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Tenho de confessar, gosto de ver telenovelas e reality shows. E calha a emocionar-me com algumas cenas, sou uma frágil, uma cocó. É o momento em que os meus neurónios fazem ioga, estão ali ainda acordados, uns espreguiçam-se, outros movimentam-se, para a frente e para trás naquela bola gigante dos alongamentos, mas só naquela, mais ou menos em alerta, para qualquer eventualidade. São duas ou três horas de descontracção que lhes permito ter, tipo chá de camomila quentinho e com mel, estão a ver? De seguida vou para a cama de corpo e mente relaxados.

Por outro lado e em dias mais intelectuais, ou seja, em longos e calmos fins-de-semana em que estou sozinha em casa, também gosto de me dedicar ao "rebenta o sofá" cuja cova afunda de dia para dia. Gosto de dar uso às minhas coisas, que querem? E quando isso acontece, gosto de assistir a séries que, como em tudo na minha vida, não é tarefa fácil.

Para já, quanto mais me nego a ver uma série, mais gosto dela. Ou porque não gosto do titulo, ou porque não gosto do trailler, ou porque não gosto da música, não têm noção do que me pode fazer confusão, acreditem em mim. Regra geral, quanto mais resisto, mais me surpreendo. Tipo os legumes, mas ao contrário.

Depois há uma ou duas coisinhas a ter sempre em conta:

 

Ponto número um: Não me peçam para esperar uma semana para assistir a um novo episódio, epá, não dá mesmo. Quando chegar o dia, não me vou lembrar sequer que vi o episódio anterior, quanto mais que estou a adorar a série e porquê. Tenho de ter tooooodos os episódios e tooooodas as temporadas disponíveis, com boas legendas, imagens e som, senão cago logo no assunto. Gosto de ser eu a decidir quando é que a maratona acaba.

Ponto número dois: Cá nada de guerras medievais, de cenas adolescentes, fugas impossíveis, misturas de terror e comédia, nada de vinganças rebuscadas, de policiais mastigados, de vampiros, de mortos-vivos, de fugas da prisão, de histórias de encantar de tempos modernos, de séries de comédia, quem é que segue séries de comédia, por deus?, de gajos que comem gajos que afinal não morrem apesar de terem morrido em temporadas anteriores, advogados que em cada episódio têm um caso novo e, surpresa!, ganham sempre. Como vêem, não peço o impossível, só peço que a série seja interessante, possível e cativante. Nada assim muito por aí além.

Ponto número três: Tudo tem de me fazer sentido. Se há ali uma frase que me fica a bater, volto atrás os episódios que forem precisos até tirar dúvidas. Se as minhas suspeitas se confirmarem e se me sentir enganada, já não vejo mais nada. Se bobear, até fico ofendida. Não me enganem.

Ponto número quatro: A banda sonora é meia série. É como o perfume num homem. Um bom perfume num homem é meio fato. Borrifem o vosso gajo com Tom Ford (qualquer um) e depois venham cá dizer senão ficou tal e qual um pudinzinho flan. A banda sonora tem de nos fazer vibrar, saltar, fazer bater o coração, sobressaltar, tremer, sossegar, sentir quando algo de maior está a chegar ou quando a paz está prestes a poisar.

Ponto número cinco: Se decidirem prolongar a série, não demorem muito com a temporada seguinte. Vide ponto número um. Se demorar muito, para mim a série terminou ali. Se tiver gostado mesmo muito, vejo-a toda de novo.

Ponto número seis: Se a série não me prender até ao terceiro episódio, nem com cola zero desce, não vale a pena, passo à frente.

 

E é isto, como vêem nada assim de muito especial.

Depois de Orphan Black -o tempo que eu andei para ver isto, que parva- andei algum tempo à deriva. A fasquia era altíssima, a séria é fantástica -parece que está para sair nova temporada- premiada até mais não, quando, sei quê nem porquê, tropecei nisto:

 

G1.jpg

 

e meus amigos, nem sei o que vos diga, uma pessoa quer ir fazer o jantar, quer ir plantar um coentro, quer ir domar uma Chinchila, mas não consegue tirar os olhos desta gente toda, isto é tudo pessoal da pesada, escusado será dizer que meu coração pende para o lado mau, e nele guardo um cantinho especial para Oswald Cobblepot, que é como quem diz o Pinguim, que todos conhecem, que só está bem a fazer mal, mas que no fundo, no fundo é um incompreendido e só precisa de colo. Esta é a cidade de Batman -Bruce Wayne-, antes da sua existência como super herói. Aqui é o início da sua história, em criança, quando os seus pais foram assassinados.

