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Hoje está um dia de merda.
Lá fora anda tudo nas horas do caralho, portanto hoje ninguém sai de casa.
Tenho o homem ainda choroso com a morte da gata, os putos -tal como eu- estão-se assim um bocado a cagar, têm os cães para rebolar, para morder as orelhas, para lhes comerem a ração. Mesmo felizes, estes putos.
A gata também era muito feliz enquanto andava pelo jardim, na sua vida de gata. Lambia-se, comia, bebia, apreciava borboletas e morcegos, tentava apanhar pirilampos e ignorava o Guedes. Aliás, tentou matá-lo. Não gostava de nada nem de ninguém. Só quando ouvia o saco da comida é que entrava em casa. Mas, como todas as gatas, além de ter a mania que era esperta, era curiosa. Gostava de meter o nariz onde não devia e começou a explorar outros terrenos que não o dela, alheios e abandonados. Ficar na dela é que não. E cada vez se aventurava a ir mais longe.
Foi estraçalhada por uns cães que, em minutos, deram cabo dela.
Porque me lembrei disto hoje?
Talvez porque está um tempo de merda ou porque acabei de fazer a ronda aos blogues do costume.