Levo o sobrinho à escola, como sempre. Chegamos ao portão e observo umas movimentações atípicas, pais de boca aberta, o pânico instalado, agarrei na mão do puto, puxei-o para mim, não fosse rebentar ali uma guerra.
De manhã as aulas estavam asseguradas mas de tarde pediam o favor de ligar a ver.
Eu chego a meio desta directriz e pergunto o que se passa. Diz-me logo a senhora que há greve e, parecia que adivinhava, não somos obrigados a avisar.
Suspiro. Calma, Filipa. Olha os senhores do blog que depois te acusam de ser um mau exemplo para a criança. Conta até dez. Já está? Pronto, já passou.
Ligo à hora de almoço e ninguém atende. Ligo, ligo e torno a ligar e nada.
Decido ir lá e pergunto se o número está correcto. Diz que sim, mas não são obrigados a atender o telefone porque estão a trabalhar.
Pessoas que prejudicam os outros com as putas das greves, sobretudo às que calham coladas aos fins-de-semana, pergunto:
E no cu, gostam?