Em cada episódio há um crime diferente que converge para os criminosos do costume, rivais, que tomam conta da cidade e que por sua vez e de alguma forma, surge ali um elo de ligação com o assassinato dos pais do moss.

Pá, vejam e oiçam.

Há é um problema.

Íamos muito bem lançados na primeira temporada, com 22 episódios, quando reparo que a segunda ainda está a dar... e vai no sexto episódio...

Estava eu a tentar arranjar soluções para este gravíssimo problema, quando:

 

bates-motel1.jpg

E, bolas, uma pessoa quase que dá cabeçadas na parede, daqui a nada despeço-me, divorcio-me e dedico-ma a isto de ver séries, comer batatas fritas e beber cola zero, é que me sobra muito pouco tempo para o que quer que seja.

Um gajo vai pesquisar, deixa cá ver o que é isto, aquele madié tem um ar um pouco estranho e pumba!, a série é um prelúdio do filme Psycho de Alfred Hitchcock. Como se isso já não bastasse, Norman, filho de Norma, protagonista, tanto tem um ar de maluquinho de arroios que nem um autocarro cheio de gente eu gostava de partilhar com aquele louco, como tem um ar de anjinho a quem apetece oferecer uma sopa de feijão encarnado com hortaliça e um bocado de pão alentejano. Não gosto dele, nem da mãe que é outra doida. Na verdade, não há ninguém normal nesta série. Pensando melhor até há: a cadela que Norman empalhou e que só ele vê viva e com quem interage. Era o hobby de Norman. Arranjar animais vivos para os abrir, retirar as entranhas, para depois os eternizar e assim embelezar a casa da mãe.

Adoro esta série.

 

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44 comentários

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De Filipa a 29.10.2015 às 15:43

"Walking Dead"???

PID, não existe uma maneira gentil de te dizer isto, mas faz favor de sair do meu blog.
E fecha a porta depois.
Devagar.

Obrigada.
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De me a 29.10.2015 às 16:28

N sejas castradora. Tu vês a quinta p os neurónios fazerem yoga, outros vêm o WD. :p
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De Filipa a 29.10.2015 às 21:04

Desculpem lá mas mortos-vivos?? Vocês sabem que essa merda não existe, certo? Para quê perder tempo com isso? O que é que pode haver de interessante em algo que simplesmente não existe?
Expliquem-me lá?
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De cat a 30.10.2015 às 11:52

Anh?O Batman, existe???
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De Filipa a 30.10.2015 às 12:05

Sim!!!!!! Não sabias???? Eu sei, para aí desde os meus 9 anos, mais ou menos, havias de ir ver disso.

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De cat a 30.10.2015 às 15:48

OK, OK, é que aqui no Algarve são mais é gaivotas mas prontos. Atão e o "Shameless", conheces? O melhor tesourinho desde os "six feet under", e não desilude, temporada após temporada. E também te recomendo a dos bombeiros (Chicago fire), só por causa de um bombeiro bombom que por lá anda. Bjs e bom fim de semana, gosto do teu blog.
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De Filipa a 30.10.2015 às 20:52

Six Feet Under adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanto, taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanto e acho que não vi as duas últimas e já não as consigo encontrar :(

Shameless? Vou averiguar.

Obrigada :)
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De me a 30.10.2015 às 21:21

O shameless é mto bom! O americano, q o inglês é bue degradante.
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De Cat a 30.10.2015 às 22:59

Sim, o americano, passado em Chicago, e mesmo muuuuuuito bom!
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De me a 30.10.2015 às 23:04

Gotta love that Gallagher family. Adoro-os a todos.
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De Cat a 30.10.2015 às 23:24

Curto bue o Carl, já na primeira temporada prometia grandes feitos, e o Ian grande grande actor, ainda vai dar que falar lá por Hollywood, penso eu de que...
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De Cat a 30.10.2015 às 23:19

Six feet under,sopranos e californication foram o supra-sumo das séries, a minha santíssima trindade, ainda hoje choro por terem acabado, mas ainda vão aparecendo coisas boas. Vai lá ver o Shameless que vais curtir.
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De Filipa a 31.10.2015 às 09:56

Misfits.

