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Hoje tenho menos uma hora para não dormir. Há muito que não durmo. Tanto que já perdi a conta às noites em branco, a inventar que fazer. Não sei se é o meu sub a preparar-me para as noites que aí vêm, se ando muito preocupada com alguma coisa que ainda não sei o quê, mas caminho a passos gigantes para a loucura. A médica releva pois claro. Não é ela que anda a dormir pouco mais que duas horas por noite, há um século. E mesmo que fosse, podia tomar drogas. Mas sabe foder-me os cornos por causa do peso. Isso é com ela! Nada mais interessa para a classe médica do que os caralhos das gramas que uma gaja ganha por semana. Estou cá desconfiada que rejeitam as pacientes que não aumentem pelo menos kg e meio por mês. é que depois não têm com o que massacrar e isso é que não. Eu mantenho-me no chá de camomila, nas massagens que o meu gajo me dá, nos pensamentos cor de rosa e no kg e meio por visita, mas não está fácil. Conto que a existência do meu puto seja turbulenta, a avaliar pelos seu primeiro trimestre de existência. Para já, para já e além das noites, já me fodeu o Verão. No seu pico que é quando tiro férias, estarei gravidissima de 8 meses, ou seja 34 semanas (esta conversão mete-me cá uns nervos que nem sei) e não estou a ver com que tesão me vou meter debaixo dos quarenta graus que aposto que vão estar, com uma barriga daqui a Marco de Canavezes, com tensão alta, a transpirar do rego das mamas e com todo o desconforto que quem transpira do rego das mamas, sente, cheia de paneleirices com os índices de proteção solar que isto de apanhar escaldões quando há filhos pelo meio não é fixe, por não poder aproveitar o sol como gosto, ao sol e não debaixo de um chapéu de sol, com fato de banho à velha, com as costuras arreganhadas e elásticos lassos, e como se não bastasse, sem caracóis e cerveja que é coisa para deixar qualquer um desejoso de dias quentes e convidativos. Que merda de verão, já estou a ver tudo.
Se eu fosse à médica tratava-me mas era das insónias e deixava-me cá sossegada com a comida. Não imaginam as horas a mais que tenho para comer nem a merda que projecto ou penso. Já tenho quadros bordados a ponto cruz para o quarto do meu João e para os quartos dos filhos do meu João. Já pintei duas vezes o seu quarto e acho que ainda vou à terceira. Já pensei na minha vida de há um ano para cá e acho que estão a gozar mas é comigo. Deus é fodido e gosta de brincar com a malta. Se ao menos conseguisse dormir, aposto que não pensava em tanta merda. Arrisco a dizer que até era capaz de estar muito mais magra e com a tensão arterial assim mais para o normal mas pronto, a médica é que sabe, quem sou eu para a influenciar?

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6 comentários

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De Isa a 31.03.2013 às 15:06

nome do meu sobrinho mais velho, coisa mai linda.
bjo, e bons sonhos, I hope.
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De Filipa a 31.03.2013 às 19:30

Isa, sonhos...que sonho.
Mas obrigada, pá, isto não pode durar par sempre...espero.
Beijo!
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De onónimo a 31.03.2013 às 22:34

para dormir :: zolpidem, tv ou ... cough cough nnilingus.

a este ritmo o puto vai nascer com uma dívida de levá-lo aos campos (e a Ti à reforma) para trabalhar logo que se segure de pé.

não Te preocupes com o verão, gordinha apanhas mais sol que antigamente. ou então o frio-calor da Islândia.

Beijo Terna Filipa!

p.s. não será ao acaso que lhe chamam Trabalho de parto

p.p.s. caraças, já estava tão tranquilo a esta hora e tinha de ler aquilo acerca do rego das mamas. poças, agora não me sai da cabeça!
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De Filipa a 31.03.2013 às 22:48

Conheces-me, caríssimo, não descanso enquanto não desassossego o pessoal.
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De onónimo a 01.04.2013 às 05:35

... ainda a esta hora (de insónia ou prazer) perseguido atrozmente pela imagem de um titânico rego de mamas ... já tentei tudo, xadrez mental, sudoku, controlo de respiração, enfim schultz e jacobson, imagética com as geladas superfícies polares, praias tropicais e aldeias medievais, mas continuo a sentir a sua sombra ominosa ... longínquo no tempo e no espaço pareço ouvir o som do martelo castigando a bigorna, a inquietude das montadas dos cavaleiros tensos com a perspectiva de enfrentarem o abismo ao atravessar a rústica e débil ponte de madeira sobranceira ao negro Rego d'entre Duas Mamas onde tantos camaradas tombaram já... o pulso treme expectante, e encontra algum conforto no punho da espada.

caraças, isto da insónia propaga-se pela blogo?! como é que eu tiro isto da minha cabeça sem liquificar o cérebro novamente?!

Caraças Filipa!
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De onónimo a 03.04.2013 às 00:38

Filipa, desculpa aquela inanidade acima. Pensei ter apenas sonhado com aquilo. Efeito dos psicotrópicos...

Beijo Linda!

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