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para o meu aniversário e tenho andado assoberbada de afazeres, porque meti na cabeça que a festinha do primeiro aniversário do meu João, no dia dez de Agosto, há-de ser algo publicamente intimista e isto, parecendo que não, coiso.

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Ora então cá estamos nós, na minha rubrica preferida, uma vez que além de séria me merece toda a isenção possível. Nunca se sabe se pode ocorrer o facto de eu vos ser uma influência e não gosto cá de enganar ninguém, sobretudo quando não recebo um avo para isso.
Sou mulher para andar sempre de lábios vermelhos. Sucede que os tenho no formato e dimensões certas para isso, sem cair no lugar comum que é o de andar com lábios à puta. Só uso uma marca de batons, Chanel, não que tenha mania, que até tenho, mas por ser a única marca de batons que me assegura a impecabilidade que se exige neste tipo de tarefa, fazendo com que o referido néctar escarlate, de seu número 104 não escorra pelas linhas dos lábios, o que aqui para nós, é uma valente merda.
Esta prática requer cuidados uma vez que lábios gretados e com peles não rimam com baton vermelho e é a isto que aqui venho.
Não gosto nem desgosto das lojas LUSH, pelo contrário. O que eu acho é que é uma loja que emana um aroma que não convida ninguém, cujo olfacto esteja a 100%, a entrar ou, na pior das hipóteses, a aguentar mais do que 6 minutos no interior das suas lojas sem que os seus olhos comecem a lacrimejar ou a ficar com dificuldades respiratórias. Eu sou uma resiliente e gosto de testar os meus limites, bem como de sentir a adrenalina que só quem arrisca a vida, sente. Vai daí, e numa incursão a este autêntico atentado à camada de ozono que é o cheiro libertado pelas cenas que aquela loja vende, dei com este produto absolutamente indispensável, do qual já não abro mão ou não fosse ele um docinho.



A minha tendência para os lábios secos persegue-me desde sempre. Seja Verão, seja Inverno, esteja chuva ou vento, sinto sempre os lábios secos, um desassossego, sobretudo porque sou uma pessoa de sorriso fácil (lamento se vos decepcionei mas a verdade é que raramente estou séria) e num esgar mais violento, sucede ficar a sangrar e a dor de um lábio ferido supera, em muito, a dor que se sente derivada de um corte com uma folha de papel, eta dorzinha filha da puta.
Então, à noitinha que é quando tenho tempo, agarro neste potezinho de doçura que mais não é do que açúcar refinado, embrulhado de forma arqui-romântica num nutritivo óleo de Jojoba cujo sabor ronda o algodão doce e 250 de gomas, e exfolio uma das partes mais delicadas que tenho e desta feita não falo do meu coração.



Quando os sinto os lábios macios e sem vestígios de peles e desidratação, retiro o produto e hidrato-os. O produto é comestível, podia, por isso, alambazar-me com todo este aromático açúcar, mas sucede que sou uma esquisitinha de primeira e simplesmente não consigo comer o produto que andou para ali numa roda viva a retirar células mortas. Se querem que vos diga nem sequer me faz sentido, mas já se sabe que os fulanos da LUSH são uns excêntricos, uma pessoa não pode ligar a tudo o que dizem.


No dia seguinte a esta rotina (faço-o sempre que sinto necessidade, o que no meu caso significa um ritual diário) tenho uns lábios livres de coisas que os tornam inestéticos e desconfortáveis, uma maravilha.

O pareo da Guerlain foi só para me armar em cagona. O produto funciona lindamente sem um.

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Não percebo #5

por Filipa, em 24.07.14
A insistência da Lena D´água em lançar discos "novos".

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