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Recebi isto por isto por email e claro que não podia não ajudar.

"Trabalho numa das lojas mais aguardadas em Portugal, a Primor. Quando fui contratada, nem sabia o que me esperava, mas como queria abraçar "um projecto inovador em 500m² de serviço livre" palavras da supervisora aquando a entrevista e conversações seguintes, estava entusiasmada e desejosa de começar. E o começo já começou estranho. Tínhamos de criar uma loja de raíz. Quando entrei na loja não havia um único produto nas prateleiras e em seis dias, de doze horas trabalhadas em cada um deles, fizemos aquela loja nascer, com muito suor, muita lágrima, muito cansaço conseguimos, apesar de não nos deixarem fazer pausas e as idas à casa-de-banho serem muito limitadas, pensávamos nós que devia ser da pressão, a abertura estava atrasada e o stress falava mais alto. A loja abriu e nós continuámos sem folgas, a fazer horas extras atrás de horas extras, sem contrato de trabalho, sem horário de trabalho definido, sem nos deixarem fazer pausas, sem podermos chegar um minuto que fosse, mais tarde do que os quinze que nos obrigam a chegar mais cedo, obrigando-nos a assinar uma declaração em como chegámos atrasados, depois do fecho só nos deixam sair depois das caixas fechadas, por vezes mais de uma hora depois da nossa hora sem que nada nos seja pago, não temos acesso aos nossos pertences durante o horário laboral porque estão fechados nos cacifos e as chaves estão com as responsáveis. Se formos pedir as chaves para, por exemplo, mudar um tampão, alguém vai connosco ver se é mesmo aquilo que vamos fazer, somos cerca de 20. Temos meia dúzia de cacifos numa casa de banho mista, com uma sanita que está sempre entupida e o autoclismo avariado. Essa casa-de-banho é, também, refeitório, é lá que engolimos qualquer coisa, quando trabalhamos horas e horas seguidas. É nesse wc que guardamos almoços/jantares. Não temos um lugar para descansar nem para comer. Não podemos falar com os colegas, somos constantemente criticados, rebaixados através de um grupo de WhatsApp que serve também para fazer alterações de horário às tantas da noite, a qualquer hora, a bel prazer da supervisora, temos o turno da noite a mudar para o de dia sem qualquer descanso de permeio, temos pessoas impedidas de ir ao wc porque "não há quem as substitua", somos tratados de qualquer maneira, aos gritos, aos solavancos, olhados de lado, todos os dias nos faltam ao respeito, o horário é dado de uma semana para a outra impedindo-nos de organizar a nossa própria vida. Estou no meu país, a ser explorada por quem não é, estamos sozinhos porque o meu país não quer saber das queixas e dos pedidos de ajuda que já fizemos, estamos por nossa conta e de mãos atadas, Apenas queremos TRABALHAR E QUE A LEI SE CUMPRA.

 

Quando forem à Primor no Ubbo, sejam solidários connosco e desculpem se nem sempre estamos com o sorriso mais feliz do mundo."

Querem lá ver

por Filipa, em 23.01.20

Que afinal consegui acertar na palavras-passe aqui da tasca??

44

por Filipa, em 29.10.18

[andei uma data de dias a pensar que este ano fazia 45 anos. Uma angústia desesperante quando pensava que daqui a um pulo estava nos 50 e não estava preparada para isso. Às tantas faço melhor as contas e vejo que ganhei um ano, só fiz 44 e esse foi o melhor presente de aniversário que poderia ter. Todos os dias tento ao máximo fazer tudo o que posso por forma a aproveitar mesmo bem a vida, mas chego sempre ao final do dia com o peso nas contas que não, não há vida que nos deixe abrandar e aproveitar o que temos. E é por causa desta merda que odeio fazer anos; vejo-me, cada vez mais, aflita à procura de tempo. Tempo para deixar nos meus filhos memórias decentes sobre a mãe, de brincadeiras parvas, de passeios giros e refeições porreiras. Pelo meio tempo para mim -sem ficar com remorsos- tempo para a minha música, o meu blog, as minhas séries, para namorar e para tudo que deveria ser prioritário. 

