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Deixo-vos com um pequeno trecho de poesia alternativa, para vosso deleite:
A carne.
A carne pode ser cortada em fatias finas e temperada com uma pitada de flor de sal, uma colher de sobremesa de pimentão vermelho, um golpe de vinho branco seco, um pé de tomilho, um fio grosso de azeite e zimbora, forno a duzentos e cinquenta graus. Também pode ser cortada em cubos pequenos e pô-los a bailar num caldo enriquecido, com meia dúzia de fioa de esparguete. Ou picadinha e fazer um empadão de arroz coberto com um fio de ouro, de ovos feito, devidamente adornado com umas fatias malandras de chouriço do norte. Ou um tagliatelle a fazer conchinha numas lascas de bacon e natas a rodos, com umas pérolas de queijo a quererem derreter.
Mas depois descubro que não sou a única a aturar inimputáveis.