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Nem quando não trabalho, não trabalho

por Filipa, em 09.07.13
No corpo a coisa piora. E muito, tanto que chego a dar produtos que nem chego a usar. Tanto que chego a deitar coisas fora por não ter tempo para usar tudo. Mais uma vez, a praticidade típica do sexo masculino personalizada neste caso pelo meu gajo espanta-me e causa-me a mesma estranheza que o meu excesso de zelo lhe causa. Ele detém o espacinho suficiente para caber um shower gel que da mesma maneira que é um gel, dá um belíssimo shampô. Tem por lá também um creme de corpo da altura em que iniciamos a nossa cena e eu ainda tinha alguma esperança em meter-lhe algum juízo naquela cabeçorra. Não sei, e digo isto com a maior das sinceridades, como é que alguém consegue viver neste vazio de sensações, como é que alguém consegue ter vontade de tomar banho sem retirar o prazer que a rotina higiénica nos pode proporcionar, mas tudo bem, é deixá-lo sossegado antes que o tipo largue a usar as minhas merdas e depois tínhamos que nos chatear e o meu filho precisa de um pai (e eu de dormir algumas horas por noite enquanto ele atura o puto). Aproveito o facto de ter acabado de passar as trinta semanas, sete meses (não me perguntem o raciocínio. Parece que só quem é formado em obstetrícia sabe fazer destas equivalências), para fazer aqui um retrato meu, rápido e concreto, enquanto grávida e os normais stresses com o corpo/pele. Tenho sido uma tipa descontraída e boa onda como sou sempre, mesmo sem leitaozinho a fazer das suas. Abro aqui um parênteses mesmo sem efectivamente o abrir, só para ressalvar que quando toca à contagem dos movimentos do meu João, é que fico um nadinha histérica. Estou farta de lhe dizer  para despacharmos esta merda logo na primeiras horas do dia, mas o gajo é como o pai: falo, falo, falo e ele diz que sim, enquanto abana a cabeça a dizer não. O puto é igual. Acorda por volta da hora de almoço e primeiro que cheguemos ao número de vezes que ele, supostamente, deve dar sinal de si, é um castigo, um tormento, só mexe quando quer e não quer saber dos meus pedidos, muito menos das ordens. A médica acha-me tresloucada com isto, mas eu é que sei e ainda hei-de arranjar maneira de fazê-lo mexer tudo, logo pela fresquinha. De resto, tudo muito tranquilo. Tenho lidado lindamente com o aumento de peso e com as naturais mudanças no corpo. Na realidade era o que mais me preocupava uma vez que era a maluquinha das dietas, de algum exercicio e da pele lisinha e apetitosa. Agora só estou histérica com o parto mas estou feita numa crescida e ainda não fui pesquisar nem procurar fotos acerca do assunto. Os meus planos passam por continuar assim senão ainda desisto disto tudo e depois quero ver como é que é. O que tenho feito desde que soube que estava grávida, relativamente aos cuidados corporais, que não fazia antes é... nada. Sim, nada que não fizesse antes. Nada de cremes mal cheirosos, deus ma livre, nada de cremes besuntuosos, pesados, gordurosos e difíceis de usar. Uso os meus óleos após o banhos da manhã e os meus cremes após o banho da noite. Continuo a usar cremes anti celuliticos, para a flacidez e descobri um óleo fantástico para a retenção de líquidos. Depois tenho a linha de banho habitual e acho que já falei dela algures. A espuma de banho que aqui para nós que ninguém nos ouve, é uma autêntica sacana que uma pessoa ainda mal começou a tomar banho e já o cheiro se está a escapar por todo o lado e nunca mais ninguém tem mão nele, com o seu algodão doce na composição agarra-se ao sorvete de limão e juntos dão as boas vindas ao caramelo e à baunilha. Aroma adocicado, porém suave, que nos transporta para lembranças docinhas e fofinhas, de chupas grandes e coloridos e de férias cheias de felicidade e dias amenos cheios de sol. O hidratante corporal em forma de merengue, é um verdadeira atentado à pontualidade, quando colocado pela manhã antes de se sair para o trabalho, e ao sono retemperador quando as horas ficam perdidas durante um flirt surpreendente entre nós e a nossa pele perfumada e macia, antes de ir para a cama. A sua textura deliciosamente suave e delicada funde-se vagarosamente na pele, tal qual de um pedaço de algodão doce que sem querer derrete antes de chegar à boca, se tratasse. O frapé de banho vem ajudar à festa. Toda a casa fica inundada pelo inebriante aroma a caramelo, mesmo naquele ponto bom, o de caramelo estão a ver?, com o chocolate e baunilha a fazerem das suas, esses pequenos cabrãozitos. À noite quando chego ainda andam eles, alegremente pelo ar, endiabrados, nas tropelias do costume. E quase sempre ganham. Rara a noite que juntos não somos felizes. Resultado? Nem uma estria para contar estória.
Não são precisos produtos caros nem fedorentos. Basta usar os certos.


Estava bem era no Marketing, eu.




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