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44

por Filipa, em 29.10.18

[andei uma data de dias a pensar que este ano fazia 45 anos. Uma angústia desesperante quando pensava que daqui a um pulo estava nos 50 e não estava preparada para isso. Às tantas faço melhor as contas e vejo que ganhei um ano, só fiz 44 e esse foi o melhor presente de aniversário que poderia ter. Todos os dias tento ao máximo fazer tudo o que posso por forma a aproveitar mesmo bem a vida, mas chego sempre ao final do dia com o peso nas contas que não, não há vida que nos deixe abrandar e aproveitar o que temos. E é por causa desta merda que odeio fazer anos; vejo-me, cada vez mais, aflita à procura de tempo. Tempo para deixar nos meus filhos memórias decentes sobre a mãe, de brincadeiras parvas, de passeios giros e refeições porreiras. Pelo meio tempo para mim -sem ficar com remorsos- tempo para a minha música, o meu blog, as minhas séries, para namorar e para tudo que deveria ser prioritário. 

Foi mais um ano corrido; ainda ontem estava a enfiar a última passa na goela e amanhã já é Natal. Tenho para mim e ninguém me consegue convencer do contrário que, quanto mais velhos somos, mais rápido o tempo passa. Lembro-me do martírio que foi chegar aos 18 anos. Os anos passavam numa lentidão que sempre me enervou. Eu, pessoa despachada, queria era a maioridade, ser livre, solta, independente. Hoje, claro, choro o colo da mãe, das despreocupações e a leveza de não ser particularmente imprescindível para ninguém. 

Os dias que antecedem este evento do cacete, são sempre passados com alguma tristeza. Todos os anos tenho de me obrigar a estar feliz como se festejar mais um ano não fosse apenas o aproximar da finitude mas sim uma dádiva por ainda cá andar.

Na realidade, se me queixasse de alguma coisa, estaria a ser injusta. Sou apenas uma insatisfeita que gostava que o dia tivesse 48h ou assim. Para cheirar mais os meus filhos, amar mais o meu marido, curtir mais os meus animais, agradecer mais às amizades, acarinhar mais a minha família, gozar mais com quem se dá ao gozo, rir mais, queixar-me mais que estou badocha, descansar mais, ver mais vezes o mar, cantar mais alto, dançar mais, sorrir mais, para ser ainda mais feliz.

Este fim-de-semana já tive mais uma hora com 44 anos e isso costuma ser um bom presságio]

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Eu na escola

por Carla e empergada domestica, em 18.10.18

Uma das expecial izações que tirei, aquanto o retiro vegan e cruel frye, dizia respeito às protoformas interdigitais e como isso se reflite nos contos infanto-infantis. Dificil, né? Foi a expe-cialização que mais gostei, pedante a sua dificuldade, gosto de desafios indisponíveis. Temos por ezemplo, o conto do capuchilho vermenho, aquela criança imperativa que só fazia preguntas de merda ao lobo que folhas tantas, não teve outra solução que não foice comê-la. "ó lobo, então mas por que é quisto? ó lobo, então mas por que é kg?" Quer dizer, está bem que os miúdos passam pela face dos por quês, mas no lobo, na sua santidade mental, ninguém pensou né? nem a indefesa da vida animal, nem o PANO, nada, ninguém, béu, béu. Até eu que tenho paciência de Bó, como as coisas que maburressem. Chocolates. Chateiam-me sobremadeira e eu como-os, não, ia-os deixá-los ali a moerei-me (não tenho a certesa de que moerei-me está bem escrito ou se será moereim-e.) o guizo, a atemparem-me, a fazerem molhinhos àzancas. Não! Marcham logo. Ovos cosidos- Apreciu mas é de contrasenso comum que ovo cosido cheira a peidinho e isto aburressem-e. É serto que de vez em quanto largom uma basuca, mas não pode pagar o apertado pelo pegador, né? Eu respondo pelos meus próprios factos, maneiras que os como logo, não me vou assujeitar a que alguém pense que o cheiro a haragem estragada prevenha da minha pessoa. Podemos assim transportar isto para a estratoesfera interdigital. Um amigo de um amigo de um conhecido de um familiar meu, disse-me que era uma vez uma blogger que não se calava lá com as coisinhas dela e que ninguém queria saber. "então mas por que é que há publicidade? Então mas porque é que mostram menores? Então mas no penico? Então mas por que é que ninguém me liga?" Conclusivo: veio o lobo mau e comeu.

 

 

Fim.

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Olá, boa tarde a todos

por Carla e empergada domestica, em 17.10.18

Como é questão?

Eu estou bem, obrigado por perguntarem. Desculpem a essência mas estive retirada num retiro ali para os lados de ermezinde, uma coisa meia budista meia vegetariana. Pensei muito debitei ainda mais e aqui estou eu, pronta para vos falar das expecializações que fis, enquanto dormia, lá no retiro individual. Não posso derivarvos muito mas posso abrir um bocadinho os escovilhões à bolsa: tem haver com cremes, com esfregões bravo e com a Maria Leal.

Quem apaga para ver?

 

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por Filipa, em 31.07.18

Passaram-se dois meses desde a última vez que cá vim e é com agrado que vejo que tudo está na mesma: as parvas de merda cada vez mais parvas, os posts de caca cada vez mais merdosos, as desinteressantes continuam a não desiludir, as que acham que têm graça, continuam a rir-se bué delas próprias e a chamar a atenção para as suas próprias piadas, as maluquinhas continuam a bater com a cabeça nas paredes, os engatatões continuam infodíveis, em suma, a blogoesfera continua a mesma, posso estar sossegada, ainda não foi desta que me enganei.

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por Filipa, em 01.06.18

Lamento não vos dar notícias minhas mas estou desde ontem ocupadíssima a limpar merda da minha gata.

Eu explico.

Dia de veterinária e estive mais de 2 horas -juro que não estou a exagerar- a tentar apanhá-la e metê-la na transportadora. Eu chamava-a e qual bchaninha qual quê, a gaja foi possuída pelo demónio habitual, ofereci guloseimas gatais, abri uma lata de atum, fui buscar os brinquedos dela, rezei dois Pai Nosso e de repente lembrei-me da dica da vet: tapar a cabeça à besta. Eu por um lado, o marido por outro -em pânico porque a sua menina estava a sofrrrrer tanto- e eis que a agarro com uma camisola dele que estava mesmo ali à mão e zás!, pra dentro da casota pondo, desta forma, a minha vida em perigo. Tranco a transportadora, triunfante e eis que a gata com os nervos ou sei lá o quê, praticamente se desfaz em merda e borra não só a camisola de esposo mai lindo, como a sua transportadora e lindo, lindo, foi termos dado por isso apenas no carro.

No meu claro.

Maneiras que aqui estou eu, a raspar merda de todo o lado, porque a bicha tinha de sair da caixa e claro que à minha volta eram só amorosas patinhas de gato, desenhadas a merda fresca, parecia uma ilha rodeada por um imenso e castanho mar de merda. Como a soltei na varanda e optei por deixar secar a merda antes de a limpar -também não iam conseguir, sabem lá o cheiro, aquilo foi vómito de poltergeist- reduzi o descalabro a alguns metros quadrados.

Quanto à gata e como não nos deixa pegar para a limpar, ainda está mais danada comigo do que o habitual. Olha para mim como quem diz: "sua cabra, uma gaja caga-se toda cus nervos e tu deixas uma lady de pedigree como eu, pernoitar naquele manto de merda".

Sinto que estou em perigo, mas tenho de levar a minha tarefa avante.

 

Até já, camaradas!

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