Foi mais um ano corrido; ainda ontem estava a enfiar a última passa na goela e amanhã já é Natal. Tenho para mim e ninguém me consegue convencer do contrário que, quanto mais velhos somos, mais rápido o tempo passa. Lembro-me do martírio que foi chegar aos 18 anos. Os anos passavam numa lentidão que sempre me enervou. Eu, pessoa despachada, queria era a maioridade, ser livre, solta, independente. Hoje, claro, choro o colo da mãe, das despreocupações e a leveza de não ser particularmente imprescindível para ninguém. 

Os dias que antecedem este evento do cacete, são sempre passados com alguma tristeza. Todos os anos tenho de me obrigar a estar feliz como se festejar mais um ano não fosse apenas o aproximar da finitude mas sim uma dádiva por ainda cá andar.

Na realidade, se me queixasse de alguma coisa, estaria a ser injusta. Sou apenas uma insatisfeita que gostava que o dia tivesse 48h ou assim. Para cheirar mais os meus filhos, amar mais o meu marido, curtir mais os meus animais, agradecer mais às amizades, acarinhar mais a minha família, gozar mais com quem se dá ao gozo, rir mais, queixar-me mais que estou badocha, descansar mais, ver mais vezes o mar, cantar mais alto, dançar mais, sorrir mais, para ser ainda mais feliz.

Este fim-de-semana já tive mais uma hora com 44 anos e isso costuma ser um bom presságio]

Eu na escola

por Carla e empergada domestica, em 18.10.18

Uma das expecial izações que tirei, aquanto o retiro vegan e cruel frye, dizia respeito às protoformas interdigitais e como isso se reflite nos contos infanto-infantis. Dificil, né? Foi a expe-cialização que mais gostei, pedante a sua dificuldade, gosto de desafios indisponíveis. Temos por ezemplo, o conto do capuchilho vermenho, aquela criança imperativa que só fazia preguntas de merda ao lobo que folhas tantas, não teve outra solução que não foice comê-la. "ó lobo, então mas por que é quisto? ó lobo, então mas por que é kg?" Quer dizer, está bem que os miúdos passam pela face dos por quês, mas no lobo, na sua santidade mental, ninguém pensou né? nem a indefesa da vida animal, nem o PANO, nada, ninguém, béu, béu. Até eu que tenho paciência de Bó, como as coisas que maburressem. Chocolates. Chateiam-me sobremadeira e eu como-os, não, ia-os deixá-los ali a moerei-me (não tenho a certesa de que moerei-me está bem escrito ou se será moereim-e.) o guizo, a atemparem-me, a fazerem molhinhos àzancas. Não! Marcham logo. Ovos cosidos- Apreciu mas é de contrasenso comum que ovo cosido cheira a peidinho e isto aburressem-e. É serto que de vez em quanto largom uma basuca, mas não pode pagar o apertado pelo pegador, né? Eu respondo pelos meus próprios factos, maneiras que os como logo, não me vou assujeitar a que alguém pense que o cheiro a haragem estragada prevenha da minha pessoa. Podemos assim transportar isto para a estratoesfera interdigital. Um amigo de um amigo de um conhecido de um familiar meu, disse-me que era uma vez uma blogger que não se calava lá com as coisinhas dela e que ninguém queria saber. "então mas por que é que há publicidade? Então mas porque é que mostram menores? Então mas no penico? Então mas por que é que ninguém me liga?" Conclusivo: veio o lobo mau e comeu.

 

 

Fim.

Olá, boa tarde a todos

por Carla e empergada domestica, em 17.10.18

Como é questão?

Eu estou bem, obrigado por perguntarem. Desculpem a essência mas estive retirada num retiro ali para os lados de ermezinde, uma coisa meia budista meia vegetariana. Pensei muito debitei ainda mais e aqui estou eu, pronta para vos falar das expecializações que fis, enquanto dormia, lá no retiro individual. Não posso derivarvos muito mas posso abrir um bocadinho os escovilhões à bolsa: tem haver com cremes, com esfregões bravo e com a Maria Leal.

Quem apaga para ver?

 





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