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Levo o sobrinho à escola, como sempre. Chegamos ao portão e observo umas movimentações atípicas, pais de boca aberta, o pânico instalado, agarrei na mão do puto, puxei-o para mim, não fosse rebentar ali uma guerra.

De manhã as aulas estavam asseguradas mas de tarde pediam o favor de ligar a ver.

Eu chego a meio desta directriz e pergunto o que se passa. Diz-me logo a senhora que há greve e, parecia que adivinhava, não somos obrigados a avisar.

Suspiro. Calma, Filipa. Olha os senhores do blog que depois te acusam de ser um mau exemplo para a criança. Conta até dez. Já está? Pronto, já passou.

Ligo à hora de almoço e ninguém atende. Ligo, ligo e torno a ligar e nada.

Decido ir lá e pergunto se o número está correcto. Diz que sim, mas não são obrigados a atender o telefone porque estão a trabalhar. 

Pessoas que prejudicam os outros com as putas das greves, sobretudo às que calham coladas aos fins-de-semana, pergunto:

E no cu, gostam?

 

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24 comentários

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De Lulu a 20.02.2015 às 15:46

Se não gostarem é muito melhor.
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De pipinhaeheh a 20.02.2015 às 16:04

Pois na escola dos meus filhos os putos vieram todos para trás, portas fechadas. Não interessa se os miúdos se levantaram cedo quando não havia necessidade, se os pais foram apanhados desprevenidos e chegaram atrasados ao emprego para arranjar quem tome conta dos putos, ou na impossibilidade disto, faltaram ao emprego, isso agora não interessa anda.
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De Anónimo a 20.02.2015 às 16:47

Cuidado, Filipa, cuidado. Não é politicamente correcto dizer-se que se é contra as greves, em Portugal temos todos que ser a favor das lutas das classes trabalhadoras oprimidas. Não podes ser contra, é como aquela coisa do Charlie Hebdo, temos todos que dizer que estamos do lado de caricaturistas que gozavam a torto e a direito, senão os gozados somos nós.
Cuidado que ainda se põem para aqui a dizer coisas de ti e depois quem sofre com isso sou eu.
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De Rita a 20.02.2015 às 16:57

Eu sabia desta greve desde antes das férias do carnaval, que as auxiliares da escola da mái-velha são umas desbocadas e avisam logo. Bonito de se ver é o entusiasmo com que revelam estas coisas: elas batem palmas, dançam, erguem o estandarte do «somos grevistas!» com muito orgulho e afinco; cheira-me que até têm um flashmob para o momento do anuncio, tal não é a excitação. Acontece que aqui deste lado, existem patrões que já não vão achando piada às duas e três greves por mês que estas senhoras resolvem fazer. E uma pessoa fica com cara de cu de tanto pedir dispensas e trocas de horários (quando dá e se dá).
Portanto, para mim, a pergunta que impera não é tanto a de se gostam no cu ou não. Era um estaladão e os quatro pneus furados. Assim. Só para começar.
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De Tendencias Simples a 20.02.2015 às 17:02

Eu acho que as greves fazem parte!!
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De Filipa Brás a 20.02.2015 às 17:04

A auxiliar hoje disse que o papel já estava afixado há uns dias e que não são obrigadas a informar. Ou seja, ainda devia querer que lhe agradecesse ou assim.
Ou seja #2 eu, com três putos para controlar, carrinhos, mochilas, lanches, beijinhos, até logo, não ponhas os pés na água, olha os ténis, os trabalhos?, fizeste os trabalhos?, tinha de reparar no filha da puta de um papel mais pequeno do que um passe social, pá, agarrem-me que eu vou-me a elas.
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De Filipa Brás a 20.02.2015 às 17:05

Tens a certeza de que queres ir por aí?
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De quiescente a 20.02.2015 às 18:45

Raios, estou novamente alheado. Eu que sou gerente da minha micro tb queria, mas afinal o máximo que nós aqui os cinco podemos fazer é um piquenique. Porquê? Ninguém nos liga. E greve é a unica coisa sagrada nesta amostra laica de país. A única não, ainda há a adse.
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De Mg a 20.02.2015 às 20:06

Não invoque o nome da santa ADSE em vão, ou ainda arranja chatice...
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De chaeumlivro a 20.02.2015 às 21:52

o que vale é que esta gente nunca é obrigada a nada. só nós é que somos obrigados a ir trabalhar (trabalhar a sério do género dar recados, alertar para avisos, atender telefones e mais uma data de outras coisas). mas tirando isso é mais do mesmo, nada de novo

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