Não sou pessoa para postar cenas tristes, muito menos difíceis de entender, de falar, de explicar.
Faltam-me as palavras quando me deparo com o desespero que acaba em morte causada por alguém, a ele próprio.
Fico muito abalada quando um jovem encontra na própria morte, a única saída, o remédio disponível para tanto sofrimento, qualquer que tenha sido a sua origem.
Não faço parte do grupo das maluqinhas do "RIP", das mensagens vazias e lamechas Facebook afora, são assuntos privados, doridos, há que respeitar e não acho que a maior parte dos posts feitos acerca de quem parte, respeite a memória dos mesmos. Não é isso que pretendo com este post.
Não conhecia o Pedro Cunha das novelas, não sou gaja de novelas, só a da minha vida, mas vi-o vezes sem conta nesta que é, para mim, uma das melhores músicas de sempre, num clip um bocado assim para o tosco, mas que me chamou logo à atenção.
E sinto-me triste. Muito. Era um puto. A vida toda pela frente e eu aqui à beira dos quarenta a pensar que já tenho tão pouco tempo e ele ainda ontem postou uma foto dele e hoje já cá não está.
E esta já foi a música da minha vida.
Merda para isto.