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Por vezes os meus braços fazem mais falta ao meu patão do que a minha cabeça, vai daí que lhes arregaço as mangas e lá vou eu trabalhar com o povo, coisa dura, cada vez mais, por oposição à minha paciência, já velhinha, encarquilhada e cheia de dores. Uma cliente perguntou-me se não tinha embalagens vazias para venda, só assim, do nada, só porque sim. Eu, sem perceber muito bem que merda queria ela, pergunto-lhe, com o ar cândido mais genuíno que tenho "de quê?" E ela, "de nada, vazias de nada, claro!" 
Claro. 

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