mais lá para afrente cagora não tenho tempo- seguido do exame oral para a licenciatura -a sexta- em direito e quando calhou olhar para o espelho retrospector esquerdo vejo que este está cheio de belor?

 

teia.jpg

 

Ai mas que nojo, fiquei logo mal indisposta, vocês não me digam que os senhores do stander não me avisaram que devia deixar os espelhos retrospectores no frigorífico para não se estragarem e que isto agora vai começar a cheiral mal e assim??

E agora?

 

Cenas cá da malta

Para consulta em caso de necessidade

Cenas da Carla

Anita

No sapo também os há

Coisas do existencial

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