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o que vai ser dos blogo-engatatões, em 2016?
foi tarefa mais difícil do que a escolha do menu e muito mais do que a compra dos presentes.
Fiquem vocês sabendo que em hora e meia do dia vinte e quatro, despachei todas os presentes e somos (sim, que eu também sou filha de Deus) para cima de vinte. Infelizmente não tive oportunidade de dormir a manhã toda conforme tinha planeado porque o meu marido, esse apressadinho, queria porque queria ir logo cedo, não fosse o cabrão do mundo acabar e não ter tempo para comprar tudo.
Homens!
Se havia necessidade de me arrancar da cama às onze da manhã se os shoppings só fechavam às cinco (até acho que fechavam mais tarde, mas pronto).
Bom.
A escolha do filme não foi fácil. Gostamos sempre de passar a noite de natal no sofá, de roda dos últimos doces e de chá quentinho, de lareira acesa, com os putos ali quietinhos e limpinhos e bem comportados como filhos de uma blogger que são. Como estava a dizer, não foi pêra doce. Parecendo que não tínhamos em cima da mesa uma série de pontos que tinham que convergir para um único e exclusivo ponto: o de concordância e eu sou difícil de convencer, ó se sou.
i) Não podia ser um filme de terror, infelizmente para mim que acho que um filme de terror cai sempre bem, independentemente da altura do ano. Os miúdos iam ver e o homem achou que não era porreiro assistirem.
ii) Tinha que ter música ou então só se iria conseguir ver os cinco primeiros minutos. Não entendo onde estes putos foram buscar este gosto pela música, mas é a única maneira de os meter em sentido.
iii) Tinha que resvalar para a comédia. Esta é uma altura do ano um bocadinho sensível para mim por motivos que me fazem andar de nervos em franja. Portanto rir seria mesmo a melhor solução.
iv) Cá nada de desenhos animados nem de filmes para putos. Já me chegam os 364 dias em que tenho que levar com eles, ao menos um dia por ano que se veja alguma coisa em família que agrade a todos. E verdade seja dita, os putos não percebem merda nenhuma. Ouvem a música, ai e tal que cores tão giras, não tive foi tempo para descobrir um filme de terror com poucos gritos. A seu tempo.
v)"sozinhos em casa", "musica no coração", "o senhor dos anéis", "frozen", "feiticeiro de oz", epá, poupem-me, bem basta o castigo de ver as rabanadas a alaparem nas nalgas de uma pessoa, não contem comigo para merdas destas, todos os anos esta falta de originalidade e se não tivesse sido a entrevista do Jorge Jesus ontem à noite, a tv nestes dias natalícios tinha sido uma morte lenta de tédio sem piada absolutamente nenhuma.
Calhou ver o trailler de um filme no videoclube da meo e achei que tinha que ser aquele e foi aquele.
O filme é de comédia, tem música, não é filme para crianças, é uma sequela, não faço ideia do que aconteceu no primeiro e nem sequer o encontro, mas porra, o que chorei com o filme, não tendes noção, peguem lá a parte final, a pior, e digam-me que o meu gajo não tem razão para me andar a gozar desde então.
Snif.
(chorei mais um bocadinho quando encontrei o vídeo)
(e mais outro bocadinho quando revi o post)
OUTUBRO
Ai, Outubro, o que eu gosto de um bom Outubro, o meu mês, mês de balanço, mês em que o meu ano termina, em que um novo começa, eu que começo dietas, ginásios, prometo não dizer mais disparates, controlar o que eu digo, não dizer tanto palavrão, mas nunca, nunca, nunca cumpro nenhuma resolução.
É foda.
Neste Outubro, a palavra da moda foi "cordial". Ser cordial no seu blog e com quem o visita/comenta era a quinta essência de berço e de classe. Desculpem lá se vos ofendo, mas estou-me cagando para a cordialidade. Os meus valores obrigam-me a ser cordial com quem gosto. Apenas e só.
Cumpri o meu dever cívico e pelo qual tanta mulher lutou e tanto soutien foi queimado e fui votar. Devo dar a mão à palmatória e reconhecer que apenas o fiz porque um em cada trinta e três bloggers o aconselhava a fazer.
Infelizmente não foi muito blogger da minha parte não publicar nenhuma foto a comprová-lo, mas os meus motivos eram fortes, muito fortes.
Em Outubro e em jeito de comemoração, decido convidar-me para uma entrevista, uma coisa intimista, muito ao jeito do "o que dizem os teus olhos?". Surpreendentemente e contra todas as expectativas decido aceitar e em boa hora o fiz. Inovadora, não paro mesmo de surpreender.
Dedico ainda um tempinho às minhas leitoras não assíduas que acham que isto é tudo delas. Não é e enerva-me um bocado pensarem que pode ser.
Mais um desafio -agora que penso nisso, há que tempos que ninguém me desafia, mas afinal o que é que vem a ser isto??- o que eu passei a divertir-me com isto.
Pela primeira vez falo muito a sério sobre uma dúvida sobre cremes, de uma leitora que me mandou um email, coisa que nunca faço uma vez que respondo sempre pela mesma via. Fi-lo porque receava estar a induzir outras leitoras no mesmo erro e decidi esclarecê-lo. Doeu-me muito. Espero que tenha valido a pena.
Aprendi a razão de ser dos patamares vegetarianos: pode-se comer plantas à vontade porque, ao contrário dos animais, estas não têm olhinhos nem filhos. Apesar de lindas, claro.
Duas séries supimpas que esta aqui que vos escreve estas lhana linhas (que não entende como é que existe quem jure que este mês é dos mais quentes dos últimos anos mas que compreende que por vezes só com drogas duras é que a vida lá vai) vos recomendou e ainda hoje chora lágrimas de sangue e sente pontadas nas costas por desde então nunca mais ter encontrado nada que lhes chegue aos artelhos.
Snif. Chego a sentir saudades do Norman a arrancar as tripas aos bichos.
E de Ermesinde, a gaja boa de Outubro:
Outubro é um mês muito virado para a introspecção e ai de quem disser o contrário.