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À falta de melhor, Filipa lança quiz

por Filipa, em 28.09.17

Quando um burro goza com a albarda do outro, é:

 

a) falta de visão periférica, estereoscópica, cromática, acuidade visual comprometida, astigmatismo, miopia, progressiva e só não arrisco a total ausência de visão porque nunca vi nenhum burro de bengala e óculos escuros, a ser guiado por nenhum cão. 

 

b) todas as acimas descritas.
 
c) prefiro a a) mas também não descarto a b)
 
d)voto em branco porque não me decido entre a a), b) e c)
 
e) albarda? Isso são aquelas calças de ganga que vão até ao enbido, não é?
 
 

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Encubido: é um cu que vai até ao enbido.

 

 

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Recadinho ao machão

por Filipa, em 23.09.17

que hoje de manhã ia num charuto, apitou, parou ao meu lado, abriu o vidro -e por consequência fez-me abrir o meu- e disse-me assim:

"Vais aos "s's", pá."

Ora, uma pessoa está capaz de pouco às primeiras horas do dia, apenas os mínimos indispensáveis à sobrevivência, maneiras que lhe responde, percebendo que o que lhe estava mesmo a ferver, era o facto de eu não passar os 50km/h coisa que, por muito que também a mim me aborrecesse, não o ia fazer apenas porque ele vinha a fazer questão disso já há algum tempo:

"Ai vou? Tu queres ver que ainda estou bêbeda??"

Reparem que estávamos lado a lado, parados, sinal vermelho. Eu ia virar para a esquerda mal o meu abrisse, o dele estava verde, apenas lhe apeteceu estar ali à conversa comigo. 

Responde ele, praticamente a cuspir fogo:

"Puta."

Apenas isto.

Eu baixo a música e educadamente:

"Peço desculpa, pode repetir?"

E ele:

"Puta do caralho, levas uma chapada na boca que te parto os cornos, filha de uma granda puta."

E enquanto eu começo a tirar o cinto, destranco o carro e preparo-me para ir levar a tal chapada na boca, o macho man mete a primeira e arranca, deixando-me perceber que nos bancos de trás levava pelo menos uma criança e ao seu lado uma gaja que deixa que falem desta forma ao pé de um ser que quando crescer vai ser, também ele, isto tudo.

Lá foi ele na sua bravura. Eu tornei a colocar o cinto e segui viagem.
Cheia de pena dos meus filhos que vão ter de se virar do avesso para remar contra a maré, para engolir merdas destas e cagar sorrisos forçados, educação e civismo, coisa que cada vez me custa mais fazer, quando se depararem com este tipo de situações.

Como estava a dizer, machão, seu Stallone de bolso, pá, foi revelador. Se com uma mulher foi o que foi, imagino a loucura que teria sido caso eu não estivesse sozinha.

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Pessoas:

por Filipa, em 21.09.17

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O meu marido manda dizer às meninas dos blogues das discriminações, que se tiverem um buraquinho entre o cruzeiro gay e as coisas esquisitinhas dos muçulmanos e afins, ciganos, pretos, mulheres, híbridos, meninos e meninas, agradece muito que enfiem o Sun aí onde vos for possível, uma vez que considera que isto já é atingir todos os limites aceitáveis. 

Ah!, também manda beijinhos a todas e manda dizer que se não tivesse mesmo mais nada que fazer e que se tivesse paciência para vos aturar, que vos lia a todas porque reconhece que, dentro de determinadas circunstâncias, havia de valer efectivamente muito a pena.

Sobre gajos que escrevem blogues com vista a engatar tontas carentes, curiosamente, não mandou recado nenhum.

Estranho.

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José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez andava de um lado para o outro, retorcendo o lenço rococó, enquanto tentava perceber qual a saída que melhor lhe servia:

"Zé António, aperte mas é o rabo senão isto ainda vai dar molho. Mas que merda é que aquela subalterna pôs no fiadeputa do bacalhau, pá? É sempre esta merda de cada vez que come lá, mas que coincidência é esta que começa a parecer não tão coincidência? E não me diga, Zé António, que vou ter de levar com aquela mastronça depois de casar com a menina Constança que eu não aguento uma semana nisto sequer a cagar à pistola de cada vez que como o que ela cozinha. Há-de fazer-se um homem, Zé António, um homem à séria, largar essas paneleirices todas do social e exigir que Contança Maria despeça aquele personagem sob pena de não lhe dar herdeiros. É isso. Ou a descendência ou a saúde do meu trato intestinal. Aproveito e sempre é mais uma desculpa para continuar cá na minha paneleiragem que uma 'ssoa também têm direito aos seus guilty pleasures."

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez pensava no seu futuro e no que havia de fazer em relação ao problema que tinha em mãos e em suas entranhas que ia subindo e descendo, cada vez mais vivenciando uma inédita experiência de quase-morte, quando, estático e imóvel se apercebe que está perto de casa de Balbina que, por motivos, se recusava a pernoitar em casa de sua Senhora.

Não podia.

José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez não podia ir pedir guarida escatológica ao inimigo! Jamais! Antes cagar um pé todo até ao joelho, já dizia paizinho de Filipa Maria de Jesus BaPtista de Colaride Brás* e isso estava mais perto de acontecer do que José António Menezes Albergaria de Proença Jacinto Nóbrega de Herédia Rodriguez poderia pensar. Além do lencinho paneleiro que torcia entre os dedos e que ia tão bem com seu soquete e com a sunga de bilros, com vista a aliviar as dores abdominais que o faziam torcer a ele próprio, o blazer de couro de cabra que, parecendo que não, ainda era coisinha para ser capaz de lhe ferir as nalgas macias de quem as levanta apenas para fazer o que mais ninguém pode fazer por ele e também para as abanar defronte dos amigos naqueles tais programas semanais, que envolviam bebidas, jogo e outras coisas por demais masculinas, não tinha nada à mão que lhe pudesse servir de agente higienizador caso decidisse, contra todas as regras impostas pela sociedade no geral e pela sua paneleirice em particular, arrear o calhau no jardim de sua arqui inimiga, Balbina de seu nome. Ainda se tivesse um casaco, qualquer um, ainda que barato, com o seu nome bordado no interior...

Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez, olhou-se pela última vez no espelho antes de sair, enquanto aplicava a última gota de Chanel Nº 19 no interior no seu pulso direito. Ao tapar o frasco, o diamente do seu anel de noivado reluziu. Constança Maria de Almodôvar Moraes Serpa de Campos Toledo Alcântara e, daqui por seis meses, de Herédia Rodriguez sorriu. Havia de ser a mulher mais feliz do mundo, casada com o homem que mais amou na vida, com o qual aprendeu a ser mulher, e com o qual haveria de ter três filhos, lindos e se fizesse bem as contas, loiros.

Suspirou. Acordou destes sonhos e olhou para o relógio "Meu Deus, Constança, olha as horas!!! Está quase na hora de abertura do LIDL!!! A menos que queira partilhar filas e filas com o povo, com gente imenso de pobre, plebe que não se sabe posicionar, sempre inconvenientes e com aquele cheiro característico que se agarra a tudo, ao cabelo, à roupa, à alma, a menos que queira isto tudo, sugiro que dê corda aos Valentino a ver se chega antes daqueles desabridos todos e consiga ver em paz a colecção da Heidi Klum e traga aquele blusão Biker. Não se esqueça das mini-férias à neve para o mês passado e ainda não tem casaco para a viagem.

Vite, Vite Constançá."

 

*Muito gosto

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