Ide lá ver.

Depois oferecem-me um bombom qualquer no Natal e não se fala mais nisso.

De nada.
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De me a 01.11.2015 às 22:27

Confere. Qq uma dessas séries é excelente. Tb fiquei com lagriminha no olho pelo fim delas.
Para rir, big bang theory, amo o sheldon.
A par com o shameless ando agora a ver o narcos, e o mr robot.
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De Cat a 02.11.2015 às 17:36

Poh, anda tudo a ver o Narcos, manda 9 no imdb e com o Wagner Moura, meu capitão gostosão do Tropa de Elite? A ver, a ver, muito obrigada!
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De me a 02.11.2015 às 17:44

Vê q vale a pena, porém...eu q tb sou mega fã do wagner moura devo alertar q a figura dele n está, como dizer, vá, tão apetecível (o senhor faz de pablo escobar... (q n era propriamente uma estampa)
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De Pipocante Irrelevante Delirante a 29.10.2015 às 20:41

A Doce tambem não gosta... Oh, estou condenado ao blogoexilio... A caminhar no deserto... Há quem me acolha?


Ps: a filipa nao percebe bem aquilo, nao é? Ou é ums Romero fan e acha aquilo insultuoso?
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De Filipa a 29.10.2015 às 21:07

Por acaso sempre achei aquele Romero uma beca dúbio. Um gajo sério mas com uma perninha criminosa que se lhe pudesse jogar a mão e se ninguém estivesse a ver, tungas! Mas não era corrupto, han? Vamos lá a ver.
Ninguém te vai acolher, não. Tenta aí a me que parece que também gosta dessa merda.
Talvez te chegue um coxo de água.
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De me a 29.10.2015 às 22:26

Ahahahah. Água n se nega a ninguém.
Então filipa, entre ver a vacaria q aparece nos reality shows ou zombies...
Epá n me ouviste, nem ouvirás nunca, dizer q a série é boa (eu pp por vezes questiono-me pq vejo aquilo), mas o q queres, é uma espécie de vício mau.
Mas e já agora, se queres séries boas vai masé ver o narcos.
O Mr Robot ainda vi poucos episódios mas, so far so good.
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De A Caracol a 30.10.2015 às 08:46

Junto-me ao grupo do WD. Não se aprende nada, mas a verdade é que aquilo prende.
Há episódios que quase me levaram às lágrimas.... Como o da passada segunda, por exemplo. 😉
É como alguém disse: lava o cérebro.
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De Filipa a 30.10.2015 às 12:04

Às lágrimas de quê? De rir? De chorar?
Não me conseguem converter, desistam.
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De Pipocante Irrelevante Delirante a 30.10.2015 às 16:51

A dona do blog não tem a capacidade de perceber o alcance intelectual da coisa

(a melhor temporada foi a do Governador, sem dúvidas)
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De Filipa a 30.10.2015 às 17:11

Ai é preciso ter alcance intelectual para ver aquela merda???
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De Pipocante Irrelevante Delirante a 30.10.2015 às 19:02

A Dona deste blog, com todo o respeito que merece, não entende as mensagens subliminares inerentes à situação em que os sobreviventes se encontram.
Os zombies não são o inimigo, são apenas adereços na luta pela sobrevivência em que o grupo é colocado contra o indivíduo, e em que os fins justificam ou não os meios, de modo a que sobreviver mais um dia pode implicar perder a humanidade que se deveria defender.

Ah, gostastes, né?...
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De Filipa a 30.10.2015 às 20:57

Portanto, aqueles bocados de merda andantes são "o grupo" e o indivíduo é sabe deus quem ou o quê.

Porra, hoje vou perder 40 minutos a ver um episódio dessa merda a ver se entendo esta tão transcendente capacidade de analisar a subliminaridade subjacente ao facto de meia dúzia de coirões andarem a assustar o pessoal em vez de ficarem enterrados e sossegados.
Mais do que isso não.

E é para ver se te calas.

Depois volto com feedback.
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De me a 30.10.2015 às 21:23

Olha q vicia. :) mas tb n podes ver assim do nada. Nem todos os episódios são "profundos"
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De Filipa a 30.10.2015 às 21:31

Vou ver o primeiro episódio da primeira série, claro. O inicio.

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