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1- ontem fui ao Continente e existe uma cena karmica entre mim e o Continente. De cada vez que lá calha ir, algo de extraordinário acontece. Ontem não foi excepção. Fui só lá num instantinho, que infelizmente calhei a ser pessoa um bocado avessa a grandes superfícies, comprar uma garrafa de água que não me esqueci de fechar mesmo bem, logo não se me entornou nada. Nem na mala, nem no carro que também calha a não ter frigorífico, portanto seria uma água a ser ingerida morna. 
Como sabia lá eu em que sítio estaria a água, passo pelo corredor dos produtos do cabelo e reparo que, extraordinariamente, o meu óleo extraordinário estava em promoção, 50% de desconto, para ser mais precisa. Como o meu estava mesmo a acabar, agarro numa embalagem e com um enorme sorriso de satisfação como só as boas donas de casa conseguem fazer, aquelas que estão sempre em cima das promoções, que coleccionam vales de descontos e tudo, chego à caixa para pagar. A menina passa a água tudo muito bem, mas quando chega a vez do óleo, népia, preço normal. Chamo-lhe a atenção e ela diz que não, deve ter sido impressão minha e eu digo que não costumo ter impressões. Que vá ver do preço que eu ficava ali a beber água fresquinha. Afinal não. Tive de ir acompanhada com um criaturo que quando chegou ao linear onde residiam mais uns tantos, com a respectiva referência ao desconto, ligou para não sei quem e de seguida me diz que afinal era só até ontem, infelizmente, como fez questão de sublinhar. 
Gentilmente digo para ele ir pastar. Se o produto esteve em promoção só até ontem, que a tivessem tirado. Que ia levar ao preço que estava marcado e queria ver quem é que me ia impedir de o fazer. Que chamasse quem quisesse, dali não ia sair sem o meu óleo com o desconto. Fiz birra e não lhe dirigi mais a palavra e lá veio o gerente com um pedido de desculpa e que sim, podia levar o produto ao preço assinalado, desculpe, mais uma vez desculpe e gosto em vê-la, vá lá, não disse prazer em vê-la, já não é mau.
Trouxe 4 óleos só por causa das coisas. Excelente marketing, o do Continente.
Felizmente não os parti no carro, senão não sei o que seria de mim.

2- Tenho cartão da Fnac que a menina parecendo que não, nem toda a música que ouve é de proveniência duvidosa.
Mudei de casa e como qualquer gajo muda a morada de sua correspondência. Acho que faz parte, não sei.
Portanto em Março ligo para o apoio ao cliente a pagantes, que um gajo para ser apoiado tem de pagar, gratuito hoje em dia só as dores de cabeça, e pergunto pelo email para o qual deveria mandar documentação que comprovasse nova morada e foi-me dito que não precisava mandar nada (!) que ela fazia a alteração no momento, pelo telefone e pronto. Que belo serviço, pensei eu, nada como descomplicar as cenas.
O tanas.
Hoje entregam-me duas cartas que foram enviada para a morada antiga, pois claro, como poderia ser diferente? Ligo outra vez e impossível, diz a borgessa que me atendeu. Só se muda morada com a documentação pedida. Pedi para falar com um superior. Não dá, porque não há nenhum disponível. Para me passar a outro colega porque o tom que putona estava a usar, começava a fazer-me alguma comichão ali no sistema nervoso, mesmo no meio onde é mais difícil de coçar, não dá, todos os meus colegas estão ocupados.
Decido fazer o que qualquer adulto que sabe o que quer, faz em situações que começam a perder o rumo e desligo-lhe o telefone na tromba.
Ligo outra vez.
Muito tempo para atenderem, é normal, a ponte e mais não sei o quê, há que respeitar as regalias que os patrões ainda são a trabalhadores de merda, até que me atende uma outra criatura.
Dá-me diversas indicações que me vão servir para três emails:
Um para a mudança de morada.
Outro para ouvir a chamada na qual a primeira fulana me diz que não preciso mandar documento nenhum.
E um outro onde falo no atendimento espectacular que prestam ao cliente, o cócó, na cadeia alimentar deles.
O caldo entornou, mas não foi na mala nem no meu carro, graças a deus.

3-

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