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Espírito Natalício até às bordas

por Filipa, em 22.12.13
Um gajo está ausente do trabalho por uns míseros nove meses e desabitua-se da estupidez da chefia assim em grande. Às vezes, quando estamos reunidos, faço um dos meus melhores sorrisos, à laia do deslumbre e enquanto o meu out está neste namoro gostoso, penso para o meu in mas quem caralho teve a puta da ideia de dar um cargo destes a este coirão?, e com uma mão espeto-lhe com o agrafador no focinho e com a outra arranco-lhe um rim com o x-acto mas entretanto sou chamada à terra. Viscoso ser pensa que o admiro mesmo muito e eu estou sem paciência para merdas destas que até já ando a planear o crime perfeito. A isenção de horário é outro embuste do caralho. Trabalho muito mais horas e ganho uma merda que nem para umas madeixas dá. Não tive uma única folga desde que recomecei e não me lembro de um dia em que tenha trabalhado menos de dez horas. Dou por mim a olhar para todo e qualquer objecto e a fazer deles armas totalmente mortíferas, e só não as uso porque o meu João começou as papas e o pai ajeita-se tanto nesta tarefa como eu me ajeito a conduzir um chaimite, maneiras que deixemos o homicídio para depois que o meu filho precisa de mim. 

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