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Se este fosse um Love Blog #1

por Filipa, em 04.04.18

Aproveitaria o facto de, por exemplo, alguém achar que me tinha descoberto a carinha laroca numas fotos que andavam pela net, agarrado nelas e pespegá-las num site qualquer, para aprender alguma coisa com isso, como seja o caso de finalmente conseguir perceber que nem todas as sobrancelhas estão aptas a andarem na rua e que há solução para as rugas nasogenianas.

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Mais vejamos:

por Filipa, em 01.04.18

Duração. 

Farta de transpirar e ficar sem base junto à raiz do cabelo, no bigode ou nas asas do nariz, fartinha de além de apanhar chuva na tromba, ficar com ela manchada, uma pessoa não podia limpar uma migalha, um ranho, uma ramela que tau!, era base por todo o lado. Beijar e abraçar eram coisas perigosíssimas, falar ao telemóvel era uma javardeira, era todo um ecrã cagado e uma vergonha imensa se tivesse de passá-lo a alguém. 

Esta menina dura que é uma coisa parva e custa a sair até com desmaquilhante e a consequente lavagem com gel de limpeza. É à prova de água e não sei se querem que bote aqui prova em forma de vídeo.

Se calhar não querem.

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Boa Páscoa, pessoas!

por Filipa, em 31.03.18

Aquelas amêndoas fofinhas que comprei no Sr. Augusto que tem um café à antiga, com empregados fardados e balcão central, a obrigar os clientes a rodeá-los, que vende coisas a peso acabadinhas de fazer, são umas amêndoas devidamente envolvidas em açúcar queimadinho, com um travo a canela, só um pouquinho, o suficiente para deixar o sabor na boca que nos faz tirar só mais uma, a seguir a outra, e mais outra e já ando nisto há quase uma semana e nada de me apetecer parar, são todas minhas, ninguém toca, como estava a dizer, as amêndoas do Sr. Augusto são como as attention whores* da blogoesfera: quando pensas que já chega, há sempre lugar para mais uma.

 

 

*ia escrever Parvas de Merda, mas estamos na Quaresma, não se pode escrever palavrões mas como uma coisa leva à outra e vice-versa, ficou bonito à mesma.

 

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Porque senão, vejamos:

por Filipa, em 26.03.18

Efeito mate.

Para quem tem pele mista ou oleosa, não há nada mais desconfortável do que andar com lencinhos a ensopar a bela da oleosidade da zona T. Por outro lado, não pode ser demasiado mate, porque senão em vez de pele fica-se com a cara tipo deserto do Sahara, seeeeco que até repuxa enfatizando desta forma as linhas de expressão que na realidade não passa de uma maneira mais delicada de dizer "rugas" e sem ferir susceptibilidades.

Resumindo, quer-se o melhor dos dois mundos; por um lado queremos uma base que não promova a fabricação de sebo nas zonas onde este tem por hábito espevitar, por outro, queremos uma pele luminosa -que é diferente de sebosa- e aspecto saudável. Ora se o efeito mate comporta nele a capacidade de anular brilhos, pensava eu que apenas procurava o impossível e resignada, conformei-me com a melhor na altura, a Born This Way, que não sendo má, não me arrebatava, não me arrastava pelos delírios do deslumbramento. 

Ahhhhh, como a minha luta foi inglória, sempre de brilho esperançoso no olhar, de cada vez que uma base prometia esta dualidade de critérios e eu me chegava a ela, na esperança de por e enfim, encontrar o Santo Graal do reboco facial!

 

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Andava eu aqui muito sossegadinha na minha vida de pessoa devidamente besuntada com A base de que vos falei aqui há um porradão de tempo quando algo sucedeu. Oscilava muito entre uma vontade indómita de experimentar coisas novas e a loucura de me deixar ficar casada com a dita base, o resto da minha vida, qual casalinho em honeymoon. Afinal, trata-se de uma base cujo único defeito era o acabamento pouco natural caso a pessoa quisesse sobrepor camadas, naqueles spots malvados, as in a puta da idade. Portanto, a fasquia de tão alta que era, perdia-se de vista e eu achava que não, que melhor que a Born This Way isto só lá ia morrendo e nascendo de novo.

Até que num dos meus passeios cibernéticos -esqueçam as putas das perfumarias, rais parta a quem contrata estes calhaus com olhos!- dou de caras com uma base nova, cheia de predicados e que apenas nos prometia, a nós, pessoas lindas porém com pequenos quês dispostos a serem aprimorados, tudo. Isso mesmo: tu-do.

Ora, eu que não resisto a um tudo bem elaborado, a um tudo objectivo cheio de palavras-chave e promessas gloriosas, tive mesmo de me agarrar a ela não me fosse a tipa voar para um lar frio e sem amor, e oh minhas amigas, estou aqui de boca aberta com isto que se alapou aos meus não sinais da idade

 

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